30 Nov 2016 | domtotal.com

Um pedacinho de "Elis"

Depois de mais de 30 anos de sua morte, Elis Regina teve sua cinebiografia produzida e estreada neste ano de 2016.

O diretor reconstrói apenas alguns dos momentos mais importantes da vida da cantora.
O diretor reconstrói apenas alguns dos momentos mais importantes da vida da cantora.

Por Charles Mascarenhas

Os burburinhos eram de se ouvir já nos corredores do cinema. A sessão estava lotada. A plateia esperava ansiosamente pelo grande show. E bastou a primeira nota musical, para que todos olhassem atentamente para a tela escura e deixassem se surpreender pela personagem, que, a principio, só tinha visível sua silhueta.
 
Depois de mais de 30 anos de sua morte, Elis Regina, considerada por muitos como a melhor cantora de música popular brasileira, teve sua cinebiografia produzida e estreada neste ano de 2016. 
 
Hugo Prata, responsável pelo longa Elis, teve uma tarefa um tanto quanto difícil. Transportar para as telas, em pouco menos de 2 horas, grande parte da vida da Elis, contada a partir do momento em que ela foi embora do Rio Grande do Sul para viver no Rio de Janeiro. 
 
O diretor reconstrói apenas alguns dos momentos mais importantes da vida da cantora, sem se aprofundar na forte personalidade dela e em fatos que geraram graves consequências à trajetória de Elis.

Essa superficialidade, não permite que o telespectador conheça mais da vida da cantora, que enfrentou grandes problemas na carreira em razão da perseguição na ditadura militar; o vício com drogas e bebidas; e a sua luta contra o machismo da época.

Nesse sentido o filme acaba por ser conservador, coisa Elis não foi.

Mas, fazer cinebiografia não é tarefa fácil. Exige-se muito do autor da obra a seleção de quais fatos da vida da personalidade biografar.
 
Não se pode negar, que o filme é um convite para viver ou reviver um pedacinho de Elis, interpretada por Andréia Horta, que ganhou o prêmio Kikito de melhor atriz no 44° Festival de Cinema de Gramado (RS).
 
Esta cinebiografia conta também com um elenco de peso: Gustavo Machado, que interpretou Ronaldo Bôscoli, primeiro marido de Elis, o mulherengo; Caco Ciocler viveu César Camargo Mariano, o grande pianista e segundo marido da cantora; e Lúcio Mauro Filho, como Miéle, o amigo pessoal, produtor e diretor de vários espetáculos de Elis.

Confira o trailer!

Charles Mascarenhas
Charles Mascarenhas é estudante de Comunicação Social em Cinema pela Puc-Minas, onde tem se dedicado à pesquisa sobre cinema.
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