18 Set 2018 | domtotal.com

Que venha o Boca!


O time de Mano Menezes sabe suportar uma pressão fora de casa em torneios mata-mata.
O time de Mano Menezes sabe suportar uma pressão fora de casa em torneios mata-mata. (Vinnicius Silva/Cruzeiro)

Por Juliano Paiva

O temido Club Atlético Boca Juniors e seu caldeirão, La Bombonera, estão no caminho do Cruzeiro para alcançar o título da Copa Libertadores. A Raposa tenta a revanche do último encontro, vencido pelo time argentino em 2008, também pelo torneio continental. Na época, o Boca avançou na competição com duas vitórias por 2 a 1 pelas oitavas de final. O mata-mata de agora vale pelas quartas e, como há 10 anos, será iniciado em Buenos Aires. 

Como todos sabem, o Boca Juniors usa bem o fator campo a seu favor, com sua alucinada torcida. O Cruzeiro, porém, não tem se intimidado com isso em 2018. Quando o assunto é torneio eliminatório, em especial na casa do adversário, a Raposa tem superado a pressão e conseguido ótimos resultados. 

O time azul venceu todas as partidas jogando fora na fase de mata-mata das copas do Brasil e Libertadores. Os já eliminados Atlético-PR, Santos e Flamengo sentiram a força da Raposa na pele. O Palmeiras ainda terá a chance da reabilitação no Mineirão, mas, como todos, foi derrotado pela Raposa (0 a 1) quando jogou em casa, no Allianz Parque, em São Paulo. 

O time de Mano Menezes suporta como poucos uma pressão. A Raposa não faz questão de ficar com a bola. Contra o Porco, em Sampa, ficou com ela em apenas 33,7% do tempo. Conseguintemente, não se arrisca tanto no ataque, mas, quando o faz, é mortal. Diante do Palmeiras finalizou somente quatro vezes contra 19 do Verdão. 

O resultado dessa combinação bombástica – copas, casa do adversário, defesa forte e ataque cirúrgico – tem dado alegrias aos celestes. A expectativa por outra vitória, desta vez na Argentina, é grande.  E pela conquista de uma ou duas copas é maior ainda.

Juliano Paiva
é jornalista formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente editor do Dom Total, Paiva trabalhou nos jornais O Tempo, Hoje em Dia e no extinto Diário da Tarde, tradicional periódico de Belo horizonte fechado pelos Associados Minas em julho de 2007. No DT, começou como repórter da editoria Cidades, mas, na época do fechamento do jornal, fazia cobertura esportiva. Também foi responsável pela cobertura de jogos do Campeonato Brasileiro para a Folha de São Paulo no segundo semestre de 2007.
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