03 Mai 2018 | domtotal.com

Da água para o vinho?


(Vinnícius Silva/Cruzeiro)

Por Rômulo Ávila

Futebol é mesmo fascinante. Há pouco mais de uma semana o time do Cruzeiro era contestado por parte da torcida e da imprensa. Bastaram as goleadas sobre a Universidad de Chile e o limitadíssimo Vasco para tudo mudar. Agora, o time de Mano é comparado até ao ‘Barcelona das Américas’, numa referência à equipe celeste de 2011 que, sob comando, de Cuca marcou 20 gols em seis partidas na Libertadores daquele ano. Não entro nessa.

No futebol não existe mudança da água para o vinho. Minha opinião sobre o Cruzeiro é a mesma de um mês atrás: o time está entre os melhores do Brasil e brigará por títulos importantes. 

O principal adversário do Cruzeiro no começo ruim da Libertadores (uma derrota e dois empates) foi ele mesmo. Quem entende um pouco de futebol sabia que não precisaria muito para se recuperar na competição continental. 

O Cruzeiro é (e sempre foi), disparado, a equipe mais qualificada do Grupo. Não estou desmerecendo as surpreendentes goleadas sobre La U e Vasco. Pelo contrário, o Cruzeiro mostrou que está na briga pelo tricampeonato. Isso não significa, contudo, que o time é uma máquina. As vitórias não podem criar empolgação além da conta como ocorreu, por exemplo, com o time de 2011.  

O primeiro passo, que é garantir a vaga nas oitavas de final, está perto de ser dado. Depois começa outra competição: o mata-mata, especialidade de Mano Menezes. E tudo pode acontecer. 

Atlético 

O exemplo da “água para o vinho” também vale no caso do Atlético. A evolução do time é inegável e ao mesmo tempo ainda insuficiente para significar que algo grande virá no restante da temporada. O time é limitado e o elenco é fraco para disputar três competições simultâneas: Copa do Brasil, Sul-Americana e, principalmente, Brasileirão.  

O elenco precisa de um lateral-direito, mais um zagueiro e um armador. E o técnico? Sempre defendi a contratação de um treinador de ponta. Mas essa posição perdeu força em razão do bom trabalho de Thiago Larghi. Mesmo com um elenco limitado, o time do Atlético tem um padrão e parece ser bem treinado. Mérito para o interino. Com reforços, ele teria como conseguir muito mais. Afinal, no futebol só trabalho não é suficiente para transformar água em vinho. 

Rômulo Ávila
É jornalista formado pela Newton Paiva. Foi repórter esportivo durante dois anos do extinto Diário da Tarde (tradicional periódico de BH fechado pelos Associados Minas em julho de 2007). Atualmente é repórter do Portal DomTotal. Antes de cursar comunicação, foi jogador de futebol profissional. Começou no Villa Nova-MG e passou pelo futebol paulista e nordestino.
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