11 Fev 2019 | domtotal.com

Galo precisa jogar como Galo

Atlético enfrenta o Danúbio em jogo decisivo da Taça Libertadores

Torcida espera um Galo fazendo jus a sua história, jogando com raça no Horto.
Torcida espera um Galo fazendo jus a sua história, jogando com raça no Horto. (Bruno Cantini / Atlético)

Por Juliano Paiva

A Taça Libertadores da América é um dos mais tradicionais e difíceis torneios do planeta. Para ser campeão, não basta ser o melhor, ter um bom time tecnicamente, aquele técnico boleiro que sabe tudo de futebol ou o craque que atrai holofotes por si só. 

Para vencer uma Libertadores é preciso ter raça, jogar com gana, disputar cada bola em campo como fosse a última. Alguns times têm no DNA essa característica de nunca desistir, de lutar enquanto existir chance e até mesmo quando não houver apenas para honrar a camisa. 

O Atlético é assim na sua essência. Da alma do torcedor que grita na arquibancada ao ímpeto do jogador no gramado, o Alvinegro escreveu sua história com jogos vencidos na raça.   

Diante do Danúbio, do Uruguai, no jogo de volta da segunda fase da Libertadores, o Galo precisará colocar em prática essa sua qualidade. Não pode se descuidar. A diferença técnica entre as equipes, a favor do time minério, não pode cegar o Atlético a ponto de pensar que não será necessário dar o máximo de si para avançar de fase. 

É o típico jogo perigoso. Se der a lógica, o Atlético ganha. Mas a graça do futebol é justamente a sua imprevibilidade. Um jogo histórico vem à memória do atleticano nesse momento: Atlético x Tijuana, no Independência.  

A classificação parecia questão de tempo. Só parecia! Se não fosse o milagre de Victor, canonizado naquela noite de 30 de maio no Horto, ao defender o pênalti de Riascos aos 48 minutos do segundo tempo, a torcida não teria vibrado com a conquista da América.  Então, o Galo precisa jogar como Galo. Quando faz isso, as chances de a torcida sair feliz do Horto, Mineirão ou qualquer outro estádio do planeta são enormes. 

Juliano Paiva
é jornalista formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente editor do Dom Total, Paiva trabalhou nos jornais O Tempo, Hoje em Dia e no extinto Diário da Tarde, tradicional periódico de Belo horizonte fechado pelos Associados Minas em julho de 2007. No DT, começou como repórter da editoria Cidades, mas, na época do fechamento do jornal, fazia cobertura esportiva. Também foi responsável pela cobertura de jogos do Campeonato Brasileiro para a Folha de São Paulo no segundo semestre de 2007.
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