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GM ameaça sair do Brasil, governo dá isenção e marca anuncia R$ 10 bi

General Motors ganha 25% de desconto no ICMS para manter operações em São Paulo e gerar 400 empregos

Governador de SP, João Doria, o presidente da GM, Zarlenga, e o secretário de Fazenda, Henrique Meirelles.
Governador de SP, João Doria, o presidente da GM, Zarlenga, e o secretário de Fazenda, Henrique Meirelles.


Menos de três meses após ameaçar sair do Brasil devido aos prejuízos da operação no mercado local, a  montadora americana General Motors (GM) anunciou que vai investir R$ 10 bilhões em duas fábricas do estado de São Paulo. Segundo o presidente da empresa na América do Sul, Carlos Zarlenga, os recursos serão usados para lançar novos produtos nas unidades de São José dos Campos, no interior do estado, e em São Caetano do Sul, na região do grande ABC.

E por que ela mudou de ideia? É que a GM foi beneficiada por isenção de 25% no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), concedida pelo governo de São Paulo.  A companhia, que já emprega 15 mil pessoas no estado, informou que pretende contratar mais 400 funcionários no processo de ampliação.

O anúncio foi feito nessa terça-feira (19) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, ao lado do governador, João Doria.  A GM não deu detalhes sobre como os recursos serão aplicados ou quais são os valores destinados a cada uma das unidades.

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Segundo o presidente para América do Sul da empresa, foi feita ainda uma intensa negociação com os principais fornecedores. “Muitos segurando [os repasses da] inflação e outros dando até redução de preços”, disse, sobre as condições que foram conseguidas para garantir novos contratos de longo prazo.

A estimativa é que a montadora, além dos 15 mil funcionários, seja responsável por 50 mil empregos indiretos em todo o estado. Para o secretário estadual da Fazenda, Henrique Meirelles, a ampliação das fábricas são uma vitória na “competição mundial por investimentos”. “Estamos aqui impulsionando toda a economia brasileira”, disse.

 

A planta da GM de São Caetano produz atualmente Cobalt, Spin a a pick-up Montana e o Onix Joy, versão básica do Hatch. Com esse investimento a marca planeja lançar novos produtos, mas não revelou quais.

Blefe

O anúncio que iria sair do Brasil (mesmo sendo líder de mercado) alarmou o governo de São Paulo. Para saber se era um blefe ou não, o secretário de Fazenda, Henrique Meirelles, foi até os EUA conversar com investidores. De acordo com o jornal Valor Econômico, fontes contaram ao secretário que a operação sul-americana tem mesmo dado à companhia americana prejuízo anual em torno de R$ 1 bilhão.

De volta ao Brasil, Meirelles costurou com Doria um pacote de incentivos à indústria automobilística.  A próxima montadora que o governo vai tenta manter é a Ford, que anunciou o fim de linha do Fiesta e caminhões. Certamente todas as outras vão querer mais um incentivo.

Fabricante do carro mais vendido no mercado e com operações no Brasil desde 1925 iria mesmo sair do mercado local? Muito provavelmente não. Mas, pelo susto dado, ganhou pelo menos R$ 400 milhões em incentivo.

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Bugatti lança mini carro que custa R$ 120 mil

Réplica do Bugatti Type 35 tem motor elétrico e pode ser dirigida por adultos e crianças. Bugatti Baby II custará a partir 30 mil euros

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Por Thiago Ventura

Em mais uma comemoração dos 110 anos da marca francesa, foi relançado no Salão de Genebra o Bugatti Baby! Em 1926, Ettore e seu filho Jean decidiram construir um Type 35 de meia-escala para o filho mais novo de Ettore, Roland, por ocasião de seu quarto aniversário.

O feedback dos clientes que visitaram a sede da empresa em Molsheim foi tão positivo que o mini carro entrou em produção e foi vendido entre 1927 e 1936. Nascia o Bugatti ‘Baby’. Amados pelos entusiastas da Bugatti em todo o mundo, hoje nenhuma coleção da marca está completa sem um ‘bebê’. Cerca de 500 foram produzidos, mas  poucos estão 100% preservados. Até agora.

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Num tributo contemporâneo à obra de Ettore, o Baby II terá novamente apenas 500 unidades fabricadas. Ao contrário do original, que só era adequado para os condutores mais jovens, o Baby II é uma réplica de três quartos do Bugatti Type 35, pelo que pode ser conduzido tanto por adultos como por crianças.
O Baby II tem um powertrain elétrico e tração traseira. Ao contrário do seu antecessor, o Baby II possui baterias removíveis de íons de lítio, um diferencial de deslizamento limitado e até mesmo frenagem regenerativa.

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O carro júnior virá com dois modos de potência selecionáveis para motoristas de diferentes estaturas: um ‘modo infantil’ de 1kW  (1,3 cv) com a velocidade máxima limitada a 20 km / h, e um modo adulto de 4kW (5,4 cv ) com a velocidade máxima limitada a 45 km / h . Além disso, para aqueles entusiastas que anseiam por um ritmo ainda maior, um opcional ‘Speed Key’ está disponível (assim como a Speed Key para seu irmão mais velho, o Chiron), que permite potência de até 10kW (15 cv) e desengata o limitador de velocidade.

As rodas de liga leve de alumínio de oito raios são réplicas em escala do inovador design 1924 de  Ettore Bugatti e abrigam modernos freios em cada roda. Finalmente, os faróis potentes (não mostrados nas imagens do Geneva Motor Show) iluminam o caminho à frente para os condutores jovens e velhos, quer esteja a explorar novas paisagens ou a percorrer a pista de karting local.
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Apesar de ser o menor membro da família Bugatti, o Baby II tem muito em comum com seus irmãos maiores. Orgulhosamente exibido no nariz do carro é o famoso distintivo “Macaron” da Bugatti, feito de 50g de prata sólida, assim como o Chiron. Cada carro vem com uma placa numerada de edição limitada e os carros encomendados em 2019 também incorporarão um distintivo para comemorar o 110º aniversário da Bugatti.
Os preços começam em 30.000 euros  (cerca de R$ 130 mil) e a produção começa no outono / outono de 2019.

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Volkswagen Golf Variant deixa de ser vendido no Brasil

Perua deixa de ser oferecida no Brasil, num mercado cada vez mais dominado pelos utilitários-esportivos 

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Mais uma vítima da moda dos SUV, a perua do Golf deixa de ser importada para o Brasil. A VW não confirmou o motivo, mas é claro, ela seria canabalizada pelo T-Cross.

Um dos modelos mais bonitos e acertados do segmento, a Volkswagen Golf Variant era vendida no Brasil nas versões Comfortline e Highline, ambas equipadas com motor 1.4 TSI de 150 cv e 25o Nm de torque e transmissão automática de seis marchas.

A demanda pelo modelo, cujo segmento está em extinção, vinha muito baixa. Ao longo de todo o ano passado, apenas 503 unidades da perua foram emplacadas no país. Em janeiro deste ano, as vendas do modelo não passaram de 45 exemplares.

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Golf ameaçado?

Enquanto a perua derivada do modelo deixa de ser vendida no Brasil, o próprio hatch está ameaçado! A Volkswagen suspendeu a produção do modelo em São José dos Pinhais (PR). A marca alemã informa que essa ação é apenas temporária.

Fato é que o segmento dos hatches médios também está em declínio. O 308 deixou der importado par ao Brasil e o Focus também foi descontinuado.

Ford Fiesta sai de linha: compacto premium estava defasado e sem qualquer chance de disputar vendas com rivais.

Ford fecha fábrica em SP, encerra produção do Fiesta e coloca 3 mil empregos em risco

Decisão deve provocar a demissão de quase 3 mil trabalhadores em São Bernardo do Campo. Ford vai focar em SUVs e picapes

Ford Fiesta sai de linha: compacto premium estava defasado e sem qualquer chance de disputar vendas com rivais.
Ford Fiesta sai de linha: compacto premium estava defasado e sem qualquer chance de disputar vendas com rivais.


Por Thiago Ventura

A Ford Motor Company anunciou nessa terça-feira o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo (SP), encerrando a produção dos caminhões da linha Cargo, F-4000, F-350 e do compacto premium Fiesta. Os produtos não serão mais fabricados e as vendas seguem até o término dos estoques.  A decisão faz parte de uma reestruturação global da empresa: a Ford deixará de atuar no segmento de caminhões na América do Sul.

A planta de São Bernardo do Campo era a mais antiga da Ford no Brasil.  Segundo o  Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o fechamento da fábrica representa a demissão de pelo menos 2,8 mil trabalhadores.  A Ford seguirá com a planta de Camaçari (BA), onde são feitos o EcoSport e a linha Ka.

E mais cortes vêm por aí! A marca prevê a redução em mais de 20% dos custos referentes ao quadro de funcionários e à estrutura administrativa em toda a região. Em balanço referente ao ano passado, a Ford apresentou prejuízo de US$ 678 milhões na América do Sul.

Adeus! Americana desiste de comercializar pesados na América Latina.
Adeus! Americana desiste de comercializar pesados na América Latina.

“Sabemos que essa decisão terá um impacto significativo sobre os nossos funcionários de São Bernardo do Campo e, por isso, trabalharemos com todos os nossos parceiros nos próximos passos”, disse Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul.

Tchau Fiesta, oi SUVs!

A restruturação dos negócios confirma mais uma vez  a ênfase global em SUVs e picapes, cuja preferência tem crescido entre os consumidores.  Além disso, no caso brasileiro, os compactos de entrada.

O fim da planta de São Bernardo marca o fim do decrépito Fiesta. O carro foi abandonado pela Ford no Brasil, que passou a privilegiar o Ka e o EcoSport. Na Europa, o modelo segue com uma nova geração.  Outro modelo que deixa de ser ofertado é o médio Focus, com o encerramento da produção do Focus na Argentina.

Caminhões

Em relação aos caminhões, a Ford ocupava no Brasil a quarta posição no segmento, com 12% de participação em 2018, atrás de Mercedes-Benz, Volkswagen e Volvo. No mercado latino, vários outros players, incluindo as chinesas, atuam no segmento.

Segundo a marca, a  decisão de deixar o mercado de caminhões foi tomada após vários meses de busca por alternativas, que incluíram a possibilidade de parcerias e venda da operação. “A manutenção do negócio teria exigido um volume expressivo de investimentos para atender às necessidades do mercado e aos crescentes custos com itens regulatórios sem, no entanto, apresentar um caminho viável para um negócio lucrativo e sustentável”, diz em nota.

Além do Fista, Focus também deixa de ser vendido no Brasil.
Além do Fista, Focus também deixa de ser vendido no Brasil.

Custo do fim

Em decorrência desse anúncio, a Ford prevê um impacto de aproximadamente US$ 460 milhões em despesas não recorrentes. Cerca de US$ 100 milhões serão relacionados à depreciação acelerada e amortização de ativos fixos (maquinário da fábrica). Os valores remanescentes de aproximadamente US$ 360 milhões impactarão diretamente o caixa e estão, em sua maioria, relacionados a compensações de funcionários, concessionários e fornecedores. A maior parte dessas despesas não recorrentes será registrada em 2019 e é parte integrante dos US$ 11 bilhões em despesas, com efeito no caixa de US$ 7 bilhões, que a companhia prevê utilizar para a reestruturação dos seus negócios globais.

A empresa afirma que manterá o apoio integral aos consumidores no que se refere a garantias, peças e assistência técnica.

 

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Volkswagen T-Cross: marca inicia pré-venda do SUV no Brasil

Inédito SUV compacto terá motores turbo e preços entre R$ 84,9 e R$ 109,9 mil. Volkswagen T-Cross disputará vendas com Jeep Renegade e Honda HR-V

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Por Thiago Ventura

Marca alemã lançou nesta terça-feira a pré-venda de seu inédito SUV compacto. Ao contrário do que a imprensa noticiou (inclusive a gente), o preço inicial do T-Cross será R$ 84,8 mil, caso da versão com motor 1.0 turbo com transmissão manual.
Para a ação de pré-venda, a VW disponibilizou 400 unidades da versão Comfortline e 400 da topo de linha Highline. Para garantir o modelo, o interessado deve pagar R$ 5 mil de sinal.

Quem optar pelo Comfortline, vai ganhar um cooler de brinde; no Highline, o cooler e uma bicicleta dobrável que cabe no porta-malas. Além disso, a marca promete condições especiais de financiamento direto na fábrica.

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O site para reservas é https://prevendatcross.vw.com.br/reserva

Produzido em São José dos Pinhais (PR), o T-Cross nacional é maior que o europeu (que mostramos nas fotos anteriores): mede 4.199 mm de comprimento e 1.568 mm de altura (10 mm mais alto que o europeu). A distância entre os eixos é de 2.651 mm (88 mm a mais). O porta-malas tem capacidade para 373 litros com o banco em sua posição normal e 420 litros com o encosto do banco traseiro reclinado.
Será vendido com dois motores: 1.4 250 TSI Total Flex gera potência de até 150 cv (110 kW), com gasolina ou etanol, a 4.500 rpm. O torque máximo, também com ambos os combustíveis, é de 250 Nm (25,5 kgfm). Esse motor será combinado exclusivamente à transmissão automática de seis.

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Nas versões iniciais, motor 1.0 200 TSI Total Flex desenvolve potência de até 128 cv (94 kW) a 5.500 rpm, com etanol – com gasolina, são 116 cv (85 kW), à mesma rotação. O torque máximo é de 200 Nm (20,4 kgfm), com gasolina ou etanol, sempre na faixa de 2.000 a 3.500 rpm.
O modelo chega ao mercado em abril. Ele vai competir com Honda HR-V, Hyundai Creta, Jeep Renegade, Ford EcoSport e Nissan Kicks, entre outros.

Tabela de Preços: Volkswagen T-Cross

T-Cross 200 TSI – R$ 84.990

T-Cross 200 TSI Automático – R$ 94.490

T-Cross Comfortline 200 TSI Automático – R$ 99.990

T-Cross Highline 250 TSI Automático – R$ 109.990

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Peugeot 308 e 408 deixam o mercado brasileiro

Modelos franceses patinavam nas vendas e foram engolidos pela moda dos SUVs

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Marca francesa decidiu interromper a venda dos médios 308 e 408 no mercado brasileiro. Ambos os modelos vinham patinando em vendas, já há algum tempo.  Segundo a Peugeot, o foco agora será nos veículos utilitários-esportivos (SUVs).

Para variar, a Peugeot também decidiu investir apenas em SUVs: 2008, 3008 e 5008. O compacto premium 208 também segue no showroom. Outra frente de negócios que a marca confia para se manter no Brasil são dos utilitários leves: Partner, o Expert e o Boxer.

Em 2018, o hatch médio vendeu apenas 434 unidades, enquanto o sedã emplacou 739. Os carros eram importados da Argentina.

Peugeot 308: apenas 434 unidades vendidas em 2018.
Peugeot 308: apenas 434 unidades vendidas em 2018.

Nos últimos anos, os carros era ofertados no Brasil apenas com o motor turbo 1.6 THP flex de 165 cavalos, associado ao câmbio automático de seis velocidades.

Além da queda de competitividade ante os rivais e da ‘onda dos SUVs’, os modelos também ficaram com design defasado. Ao invés de oferecer no Brasil na nova geração (lançada em 2013) do hatch, a Peugeot optou por fazer uma reestilização na dianteira, que lembra o modelo europeu, mas mantendo o interior antigo (de 2008).  Pelo visto, o consumidor não gostou da ideia.

Interior ganhou detalhes ao longo dos anos, mas era o mesmo desde 2008.
Interior ganhou detalhes ao longo dos anos, mas era o mesmo desde 2008.

A Peugeot informa que os proprietários dos modelos 308 e 408 seguirão  com suporte completo na rede de concessionárias da marca, dos programas PEUGEOT TOTAL CARE e RENOVA PEUGEOT, e da linha de peças originais PEUGEOT ADVANTAGE.
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Recall: Volkswagen vai recomprar veículos no Brasil

Marca alemã vendeu modelos pré-série, não homologados para a venda ao público. VW vai pagar 100% na tabela Fipe nos carros

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Um recall inusitado da montadora alemã  vai recomprar veículos usados, fabricados entre 2009 e 2017. É isso mesmo! O chamado envolve 194 unidades dos seguintes veículos: os nacionais Golf, Up!, Fox, CrossFox, Saveiro, Gol, Parati, Voyage, os antigos Polo e Polo Sedan e os importados Passat, Passat Variant, Tiguan e CC.

A Vokswagen vai oferecer aos proprietários o 100% do valor da tabela Fipe. O proprietário não é obrigado a vender o veículo, mas caso não queira, terá que assinar um termo de compromisso.

O que aconteceu com os veículos? É que a marca acabou vendendo por engano modelos “pré-série”, que não estavam homologados para a venda ao público. Esses veículos são fabricados para fotos e vídeos publicitários, testes de produção, treinamento da rede, atividades internas e eventos de lançamento e podem vir com peças e detalhes fora das especificações.

Isso pode ser desde algum elemento estético (frisos, adesivos, faróis, cor exclusiva), até peças importantes como correia, rolamentos, cabos, suporte do motor… Os carros também podem ter sido equipados com peças compatíveis de outros modelos. Como seria bem mais difícil identificar qual peça está com inconformidade de cada unidade, a VW achou melhor comprá-los e sucateá-los.

Dessa forma, não dá para saber se o recall inclui alguma falha perigosa que coloca em risco os ocupantes ou se é algum detalhe completamente irrelevante. Assim, de acordo com cada caso, o proprietário pode fazer um bom negócio, como vender um usado em péssimo estado e receber 100% da Fipe ou mesmo manter o carro que se tornará objeto de colecionador no futuro!

Para saber se o seu modelo está envolvido, entre no site da VW ou ligue 0800 019 8866.

 

Confira os chassis (não sequenciais) envolvidos no recall

MODELO ANO-MODELO CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS
Volkswagen Touareg 2013 e 2015  WVGVF67P7DD011212
Touareg 2013 e 2015  WVGVF67P0DD011214
Touareg 2013 e 2015   WVGVF67P9FD000280
Touareg 2013 e 2015  WVGVE67P3FD004165
Touareg 2013 e 2015  WVGVF67P5FD004388
Volkswagen CC 2013 e 2016  WVWBC63C7DE519774
CC 2013 e 2016  WVWBC63C2DE520427
CC 2013 e 2016  WVWBC63C8DE521226
CC 2013 e 2016   WVWBD63C2GE508067
Volkswagen Passat 2013 WVWMG83C7DP009759
Passat 2013 WVWMG83C0DP010154
Passat Variant 2013 WVWRG83C6DE019104
Volkswagen Tiguan 2013 e 2015 WVGSV65N4DW014306
Tiguan 2013 e 2015 WVGSV65N3DW519611
Tiguan 2013 e 2015 WVGSV65NXFW016449
Volkswagen Golf 2015, 2016 e 2017 FW094744 até H4000452
Up! 2014 ET500039 até ET500077
Fox e CrossFox 2015, 2016, 2017 e 2018 F4001762 até J4000040
Saveiro 2009, 2015, 2017 e 2018 9P082682 até JP100759
Volkswagen Polo 2009, 2010, 2011 e 2014  9BWAB49N69P019666
Polo 2009, 2010, 2011 e 2014  9BWAB49N79P020017
Polo 2009, 2010, 2011 e 2014  9BWAE49N8AP000001
Polo 2009, 2010, 2011 e 2014  9BWDB49N0BP000002
Polo 2009, 2010, 2011 e 2014  9BWAB49N5EP000004
Volkswagen Polo Sedan 2009 e 2014 9BWJB49NX8P038428
Polo Sedan 2009 e 2014 9BWJB49N28P038679
Polo Sedan 2009 e 2014 9BWDE49N79P000015
Polo Sedan 2009 e 2014 9BWDB49N7EP000003
Volkswagen Gol 2010, 2011, 2014 e 2016 AP012368 até GP185049
Parati 2009 e 2011  9BWGB45W69P083389
Parati 2009 e 2011  9BWGB05W3BP000001
Parati 2009 e 2011  9BWGB05W0BP025342
Volkswagen Voyage 2010  9BWDB05U0AT034050
Voyage 2010   9BWDA45U5AT035060
Voyage 2010  9BWDB45U4AT039887

 

Apesar de gratuito, fazer a comunicação de venda é extremamente burocrático (Foto: PCMG/Divulgação)

Comunicação de Venda de veículos pode ser feita no cartório em Minas

Prevista no Código de Trânsito, comunicação de venda garante ao antigo proprietário a isenção de responsabilidade por multas do veículo

Apesar de gratuito, fazer a comunicação de venda é extremamente burocrático (Foto: PCMG/Divulgação)
Apesar de gratuito, fazer a comunicação de venda é extremamente burocrático (Foto: PCMG/Divulgação)

Por Thiago Ventura

Um instrumento gratuito previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) mas pouco utilizado pelos proprietários de veículos agora ficou mais fácil de ser realizado em Minas. Trata-se da “Comunicação de Venda”,  que informa à autoridade de Trânsito que o veículo está em processo de transferência.  O serviço poderá ser feito nos Cartórios de Belo Horizonte e, a partir de fevereiro de 2019, em todo o estado.

A comunicação de venda garante ao antigo proprietário a isenção de toda e qualquer responsabilidade por infrações e reincidências, de qualquer natureza, praticadas a partir da data da comunicação de venda, bem como a responsabilidade civil por danos em caso de acidentes posteriores à data da comunicação da transferência. Assegura também ao comprador que infrações ou pendências anteriores à venda não sejam de sua responsabilidade.

Comunicação de venda garante ao antigo proprietário a isenção de toda e qualquer responsabilidade por infrações. (Foto Agência Brasil)
Comunicação de venda garante ao antigo proprietário a isenção de toda e qualquer responsabilidade por infrações. (Foto Agência Brasil)

O dispositivo é previsto no artigo 134 do CTB, que confere ao antigo proprietário o prazo de 30 dias para fazê-lo. Caso isso não aconteça, o vendedor estará sujeito às penalidades impostas pela lei. O serviço é gratuito, nos primeiros 30 dias, mas extremamente burocrático. O interessado precisa de uma cópia autentificada em Cartório do Certificado de Registro do Veículo (CRV) preenchido em com firma reconhecida pelo vendedor e comprador e se comparecer pessoalmente a uma das unidades de atendimento do Detran. Por conta dessa ‘maratona’, muita gente não realiza o procedimento.

Isso ficou mais fácil após o convênio de cooperação técnica firmado entre a Polícia Civil de Minas Gerais e o Colégio Notarial do Brasil Seção Minas Gerais (CNB–MG). Desde de 18 de dezembro de 2018, o vendedor pode fazer a comunicação no momento da autenticação em cartório do CRV para a venda, procedimento obrigatório em qualquer negociação.

O projeto “Comunique a Venda” é regulamentado pela Lei Estadual nº 22.437/2016, e funcionará por meio de um sistema integrado entre cartórios e os órgãos executivos de trânsito. “A comunicação será feita por meio de um sistema eletrônico. Nele, os dados preenchidos no cartório ficarão disponíveis para os órgãos realizarem qualquer tipo de fiscalização. E a parte interessada sairá da serventia com uma certidão comprovando o ato da comunicação”, explica Eduardo Calais Pereira, presidente do CNB/MG.

Essa facilidade, contudo, não é de graça. O custo para realização do serviço de comunicação de venda e compra de veículo dentro dos Tabelionatos de Minas Gerais será de R$ 53,14 (+ ISSQN).

“Nosso objetivo é facilitar a vida do cidadão, fazendo com que ele cumpra sua obrigação de uma maneira prática, com baixo custo e eliminando despesas desnecessárias com intermediários ou no deslocamento até o Detran de sua cidade ou região”, completou Calais.

Serviço continua disponível sem custo nas UAI e caso o município não possua, na Delegacia de Trânsito. (Foto Detran)
Serviço continua disponível sem custo nas UAI e caso o município não possua, na Delegacia de Trânsito. (Foto Detran)

A comunicação de venda continua disponível sem custo nas Unidades de Atendimento Integrado (UAI) da cidade, e caso o município não possua uma UAI, deve ser feita na Delegacia de Trânsito, em até 30 dias após a venda. Uma taxa no valor de R$9,75 será cobrada se a comunicação for feita após os 30 dias de  venda.

Fica então à critério do proprietário fazer o procedimento gratuitamente no Detran ou com valor extra direto no cartório.  Os quase R$ 58 nem se cmparam com a dor de cabeça que um ex-proprietário pode ter com  eventuais multas e outras pendências do antigo veículo.

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Nissan Frontier 2019: picape chega ao mercado de R$ 136 mil a R$ 193 mil

Agora fabricada na Argentina, Nissan Frontier 2019 amplia gama de versões e recebe melhoramentos técnicos para tentar subir nas vendas
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Por Thiago Ventura

Nova Lima (MG) – Agora fabricada na Argentina, linha 2019 da Frontier chega ao mercado em quatro versões. A picape média foi apresentada no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro de 2018. Ela substitui a do ano anterior, que tinha duas versões e vinha do México.

A Frontier é montada em Córdoba, nova planta Nissan, de onde também sairão a Renault Alaskan e a Mercedes-Benz Classe X. Na linha 2019, o modelo ganha itens inéditos no segmento como câmera de 360º, teto solar e motor com duas potências.

A picape também pode vir com itens como detector Inteligente de Objetos em Movimento, novo sistema multimídia A-IVI com tela de oito polegadas, sistema Isofix, seis airbags, entre outros. O modelo também recebeu melhoramentos técnicos na suspensão, rodas, direção, motorização, na transmissão e no sistema de tração. Agora, existem com câmbio manual ou automático e o motor 2.3 turbodiesel passa a ter opção de uma (160 cv) ou duas turbinas (190 cv).

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Até então a Frontier era oferecida nas versões LE e XE. Agora ficou assim: S (básica), Attack, XE e LE (top de linha). Todas a diesel e com tração integral. Essa da foto, tem visual diferenciado com adesivos laterais com o nome da versão e a inscrição “4×4”, estribos laterais, santantônio e rack de teto na cor preta, pneus todo-terreno, rodas escurecidas, o novo sistema multimídia A-IVI e controle de áudio no volante. É oferecida na opção 4×4 com motor de duplo turbo e 190 cavalos.

Melhorias mecânicas

Se no visual a Frontier tem a mesma cara da 2018, a mudança de fábrica resultou em novidades técnicas. A engenharia da Nissan fez aprimoramentos no conforto dos bancos, na parte acústica e na dinâmica do veículo. O sistema de direção, por exemplo, foi modificado e está ainda mais preciso nas respostas e bem mais leve para as manobras.

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No banco traseiro, os assentos e encosto foram remodelados para aumentar o conforto dos passageiros. O ângulo do encosto, por exemplo, está 3,5º maior e a almofada do assento cresceu 129 mm no comprimento para aumentar o contato das pernas, tornando as viagens mais confortáveis. Outra novidade no banco de trás é a inclusão do apoio de braço dobrável com porta-copos embutido em todas as versões, liberando espaço na parte central do assoalho.

A suspensão traseira com sistema (que a Nissan chama de)  multilink e molas helicoidais (única entre os concorrentes diretos) e que trabalha em conjunto com um eixo rígido tem nova calibração para permitir a adoção das novas rodas aro 18 calçadas em pneus Bridgestone (para a versão LE). O sistema recebeu molas maiores visando melhorar a performance dinâmica e dar mais estabilidade e respostas mais rápidas na direção.

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Já a suspensão dianteira de arquitetura com braço duplo assistido por barra estabilizadora ganhou nova geometria. Com as novidades, transportar cargas na Nissan Frontier ficou ainda mais estável.

Com a aplicação de para-brisas acústicos e isolamentos sonoros no para-lama, na tampa do motor, no console central e no painel, a cabine ficou até 5dB mais silenciosa, de acordo com as medições da Nissan.

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A linha 2019 acrescenta  cinto de três pontos para todos, além de seis airbags (na versão LE), sendo que dois são de cortina para a parte traseira. A Nissan Frontier passa a contar também com o sistema Isofix para a retenção de cadeiras infantis.

O sistema ABS para frenagem também foi modificado. Os freios e os cilindros traseiros estão maiores para tornar a reação do pedal mais rápida e eficiente em relação à desaceleração do carro.

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Mercado

Em 2018, a Nissan Frontier vendeu 6.325 unidades no Brasil, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), número que coloca a japonesa na sexta posição entre as picapes médias.  Esse volume acendeu a luz amarela na fábrica, que resolveu mexer para aumentar um pouco as vendas. A meta é dobrar esse número em 2019.

Em Minas, segundo a Nissan, a  evolução na participação nas vendas do segmento de picapes médias em Minas Gerais atingiu 5,7% no estado e 6,6% na cidade de Belo Horizonte (teve 4,3% no estado e 4,7% na capital em 2017). Com isso, vislumbra possibilidade de crescimento nesse mercado.

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Tabela de Preços:
Nissan Frontier 2019

S MT6 4×4 – R$ 136.190
Attack AT7 4×4 – R$ 153.590
XE AT7 4×4 – R$ 172.880
LE AT7 4×4 – R$ 193.290

Em breve vamos receber uma unidade para avaliação e mostrar as novidades para você em detalhes!

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Nova geração das picapes médias será criada pela Ford.

Ford e Volkswagen fazem parceria global para criar novos modelos

No acordo, a Ford vai projetar e construir picapes médias para ambas as empresas, que devem chegar ao mercado já em 2022

Nova geração das picapes médias será criada pela Ford.
Nova geração das picapes médias será criada pela Ford.

A Volkswagen AG e a Ford Motor Company anunciaram nessa terça (15), no Salão de Detroit, o primeiro acordo de uma ampla aliança. As empresas vão compartilhar investimentos em arquiteturas de veículos que abrangem diferentes capacidades e tecnologias. Elas pretendem desenvolver vans comerciais e picapes médias para os mercados globais já a partir de 2022! O acordo foi anunciado pelo CEO da Volkswagen, Dr. Herbert Diess, e o CEO da Ford, Jim Hackett.

Em outra frente, Volkswagen e a Ford assinaram um memorando de intenções para estudar a colaboração em veículos autônomos, serviços de mobilidade e veículos elétricos e iniciaram o aproveitamento de oportunidades.

Entre os veículos que terão projetos compartilhados, destacam-se da Volks as linhas Transporter, Caddy e Amarok, enquanto a americana tem a família Ford Transit e a Ranger. O volume total de veículos comerciais leves das empresas em 2018 somou cerca de 1,2 milhão de unidades globalmente.

O CEO da Ford, Jim Hackett e o O CEO da Volkswagen, Dr. Herbert Diess.
O CEO da Ford, Jim Hackett e o O CEO da Volkswagen, Dr. Herbert Diess.

“Ao longo do tempo, essa aliança vai ajudar ambas as empresas a criar valor e atender as necessidades de nossos clientes e da sociedade”, disse Hackett. “Ela vai não só trazer eficiências importantes e ajudar ambas as empresas a melhorar seu desempenho, mas também nos dará a oportunidade de ajudar a formar a próxima era da mobilidade.”

Diess acrescentou: “A Volkswagen e a Ford vão combinar seus recursos, capacidade de inovação e posições de mercado complementares para melhor atender milhões de consumidores ao redor do mundo. Ao mesmo tempo, a aliança servirá como pilar para a nossa meta de aumento da competitividade.”

No acordo, a Ford vai projetar e construir picapes médias para ambas as empresas, que devem chegar ao mercado já em 2022. Para ambas as marcas, a Ford pretende projetar e construir vans comerciais maiores para os consumidores europeus, enquanto a Volkswagen vai desenvolver e construir uma van urbana.

Ou seja, VW e Ford vão shipar seus modelos para a próxima geração das picapes médias. A Rangerok vem aí!