12 Abr 2018 | domtotal.com

O clássico da ilusão atleticana


(Bruno Cantini/Atlético)

Por Rômulo Ávila

O ponto fora da curva do Atlético na atual temporada foi a vitória por 3 a 1 sobre o Cruzeiro, no primeiro confronto da final do Campeonato Mineiro. Muitos se iludiram com o resultado e se esqueceram da realidade: o Galo 2018 é aquele que quase foi eliminado da Copa Brasil para o modesto Figueirense, clube da B do Campeonato Brasileiro.

A derrota para o time praticamente reserva do San Lorenzo, na estreia da Sul-Americana, é mais uma prova da dura realidade do Atlético neste ano. Por isso, não pode-se esperar nada de bom no restante da temporada. Se nada for feito, o Atlético terá vida curta na Sul-Americana e na Copa do Brasil, além de sofrer no Brasileirão. É brigar para não cair.  

A diretoria do Atlético precisa de um choque de realidade. É estranho ouvir o presidente Sérgio Sette Câmara dizer que o time ‘não tem uma necessidade tão grande assim. Não acho que haja uma carência’. Como assim, presidente? 

O Atlético foi o terceiro colocado na fase de classificação do Mineiro graças a erros de arbitragem. Conseguiu perder para o Figueirense em pleno Independência e, por muito pouco, não foi eliminado da Copa do Brasil.  O time é limitadíssimo, muito pior do que o de 2017. Quase todas contratações não deram certo (só Ricardo Oliveira salva), a zaga não inspira confiança e o setor de criação funciona em um jogo e passa dois, três sem fazer nada.  E o diretor de futebol? Se não tivesse o mascote do clube no sobrenome muita gente nem lembraria que está aqui. 

A verdade é que o Atlético 2018 vive da ‘bola parada’ de Otero. Tirando isso, pode ser considerado um dos piores times dos últimos sete anos.  

O interino Thiago Larghi conseguiu até melhorar o time, mas tenho a impressão que chegou ao limite. Com os jogadores que tem, parece impossível evoluir o suficiente para brigar por títulos ou até mesmo por vaga na Libertadores. Como dizem por aí, Larghi tirou 'leite de pedra'.

Para não deixar a vaca ir para o brejo, é preciso contratar dois zagueiros, um meia e um lateral-direito. Para isso, é necessário gastar. Sou a favor da política pés no chão adotada pela diretoria, mas chega uma hora que não dá mais. O Atlético já economizou muito com saída de medalhões, como Fred e Robinho. É hora de investir para evitar que 2018 seja totalmente perdido. 

Rômulo Ávila
É jornalista formado pela Newton Paiva. Foi repórter esportivo durante dois anos do extinto Diário da Tarde (tradicional periódico de BH fechado pelos Associados Minas em julho de 2007). Atualmente é repórter do Portal DomTotal. Antes de cursar comunicação, foi jogador de futebol profissional. Começou no Villa Nova-MG e passou pelo futebol paulista e nordestino.
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