10 Ago 2017 | domtotal.com

No Atlético, o pior ainda está por vir 


Daniel Nepomuceno não conseguiu o efeito esperado com a troca de treinador
Daniel Nepomuceno não conseguiu o efeito esperado com a troca de treinador (Rodeny Costa / Agência Eleven/Gazeta Press)

Por Rômulo Ávila

Acredite: a eliminação do Atlético da Libertadores para o inexpressivo Jorge Wilstermann-BOL ainda não é o fim do poço. A situação atual da equipe mostra que o risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro é real. Nem mesmo o fato novo, que foi a troca de técnico, deu resultado. Além disso, as eliminações da Copa do Brasil e, principalmente, da Liberadores têm peso psicológico catastrófico. Se antes o time já não tinha confiança, imagine agora?
 
O Atlético não reage, a bola queima nos pés dos jogadores, a torcida não confia mais no elenco e o presidente não tem pulso. Aliás, por falar no Daniel Nepomuceno, como ele tem coragem de dizer que conseguir uma vaga na Libertadores em 2018 é obrigação? Como pode? Nenhum atleticano está preocupado com vaga na Libertadores. O medo de um novo rebaixamento é tema em qualquer roda de conversa de atleticanos. Em qual planeta vive o presidente atleticano?
 
Apesar da fase ruim e preocupante, muito precisa ser explicado sobre o momento do Atlético. Há algo de errado internamente que ainda não veio a público. Como dizia minha avó: 'tem angu nesse caroço'. Não acho o elenco do Atlético um dos melhores do Brasil. Da mesma maneira, está longe de ficar entre os piores. Pensar que esse time brigará para não cair parece brincadeira, mas não é.
 
O principal problema do time é a total falta de confiança, principalmente quando joga em casa. Sem confiança para fazer as jogadas, o time troca o futebol pelo vôlei e se limita a cruzar a bola na área, consagrando os goleiros e zagueiros adversários. Contra o Jorge Wilstermann foi assim.
 
Além do medo de jogar, o elenco do Atlético é desequilibrado. E não digo isso em razão da fase atual. Desde o ano passado faltam atacantes de velocidade (sem falar em zagueiros). A lentidão do Atlético facilita a marcação. Como faz falta um Bernard, um Fernandinho da vida...
 
Prejuízo
 
O prejuízo que o milionário elenco do Atlético deu aos cofres do clube com a eliminação dessa quarta-feira chega próximo de R$ 3 milhões, só em premiações. Isso sem contar a renda de um confronto contra o River. A queda para o Botafogo, na Copa da Brasil, também já tinha causado prejuízo de R$ 1,5 milhão.
 
A verdade é que o ano do Atlético fracassou. Todos dormiram sonhando com títulos importantes e estão acordando com o fantasma da Série B. Esta é a realidade e alguém precisa falar isso com o presidente Daniel Nepomuceno antes que seja tarde demais.
 
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Rômulo Ávila
É jornalista formado pela Newton Paiva. Foi repórter esportivo durante dois anos do extinto Diário da Tarde (tradicional periódico de BH fechado pelos Associados Minas em julho de 2007). Atualmente é repórter do Portal DomTotal. Antes de cursar comunicação, foi jogador de futebol profissional. Começou no Villa Nova-MG e passou pelo futebol paulista e nordestino.
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