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Exame de Ordem: Elaborando petições

02/08/2017 11:41:50

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Uma dúvida constante dos examinandos durante a preparação para a 2ª etapa do exame de ordem é justamente a quantidade de peças que deverá fazer por semana nesse processo de treinamento.  Qual seria a quantidade ideal?

Quem já vem estudando há algum tempo pode entender, ao longo do processo de preparação, que já esgotou todo o conteúdo e já estaria pronto para a prova.

Talvez sim, talvez não.

O que seria, inclusive, “estar pronto” para a prova?

Acredito que é impossível se achar 100% pronto para fazer a prova, mas, em regra, quem se acha pronto vai para a prova seguro, confiante. Seria a constatação emocional de uma percepção técnica.
Estar pronto mesmo envolve, por assim dizer, o domínio de TRÊS habilidades técnicas:

1 – Segurança na elaboração de TODAS as peças práticas da área;

2 – Segurança quanto ao domínio do vade mecum;

3 – Ter um bom domínio do Direito Material.

Ter um bom domínio do Direito Material é um desdobramento do domínio do vade mecum. É importante conhecer o seu material, durante seus estudos para o exame utilizá-lo com frequência,  sem qualquer parcimônia. A consulta deverá ser permanentemente.
E esse domínio também é adquirido pela simples prática, consequência do conteúdo assimilado nas aulas e na leitura do material didático.

Evidentemente,  o examinando deverá ter a noção que NÃO basta somente acompanhar as aulas e fazer o que o professor pede. Isso é tão somente exercer uma auto-limitação.
É preciso ir além, querer mais, buscar, exatamente, uma preparação extra que assegure uma excelente confiança no dia da prova.

Afora o estudo convencional, no curso, no mínimo, como atividade extra (Ou seja, além daquilo pedido pelo seu professor) o examinando precisa resolver por conta própria de 5 a 7 peças práticas por semana para, efetivamente, construir com consistência sua preparação e a sua confiança, derivada, exatamente, de uma boa preparação.
De 5 a 7 peças por semana? Não seria demais?”

Tudo depende do ponto de vista. Talvez uns achem que mais peças precisam ser resolvidas. Outros, de menos. Creio que, durante o curto período de preparação, um esforço extra precisa ser empregado para a aprovação ficar bem mais próxima.
Mais deve ser feito, independentemente das aulas, simulados e peças passados pelo professor. De 5 a 7 peças semanais, ao meu ver, feitas como “extras”, seria um volume adequado para o examinando.
E onde buscar o material extra para estudar?

Em primeiro lugar, nos livros de 2ª fase que existem no mercado, não só do seu professor de curso, se for o caso, como também o de outros professores, com materiais distinto daquele que você está estudando. Talvez seu professor não fique exatamente feliz com isso, mas seu compromisso não é com ele, mas sim consigo mesmo. Seu professor orienta e você estuda, pegando todo o material disponível para poder incrementar sua preparação.

Também de forma acessível, é possível buscar as provas anteriores na web, podem inclusive conferir no link.

Recomendo ainda que pesquisem nos endereços do Tribunais Superiores, teses e questões a serem trabalhadas. Leiam acórdãos em sua integra, uma vez que poderá representar uma pequena aula sobre determinada matéria.

Lembre-se, a preparação para a 2ª etapa não deverá ser restrita a sala de aula, àquilo que o professor ministra em cursos preparatórios. O examinando deverá ir além! Estudar em casa, dedicar-se. Tenho certeza que vai valer a pena.

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