05 Out 2017 | domtotal.com

Time do vexame e do prejuízo 

Sem a Primeira Liga, Atlético tem a obrigação de conquistar o único título que restou: ficar na Série A. 

Elenco milionário do Atlético coleciona vexames e corre risco de ser rebaixado
Elenco milionário do Atlético coleciona vexames e corre risco de ser rebaixado (Bruno Cantini/Atlético)

Por Rômulo Ávila

O elenco milionário do Atlético continua colecionando vexames na temporada 2017 e dando prejuízos aos cofres do clube, que se desdobra para bancar salários astronômicos de alguns atletas. A perda do título da Primeira Liga para o Londrina gerou prejuízo financeiro de R$ 1 milhão. Já o estrago moral é incalculável.

O prejuízo que Fred, Rafael Moura, Robinho, Cazares e tantos outros deram ao clube na atual temporada pode passar de R$ 10 milhões (levando em conta premiações, cota de TV e rendas), considerando as vexatórias eliminações na Copa do Brasil (para o Botafogo), na Libertadores (para o inexpressivo boliviano Jorge Wilsterman) e na Superliga (para o Londrina). Rombo que vai muito além dos cofres desfalcados do clube. Hoje, o atleticano está com vergonha do time, que conseguiu perder até mesmo a sintonia com a torcida no Horto, onde um dia quem caia estava morto. 

O Atlético 2017 é um time passivo, sem vibração, sangue nas veias e força para reagir. Não há a mínima identificação com a história do clube. Talvez isso explique o ano desastroso. Na verdade, a única especialidade do elenco atleticano parece ser derrubar treinadores. Roger Machado e Rogério Micale foram as últimas vítimas. Oswaldo de Oliveira será a próxima?  O ideal, na verdade, seria fazer uma barca com Fred, Robinho, Felipe Santana, Rafael Moura, Cazares, mais uns seis e mandar para a China (se bem que nem o futebol chinês não vai querer). 

Dois jogadores representam bem a passividade e a apatia da equipe: Fred e Cazares. O centroavante não consegue se manter de pé em campo. Só é notado quando reclama (muitas vezes sem razão) dos companheiros e da arbitragem. No entanto, tem imunidade parlamentar de parte da imprensa e da torcida. Por isso, segue absoluto. E o Cazares? Meu Deus!!! Vive no mundo da lua, passa a maior parte dos 90 minutos sem tocar na bola e, quando aparece, erra. Com ele em campo, tenho a impressão que o Atlético está sempre com um jogador a menos. 

Talvez os desempenhos pífios da dupla tenha relação com a inexistência ofensiva do Atlético. Contra o fraco Londrina, por exemplo, nada foi criado. Antes, só para não esquecer, o Atlético conseguiu a façanha de não marcar um gol contra o fraquíssimo Jorge Wilsterman, posteriormente massacrado pelo River por 8 a 0.

E sabe o que é pior? A temporada ainda não acabou. E o time tem ainda a obrigação de lutar pelo único título que restou: a permanência na Série A. 

Rômulo Ávila
É jornalista formado pela Newton Paiva. Foi repórter esportivo durante dois anos do extinto Diário da Tarde (tradicional periódico de BH fechado pelos Associados Minas em julho de 2007). Atualmente é repórter do Portal DomTotal. Antes de cursar comunicação, foi jogador de futebol profissional. Começou no Villa Nova-MG e passou pelo futebol paulista e nordestino.
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