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Carlos Ávila

É poeta e jornalista. Publicou, entre outros, Bissexto Sentido e Área de Risco (poesia); Poesia Pensada (crítica) e Bri Bri no canto do parque (infantil). Foi, por quatro anos (1995/98), editor do “Suplemento Literário de Minas Gerais”. Trabalhou também na Rede Minas de Televisão e foi editor do caderno de cultura do jornal “Hoje em Dia”. Participou de mais de vinte antologias no país e no exterior.

últimos Posts

30/09 2015

Por Carlos Ávila “Falar sobre música é uma besteira” – disse certa vez o músico suíço-baiano Smetak (acrescentando que “executá-la é uma loucura”). Talvez ele tenha mesmo razão, o melhor é ir direto à própria música (linguagem específica, “icônica” em termos semióticos). Apenas ouvir. Mas quando os próprios músicos falam ou escrevem sobre música é […]

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25/09 2015

Por Carlos Ávila “As artes são democráticas”, como afirmou certa vez Décio Pignatari. Sendo assim nas artes em geral, não deve (nem pode) ser diferente na “arte da poesia”. Há espaço para tudo e para todos. Ainda mais hoje, com o extenso arco de possibilidades técnicas e tecnológicas – afora o arsenal de recursos que […]

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23/09 2015

Por Carlos Ávila “Não sou eu quem me navega/quem me navega é o mar/é ele quem me carrega/como nem fosse levar…” – belos versos do poeta-timoneiro Hermínio Bello de Carvalho, na voz de seu parceiro Paulinho da Viola. Hermínio navegou muito na vida e bebeu rios de chope – e do seu uisquinho, é claro! […]

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18/09 2015

Por Carlos Ávila “Max Martins é um grande poeta brasileiro que pouca gente em nosso país sabe quem seja fora de sua terra natal” – palavras exatas do crítico Davi Arrigucci Jr. Realmente, poucos conhecem ou já leram Max (1926/2009), poeta paraense que estreou nos anos 1950 (“O estranho” é seu primeiro livro); sua trajetória […]

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16/09 2015

Por Carlos Ávila “Eu nasci em Paris a 8 de julho de 1921, na rue Mayran, 9º arrondissement, ao pé da colina de Montmartre” – primeira frase das memórias de Edgar Morin, em livro recém-lançado pela Bertrand Brasil (trad. de Clóvis Marques), onde dá livre curso às suas lembranças centralizadas na capital de seu país […]

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11/09 2015

Por Carlos Ávila O Brasil possui uma tradição de livros realizados artesanalmente e com baixa tiragem. São, em geral, belas e sofisticadas edições, com impressão em tipos móveis, papéis e gravuras especiais – às vezes com folhas soltas e sem costura. Sobre essas edições, Drummond observou o seguinte: “podem os enjoados resmungar que o livro […]

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09/09 2015

Por Carlos Ávila A pequena, mas criativa e instigante, obra de Ronaldo Azeredo (1937/2006) levanta diversas questões. Trata-se de um poeta (talvez fosse mais adequado chamá-lo de criador ou inventor) que nunca fez versos – como esses são convencionalmente definidos e entendidos. Começou direto na poesia concreta e desta evoluiu rapidamente para criações puramente visuais, […]

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04/09 2015

Por Carlos Ávila “O vasto céu cobre o eirado e o casebre, mas o céu parece-me diferente, cheio de espaços vazios. Se a gente se demora a olhá-lo e se debruça um pouco mais, cai nesse buraco negro e dourado. Não é possível contemplá-lo muito tempo, porque o céu enche-nos de pensamentos confusos. Mete-se conosco, […]

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02/09 2015

Por Carlos Ávila “Dessa janela sozinha/olhar a cidade me acalma/estrela vulgar a vagar/rio e também posso chorar/e também posso chorar…” – bela canção de Jards Macalé com Duda Machado, “Hotel das estrelas” foi composta no final dos anos 1960; hoje é um clássico da MPB. Essa é uma das músicas gravadas no recém-lançado CD “Jards […]

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