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Exame de Ordem: Material permitido na 2ª etapa

15/09/2016 08:11:54

Várias dicas que costumo postar em nosso blog são para melhorar a preparação para o exame de ordem, outras são motivacionais e existem aquelas que são práticas.

Nesse último, uma das dúvidas frequentes que surge na cabeça dos examinandos é a utilização do marca texto em seu material de consulta/estudo, seu vade mecum, códigos ou constituição. Se pode ou não usar o marca texto? Quando e como utilizá-lo? 

Para evitar dores de cabeça no dia do exame atento ao que é proibido pelo edital, evitando qualquer tipo de problema com os ficais de prova, com o risco de desclassificação, mas principalmente para manter-se focado exclusivamente em seu exame, apresento uma sugestão simples para o uso do marca texto. 

O Edital do XX EXAME DE ORDEM trouxe na listagem de “MATERIAL/PROCEDIMENTO PROIBIDOS” a Utilização de marca texto, traços, post-its ou remissões a artigos ou a lei de forma a estruturar roteiros de peças processuais e/ou anotações pessoais, ao mesmo tempo que PERMITE a simples utilização de marca texto, traço ou remissão a artigos ou a lei, bem como a separação de códigos por clipes e/ou por cores. Vejamos:

PERMITIDOS

O que é proibido é a “estruturação” das peças.

Porém, para evitar qualquer tipo de problema é bom se lembrar do provérbio português “cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém.”  Isso mesmo, muita prudência nas anotações e marcações feitas no seu material.

Para alguns pode ser exagero de minha parte, mas creio que não é!

A máxima atenção estaria expressa em não realizar qualquer anotação ou marcação, mas tão somente a divisão dos código através dos post-its (separando e indicando a CF, CP, CPP, CC, CPC, CTN etc). Se você estiver muito seguro dos seus estudos, com as peças muito bem estruturadas, muito treino e resolução de questões, além de estar tranquilo, este é um caminho a seguir.

No entanto, para aqueles que não estão tranquilos, ou não estão tão seguros  quanto aos estudos  a sugestão é observar com atenção quais são as regras permitidas.

1ª Sugestão: O MATERIAL

O ideal é utilizar o material que você esta familiarizado, isso porque vai lhe poupar tempo, já que, como estuda por esse material possui um certo “instinto”  na hora de manusear.

Porém se o mesmo esta todo rabiscado ou é antigo adquira outro da mesma editora. será muito mais fácil a sua adaptação.

2ªSugestão: DIVISÃO POR CÓDIGOS/LEIS/SÚMULAS

O Edital autoriza a divisão do material por Códigos (seja com os post-its ou por clips).

Essa divisão é interessante, a meu ver extremamente importante uma vez que vai lhe poupar um tempo precioso, e por mais habitualidade que o examinando tenha no manejo de seu material, seja Vade Mecun, Código ou Constituição, isso certamente  vai lhe render minutos preciosos.

Marcadores comercializados pelas Editoras e Gráficas

Caso o examinando esteja utilizando um Vade Mecum, recomendo que limite a marcação tão somente , nos Códigos e Leis relevantes à área escolhida para a 2ª fase.

3ª Sugestão: MARCAÇÃO DENTRO DO TEXTO LEGAL/SÚMULA

Realizada esta primeira divisão, teremos o Vade Mecum com melhor apresentação e fácil localização ao que for necessário de maneira rápida.

O Edital permite a divisão “de códigos”, não dizendo sobre post-its aleatórios ao longo dos Textos Legais. No entanto, caso seu material esteja com inúmeros post-its na lateral, o fiscal poderá ficar “cismado”  exigindo a retirada deles ou até mesmo proibindo o uso do material .

Mas você não precisa de tudo isso!

Acredite, a preparação de meses terá efeito aqui. Você já sabe onde estão os artigos principais. Já conhece a fundamentação que a organizadora espera que lhe seja apresentada. Durante os estudos, “passe o marca texto” nos dispositivos de relevância, naqueles que já foram cobrados, nos que em prova anteriores tinham considerável valor de pontos no espelho de respostas. Não grife tudo, mas tão somente o que for RELEVANTE.

Imagem retirada da internet

Exemplo de como NÃO FAZER as marcações

Veja que no exemplo acima não houve qualquer padrão de marcação. O destaque está mais para o que não foi grifado do que para o que o foi efetivamente.

Posso grifar cada artigo ou dispositivo de uma cor?

A resposta é NÃO! Muitos cursos preparatórios ou professores ensinava aos examinandos tal técnica.  Eu discordo e explico o motivo. A meu ver o fiscal poderá entender que isso configura a estruturação de peça, o que francamente, é possível. Portanto é recomendável se abster desse procedimento.

Confie na sua preparação. Organize as peças em pequenos esquemas para que a revisão, e mesmo os treinos, sejam otimizados e você ganhe intimidade com o material na hora de procurar. A maioria dos dispositivos já irão lhe proporcionar remissões relevantes! Se existirem outras, lembre-se que é possível tal indicação (confira acima na lista de materiais/procedimentos permitidos extraído do próprio Edital).

Outra dica de grande relevância é buscar na Constituição Federal, o máximo de fundamentos que você possa encontrar nas peças que necessita “memorizar” para o exame. Muitas remissões na CONSTITUIÇÃO FEDERAL também lhe renderão encontrar outros dispositivos de interesse. Lembre-se que a Constituição é NORMA MAIOR em nosso ordenamento. Todas as matérias (seja qual for a área de opção em segunda fase) terá validação e sustentação no Texto Constitucional.

No fim das contas, uso ou não o Marca Texto?

A meu ver USE! Mas com moderação estando atento para o disposto no Edital, sobretudo aquilo que é proibido.  Use o bom senso!

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