07 Ago 2018 | domtotal.com

O Galo de Larghi não vibra com a torcida


Torcedores do Atlético vibram durante o jogo contra o Internacional:
Torcedores do Atlético vibram durante o jogo contra o Internacional: "nós vamos ficar e cantar". (Bruno Cantini/CAM)

Por Juliano Paiva

O Atlético de Thiago Larghi é pragmático, chato e, pior, fraco. O Galo do técnico iniciante não vibra, dialoga pouco com a torcida, não pulsa com o grito que vem das cadeiras do Independência. É “certinho” demais esse Atlético, politicamente muito correto. Enfadonho! 

E o atleticano até entende que, devido à administração passada, do presidente Daniel Nepomuceno, o Atlético de hoje tenha um elenco limitado, sem grandes estrelas, mais operário do que técnico. Até aí, ok! 

O problema é o Galo 2018 não se vale do seu maior patrimônio, a torcida, para se impor, vencer. O jogo contra o Internacional é um bom exemplo disso. Os atleticanos de novo “sangraram a garganta”, como gostam de dizer. Após a chuva, o granizo, o apagão e o frio, ainda encontraram forças para fazer valer o “nós vamos ficar e cantar”. 

E realmente cantaram! Gritaram! O Independência ferveu!

Um desavisado poderia pensar que uma vitória daria algum título ao Atlético. Não, era apenas o atleticano sendo atleticano. Essa certamente é a única situação que, hoje, faz Mano Menezes, com um elenco bem melhor, sentir uma pontinha de inveja de Larghi. 

O mais incrível, e decepcionante, é ver que em campo o time não aproveita tamanha energia. 

O Galo de Larghi é desligado do torcedor e, acredite, até do jogo em andamento a ponto de levar o mesmo tipo de gol em três partidas. Palmeiras, Bahia e Internacional cobraram faltas rapidamente e vazaram a meta de Victor. Tal situação chega a ser juvenil, de time inexperiente, bobo! 

Larghi com todo o seu conhecimento teórico parece aquele professor com um currículo impecável. Tem pós-doutorado, diversos cursos, fala cinco línguas e, mesmo assim, não consegue transmitir conhecimento para o aluno.  Larghi é o típico professor certinho e sem alma, como seu time. 

A torcida tenta mudar isso, mas não está fácil. 

Juliano Paiva
é jornalista formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente editor do Dom Total, Paiva trabalhou nos jornais O Tempo, Hoje em Dia e no extinto Diário da Tarde, tradicional periódico de Belo horizonte fechado pelos Associados Minas em julho de 2007. No DT, começou como repórter da editoria Cidades, mas, na época do fechamento do jornal, fazia cobertura esportiva. Também foi responsável pela cobertura de jogos do Campeonato Brasileiro para a Folha de São Paulo no segundo semestre de 2007.
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