22 Jan 2018 | domtotal.com

O Estadual vale quanto para Cruzeiro e Grêmio? 


Mano Menezes e Renato Gaúcho terão uma difícil escolha pra fazer em breve.
Mano Menezes e Renato Gaúcho terão uma difícil escolha pra fazer em breve. (Washington Alves/LightPress e Lucas Uebel/Divulgação Grêmio)

Por Juliano Paiva

Cruzeiro e Grêmio foram protagonistas em 2017. Campeões das copas do Brasil e Libertadores, respectivamente, celestes e tricolores iniciam a temporada em alta. A expectativa é enorme para novas e grandes conquistas. 

Mas no meio do caminho, ou melhor, no início dele, existe um Estadual para ambos. Então fica a pergunta: quanto vale os campeonatos Mineiro e Gaúcho para cruzeirenses e gremistas?

De cara, a resposta mais comum é que vale pela rivalidade. Afinal de contas, Cruzeiro e Grêmio estão na “seca” quando o assunto é o Estadual. A Raposa não levanta o caneco desde 2014, enquanto o Imortal amarga um jejum ainda maior. O último título foi em 2010. 

Ver Atlético e Internacional aumentarem a hegemonia no Estado definitivamente não está nos planos dos torcedores de Cruzeiro e Grêmio. O Galo tem 44 taças contra 36 da Raposa. Já no Rio Grande está 45 a 36 para o Colorado. 

Mas e a Libertadores? Ela é prioridade, com certeza! Mas não num clássico, numa possível decisão pela taça do Estadual entre os maiores rivais nos dois Estados. Neste momento, as torcidas querem força máxima, mesmo se o jogo seguinte for pelo torneio continental e valendo vaga.   

Vale arriscar? Só saberemos em dois meses provavelmente. Mano Menezes e Renato Gaúcho, teoricamente, não podem ser tão passionais como os torcedores. Precisarão ser frios o bastante para fazer a melhor escolha para o clube conforme o contexto na época. E isso pode significar ir contra o torcedor. 

Juliano Paiva
é jornalista formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente editor do Dom Total, Paiva trabalhou nos jornais O Tempo, Hoje em Dia e no extinto Diário da Tarde, tradicional periódico de Belo horizonte fechado pelos Associados Minas em julho de 2007. No DT, começou como repórter da editoria Cidades, mas, na época do fechamento do jornal, fazia cobertura esportiva. Também foi responsável pela cobertura de jogos do Campeonato Brasileiro para a Folha de São Paulo no segundo semestre de 2007.
+ Artigos
Instituições Conveniadas