17 Mai 2018 | domtotal.com

Consequências de uma opção errada


(Pedro Souza / Atlético)

Por Rômulo Ávila

O torcedor do Atlético está mais chateado com a opção errada feita pela diretoria com relação à Copa Sul-Americana do que com a própria eliminação da Copa do Brasil para a Chapecoense. O fato de o Atlético ter escalado um time reserva na partida contra o San Lorenzo potencializou os efeitos da queda em Chapecó. Logo após o fim da disputa de pênaltis vários atleticanos usaram as redes sociais para fazer o mesmo questionamento: E agora, presidente?

A torcida alvinegra (ou boa parte dela) coloca na conta do presidente Sérgio Sette Câmara o erro de planejamento que resultou em uma sequência de temporada com apenas uma competição na agenda, situação que não ocorria desde 2012. O Atlético desdenhou a Sul-Americana, ficou sem a Copa do Brasil e agora tem a obrigação de, pelo menos, conseguir uma vaga na Libertadores 2019 via Brasileirão, justamente a competição mais difícil do ano (que até aqui tem sido desastroso para o clube). 

Como faz falta uma vaguinha nas quartas-de-final na “2ª Divisão da Libertadores”, não é mesmo presidente? Além de representar a possibilidade de um título internacional do primeiro escalão no continente, a Sul-Americana vale a tão sonhada vaga na Libertadores. Só o Atlético não pensou nisso. 

A temporada 2017 do Flamengo, um dos clubes mais vitoriosos do país, ilustra bem essa situação. Eliminado da Libertadores, da Copa do Brasil e sem chance no Brasileirão, o rubro-negro fez da Sul-Americana sua Copa do Mundo e chegou à decisão, perdendo o título para o multicampeão Independiente em um Maracanã lotado de torcedores. 

Ao Atlético resta agora juntar os cacos, contabilizar os prejuízos pelas eliminações e fazer um Brasileirão acima da capacidade técnica do seu elenco. Somente assim o torcedor vai digerir as escolhas erradas do clube. A missão começa sábado, no clássico contra o Cruzeiro, rival e candidato a ganhar pelo menos uma das três competições que disputa: Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão. Com certeza, o atleticano está com inveja. 

Rômulo Ávila
É jornalista formado pela Newton Paiva. Foi repórter esportivo durante dois anos do extinto Diário da Tarde (tradicional periódico de BH fechado pelos Associados Minas em julho de 2007). Atualmente é repórter do Portal DomTotal. Antes de cursar comunicação, foi jogador de futebol profissional. Começou no Villa Nova-MG e passou pelo futebol paulista e nordestino.
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