13 Fev 2018 | domtotal.com

Erros da diretoria comprometem 2018 do Atlético


Marcelo Oliveira seria aceito pela torcida, mas precisaria de apoio irrestrito da diretoria, inclusive nos momentos difíceis.
Marcelo Oliveira seria aceito pela torcida, mas precisaria de apoio irrestrito da diretoria, inclusive nos momentos difíceis. (Bruno Cantini/CAM)

Por Juliano Paiva

O Atlético mais uma vez se encontra numa situação muito difícil por causa de sua diretoria. Dá para acreditar que Alexandre Gallo, diretor de futebol, tentou contratar Cuca por telefone? Acredite! É verdade! Cuca, um dos maiores técnicos da história do Alvinegro de Minas. Cuca, melhor técnico brasileiro que atua no país depois de Tite na seleção brasileira. Cuca, que levou o Galo ao maior título da sua história, a Taça Libertadores da América. 

Por que o dirigente atleticano não pegou um avião e foi encontrar o técnico? Mostraria MUITO interesse na contratação e respeito pela história de Cuca no futebol e, em especial, no Atlético. Essa é uma situação surreal, difícil de acreditar. 

Como se não bastasse, antes de tentar Cuca, a diretoria do Atlético fez contato com Abel. Sim, você não leu errado. O Alexandre Gallo – claro, autorizado pelo presidente Sette Câmara, imagino – queimou cartucho com Abel Braga, famoso por não abandonar um time com o qual tem contrato. Abel não deixaria nenhum time na mão, muito menos o Fluminense, clube pelo qual tem enorme carinho. 

É um erro seguido do outro, o que compromete significativamente a temporada 2018 do Atlético.  

Nesse contexto, só vejo um nome para o Atlético: Marcelo Oliveira, que conhece o clube como poucos. Ele foi bicampeão brasileiro com o Cruzeiro. Na época, o elenco celeste foi montando com jogadores medianos, muito parecido com o do Atlético em 2018. Nem mesmo os hoje badalados Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro eram vistos como atletas do primeiro escalão. Eles adquiriram esse status com os títulos. 

Além disso, seria uma forma de pedir desculpa a Marcelo Oliveira. Para quem não se lembra, ele foi demitido por Daniel Nepomuceno entre o primeiro e segundo jogo da final da Copa do Brasil 2016. Normal, vindo de um presidente que não renovou com o então vice-campeão brasileiro Levir Culpi, no fim de 2015. 

Vale lembrar que, fora Marcelo Oliveira, as opções são muito ruins: Vagner Mancini, Milton Mendes, Felipão, Luxemburgo, Celso Roth, Dunga, Eduardo Baptista, Falcão e outros não seriam aceitos pela torcida e/ou não têm o perfil de trabalhar com elenco limitado como é o do Atlético hoje. 

Marcelo Oliveira já tirou leite de pedra, mas é preciso dar respaldo a ele. Tempo, paciência e apoio seriam primordiais, em especial da diretoria atleticana que precisaria bancar a escolha, inclusive nos momentos difíceis.   

Juliano Paiva
é jornalista formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente editor do Dom Total, Paiva trabalhou nos jornais O Tempo, Hoje em Dia e no extinto Diário da Tarde, tradicional periódico de Belo horizonte fechado pelos Associados Minas em julho de 2007. No DT, começou como repórter da editoria Cidades, mas, na época do fechamento do jornal, fazia cobertura esportiva. Também foi responsável pela cobertura de jogos do Campeonato Brasileiro para a Folha de São Paulo no segundo semestre de 2007.
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