31 Out 2017 | domtotal.com

A trinca de vacilos do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro 


A derrota para o Atlético contribuiu para que o Cruzeiro ficasse longe do líder Corinthians.
A derrota para o Atlético contribuiu para que o Cruzeiro ficasse longe do líder Corinthians. (Antildes Bicalho / Photopress/Gazeta Press)

Por Juliano Paiva

O Cruzeiro é o time mais “de boa” do Campeonato Brasileiro. Joga livre, leve e solto. Sem pressão. A nova diretoria já planeja 2018. Mano Menezes se dá ao luxo – merecidamente, vale ressaltar – de fazer um tratamento de pele em plena temporada. 

Nada abala o humor da torcida cruzeirense hoje. Tudo muito bom, certo? Certo! Mas vamos falar a verdade? Poderia ser melhor! Não que seja uma obrigação ser melhor neste momento. Claro que não é! Já foi muito conquistar a Copa do Brasil depois de um começo de ano tão ruim. O vexame na Sul-Americana, sendo eliminado pelo poderoso Nacional do Paraguai, e a perda do Mineiro para o Atlético estavam engasgados na garganta do fã azul. 

Mas esse final de 2017 poderia ser épico. Provavelmente não será. 

E como seria épico? Conquistando o Brasileirão, ora! Sim, o Campeonato Brasileiro, esse de 2017 que é um dos mais chatos da história pela falta de disputa pelo título. E a Raposa teve a oportunidade de apimentar a competição nas últimas três rodadas. Não o fez. 

Dos três jogos anteriores, o Cruzeiro levou somente um ponto para a Toca da Raposa. Os oito pontos perdidos, somados aos 48 conquistados, deixariam o clube do Barro Preto com 56, apenas três atrás do líder Corinthians. 

Já imaginaram? Nessa situação nem o corintiano apostaria no prórpio time. O elenco cascudo celeste e a experiência de Mano certamente pesariam.  E olhando a tabela, é fácil constatar que os oito pontos foram perdidos em jogos que poderiam ter sido ganhos. 

Coritiba, o primeiro deles! 

Alguém tem dúvida de que o Cruzeiro é muito, mas muito melhor do que o Coxa? O normal seria uma vitória azul em cima do então lanterna do returno. A derrota foi justamente para o time do técnico Marcelo Oliveira, que ganhou sobrevida no clube paranaense. 

Atlético, o segundo revés! 

A segunda derrota foi, com certeza, a mais doída. O Cruzeiro jogava bem e vencia o Galo. Num melhor momento na temporada, o esperado era um triunfo azul. Era! Na realidade o que se viu foi um show de Robinho em campo comandando uma vitória espetacular de virada por 3 a 1. 

Palmeiras, a terceira bobeira! 

A partida contra o Verdão foi fora de casa, mas o Cruzeiro se impôs e dava indícios de que venceria. Não venceu. Depois de liderar o placar por duas vezes teve que se contentar com o empate. 

E foi assim a trinca de vacilos do Cruzeiro. Como eu disse, nada que macule o ano azul, mas que fica aquele gostinho de quero mais, ah, isso fica!

Juliano Paiva
é jornalista formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente editor do Dom Total, Paiva trabalhou nos jornais O Tempo, Hoje em Dia e no extinto Diário da Tarde, tradicional periódico de Belo horizonte fechado pelos Associados Minas em julho de 2007. No DT, começou como repórter da editoria Cidades, mas, na época do fechamento do jornal, fazia cobertura esportiva. Também foi responsável pela cobertura de jogos do Campeonato Brasileiro para a Folha de São Paulo no segundo semestre de 2007.
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