03 Jul 2018 | domtotal.com

Tite é o diferencial, mas Neymar pode ajudar 


Se pensar somente em jogar futebol, influenciado por Tite, Neymar pode ajudar numa possível conquista do hexa.
Se pensar somente em jogar futebol, influenciado por Tite, Neymar pode ajudar numa possível conquista do hexa. (Vanderlei Almeida/ AFP/)

Por Juliano Paiva

O Brasil que abra o olho com a Bélgica. A vida não está nada fácil para as seleções mais tradicionais nessa Copa do Mundo. Alemanha, Argentina e Espanha já deram adeus. Itália e Holanda sequer se classificaram. 

Mas o torcedor pode ficar confiante. E muito! A seleção brasileira tem um diferencial que, detalhe, não está em campo, mas no banco: Tite! Adenor Leonardo Bacchi é na verdade o grande responsável por tudo que aconteceu de positivo até agora na Copa do Mundo da Rússia. 

Além de montar um time bem organizado taticamente, que sabe o que fazer no gramado, ele foi capaz até de enquadrar Neymar. Com muita dificuldade, é verdade, mas tem conseguido colocar um pouco de juízo na cabeça do jogador do PSG. 

O bad boy brasileiro começou o Mundial com os nervos à flor da pele – xingando adversários e colegas de time, além de tentar “tirar satisfação” com o árbitro –, mas vai se acalmando aos poucos. 

Contra o México, ele pediu silêncio à torcida mexicana. Mas não podemos condená-lo por isso. Não por isso! Reação normal de jogadores de todo o mundo quando “enfrentam” uma torcida de verdade, fanática, que canta o tempo todo, bem diferente da brasileira que só canta “na boa”. 

Ante Rebic fez algo parecido. O croata colocou as mãos nos ouvidos após marcar um golaço contra a Argentina. É como se perguntasse: “Vocês vão continuar cantando?” La Hinchada Argentina nunca para e isso irrita jogadores adversários. 

O problema de Neymar é outro. Ele precisa, urgentemente, parar de atuar em campo. Ele, por enquanto, até provem o contrário, é jogador de futebol. Se fosse ator seria dos piores, de quinta categoria. Quando cai tentando cavar falta ou pênalti ou exagera num lance como na pisada do mexicano chega a ser grotesco e, inevitavelmente, vira piada mundial.  

Se Neymar fizer o que sabe de melhor as chances de o Brasil trazer o hexa são enormes. Jogar futebol é preciso. Se entender isso e colocar em prática pode, inclusive, realizar seu maior sonho que não é conquistar uma Copa, mas ser eleito o melhor jogador do planeta. 

Juliano Paiva
é jornalista formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente editor do Dom Total, Paiva trabalhou nos jornais O Tempo, Hoje em Dia e no extinto Diário da Tarde, tradicional periódico de Belo horizonte fechado pelos Associados Minas em julho de 2007. No DT, começou como repórter da editoria Cidades, mas, na época do fechamento do jornal, fazia cobertura esportiva. Também foi responsável pela cobertura de jogos do Campeonato Brasileiro para a Folha de São Paulo no segundo semestre de 2007.
Comentários
+ Artigos
Instituições Conveniadas