04 Dez 2017 | domtotal.com

Otero, OTERROR


Otero conquistou a torcida do Atlético com muita raça, técnica e belos gols.
Otero conquistou a torcida do Atlético com muita raça, técnica e belos gols. (Giazi Cavalcante / Gazeta Press)

Por Juliano Paiva

A torcida do Atlético entrou em êxtase no Independência. O jogaço do Galo contra o Grêmio, uma das melhores partidas do ano no Brasil, teve de tudo. A equipe de juniores tricolor encarando o time cascudo alvinegro de igual para igual, tempestade, raios, falta de luz, expulsão, árbitro trapalhão e, claro, muitos gols. Os mais bonitos feitos por Otero, o mito. Ou, como os torcedores o chamam nas redes sociais, OTERROR

Mais dois golaços de falta, o segundo definindo a vitória, e Otero tem um novo status entre os atleticanos: ídolo. Não por acaso, foi reverenciado do mesmo jeito que Ronaldinho Gaúcho: “Ê, ô, ê, ô, Otero é um terror”, cântico entoado com os torcedores de braços estendidos e se curvando para o jogador. 

A empolgação com o camisa 11, a mesma do lendário Éder Aleixo, se justifica. Num ano que deixará poucas saudades, o venezuelano soube cativar a torcida. Das provocações ao Cruzeiro, passando pela raça e culminando, num momento decisivo, com técnica apurada, em especial nas cobranças de falta. 

Otero foi importante na reta do Campeonato Brasileiro para que o Atlético ainda tenha chance de disputar a Taça Libertadores da América 2018. Se o Galo ainda sonha em buscar o segundo caneco no ano que vem, Otero é um dos grandes responsáveis. 

Libertadores que virou obsessão na Massa. Participar do torneio continental é motivo de orgulho e, se acontecer, será pela sexta vez consecutiva. Mas, independentemente disso, com ou sem Libertadores, o Galo precisa mudar para ter um 2018 realmente novo. E rejuvenescer o elenco, se possível com jogadores como Otero, comprometido, raçudo e com técnica, deve estar em primeiro lugar na pauta do novo presidente. 

Juliano Paiva
é jornalista formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente editor do Dom Total, Paiva trabalhou nos jornais O Tempo, Hoje em Dia e no extinto Diário da Tarde, tradicional periódico de Belo horizonte fechado pelos Associados Minas em julho de 2007. No DT, começou como repórter da editoria Cidades, mas, na época do fechamento do jornal, fazia cobertura esportiva. Também foi responsável pela cobertura de jogos do Campeonato Brasileiro para a Folha de São Paulo no segundo semestre de 2007.
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