Placa padrão Mercosul entrou  em vigor no Rio Grande do Sul dia 17  Foto: Douglas Mafra_DetranRS

Contran adia início das Placas Mercosul em todo o Brasil para 2019

Vários estados já adotaram novo modelo de placas padrão Mercosul, mas limite para início em todo o Brasil foi alterado

Placa padrão Mercosul entrou em vigor no Rio Grande do Sul dia 17 Foto: Douglas Mafra_DetranRS
Placa padrão Mercosul entrou em vigor no Rio Grande do Sul dia 17 Foto: Douglas Mafra_DetranRS

 

Por Thiago Ventura

Em mais um capítulo da novela ‘implantação das placas padrão Mercosul’,  o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) adiou o limite para início do novo sistema em todo o Brasil. A nota data é 30 de junho de 2019. O prazo anterior era o próximo dia 31 de dezembro.

A decisão foi tomada pela Resolução  número 770/2018 publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 28 de dezembro. Segundo o órgão, vinculado ao Ministério das Cidades, a mudança no prazo foi devido ofício recebido da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e pelo Processo Administrativo nº 80000.015736/2012-63, que trata do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo Eletrônico (CRLVe) e da Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNHe).

Primeira placa modelo Mercosul do Amazonas Foto: João Soares – Detran-AM
Primeira placa modelo Mercosul do Amazonas Foto: João Soares – Detran-AM

Tendo em vista a mudança proposta, as demais regras previstas nas resoluções 729/2018  e 748/2018 estão mantidas. Isso quer dizer que os estados que quiserem podem antecipar o início da emissão das novas placas. O estado do Rio de Janeiro foi  o primeiro a emitir a placa Mercosul em setembro de 2017. Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Amazonas já iniciaram o sistema. A Bahia lançou o novo padrão dia 27 de dezembro de 2017.

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Em Minas Gerais, por sua vez, o governo Pimentel decidiu por conta própria adiar a implantação para o governo Zema. Agora, tanto Minas como os outros estados que quiserem adiar estão resguardados pela Resolução 770/2018.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), já manifestou posição contrária à adoção das placas padrão Mercosul. Com o início de seu governo, novas mudanças podem acontecer nesse assunto.

A Resolução  748/2018  prevê que “não será necessária a substituição das placas de identificação veicular dos veículos já equipados com o novo modelo estabelecido por esta Resolução
quando em processo de transferência de município ou de propriedade”. Logo, o veículo com o novo modelo poderá trafegar normalmente, mesmo que venha a ser vendido para um novo proprietário que resida em estado onde a placa Mercosul não tenha sido inciada.

Proprietários estão tendo problemas com as novas placas. O novo sistema é composto de quatro letras e três números (AAA-0A00), enquanto o antigo possui três letras e quatro números (AAA-0000). Com isso alguns motoristas não estão conseguindo preencher talões de estacionamento rotativo ou parquímetros com as novas combinações alfanuméricas.

NOVAS PLACAS

A nova placa padrão Mercosul tem uma aparência que lembra a utilizada na União Europeia. Diferentemente das tradicionais de cor cinza, essa é azul e branca e possui quatro letras e três números. Ela virá com um código único que conterá todos os dados de confecção da placa, como fornecedor, data, ano e modelo de fabricação.

A placa também é rastreável por meio de um aplicativo que ainda será disponibilizado pelo Denatran. De imediato, o objeto virá com o QR Code, mas possui outros itens de segurança que poderão ser ativados posteriormente, como o chip de dados variáveis.

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A mudança é necessária apenas para os carros novos, que ainda serão emplacados, e para os veículos com troca de propriedade, de domicílio e de alteração de categoria. Entretanto, quem desejar já pode adquirir o novo modelo voluntariamente.

Além do QR Code, outro item de segurança da nova placa é a marca d´água, que evita a falsificação e praticamente impossibilita a clonagem. Os novos itens inseridos na placa auxiliarão o trabalho das polícias nas fiscalizações e fraudes.

A categoria dos veículos será indicada pela cor da combinação alfanumérica: particular (preta), comercial/aprendizagem (vermelha), oficial (azul), especial (verde), diplomático (amarela) e colecionador (prateada). O tamanho continua o mesmo com 40 cm de largura e 13 de altura.

RESOLUÇÃO Nº 770, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2018

Altera o art. 8º da Resolução CONTRAN nº 729, de 06 de março de 2018, que estabelece o sistema de Placas de Identificação de Veículos no padrão disposto na Resolução MERCOSUL do Grupo Mercado Comum nº 33/2014.

O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO (CONTRAN), no uso da competência que lhe confere o art. 12, incisos I, X e XV, o art. 141 e os §§1º e 7º do art. 148-A, todos da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e nos termos do disposto no Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que trata da coordenação do Sistema Nacional de Trânsito (SNT).

Considerando o OF. P-187/2018/CVT de autoria do presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, deputado Domingo Sávio (PSDB/MG);

Considerando o constante dos autos do processo nº 80000.015736/2012-63, resolve:

Art. 1º Alterar o caput e o §4º do art. 8º da Resolução CONTRAN nº 729, de 06 de março de 2018, que passam a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 8º Os órgãos e entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal deverão implementar a Placa de Identificação Veicular, nos termos desta Resolução, para os veículos a serem registrados, em processo de transferência de município ou de propriedade, ou quando houver a necessidade de substituição das placas, até 30 de junho de 2019.

§ 4º Comprovada a falta de integração entre o sistema do órgão executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal e o sistema nacional, o DENATRAN poderá, excepcionalmente, alterar o prazo previsto no caput.”

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

MAURÍCIO JOSÉ ALVES PEREIRA
Presidente do Conselho

ADILSON ANTÔNIO PAULUS
Pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública

RONE EVALDO BARBOSA
Pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil

DJAILSON DANTAS DE MEDEIROS
Pelo Ministério da Educação

LUIZ OTÁVIO MACIEL MIRANDA
Pelo Ministério da Saúde

THOMAS PARIS CALDELLAS
Pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

JOÃO EDUARDO MORAES DE MELO
Pelo Ministério das Cidades

JOÃO PAULO DE SOUZA
Pela Agência Nacional de Transportes Terrestres

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Governo de Minas empurra Placa Mercosul para 2019

Estado contraria resolução do Contran e adia emissão das novas placas para  o Governo Zema. Atraso pode dar dor de cabeça para proprietários

Definido em 2014 com os países do Mercosul, novo sistema só começou em 2018 no Brasil. Lúcio Távora/ MCidades
Definido em 2014 com os países do Mercosul, novo sistema só começou em 2018 no Brasil. Lúcio Távora/ MCidades


Por Thiago Ventura

Em mais um capítulo da novela da implantação das novas placas padrão Mercosul, o estado de Minas Gerais resolveu empurrar para a próxima gestão o início do padrão Mercosul no estado. A decisão contraria o prazo estabelecido pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Além disso, também cancela a implantação da Inspeção Técnica Veicular.

O órgão nacional de trânsito estipulou dia 31 de dezembro como limite para implantação em todo o país.  O Detran de Minas havia anunciado que começaria a emitir as novas placas no último dia 17, mas agora não há prazo para emissão. E isso pode dar uma grande dor de cabeça para quem comprar um veículo de outro estado que já opera com a placa Mercosul.

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A medida foi tomada pelo decreto Nº 47.551/2018 assinado pelo governador Fernando Pimentel (PT), no último dia 7 de dezembro. Basicamente, ele ‘empurra a batata’ para o próximo mandatário, Romeu Zema (Novo). Como justificativa, alega que
“vai deixar para o governador eleito a responsabilidade de definir quais órgãos serão competentes para as mudanças”. Mas, qual órgão seria esse, senão o Detran?

Em janeiro deste ano, foi criado um grupo técnico para estudar as mudanças. Pelo visto, ao longo de um ano, nada foi feito. Pelo novo decreto, o próximo governo deverá  criar, num prazo de 45 dias,  um novo novo grupo de trabalho para realizar estudos e propor as mudanças.

Sem a identificação de estado e município, placa poderá ser utilizada por toda vida útil do veículo.

Sem a identificação de estado e município, placa poderá ser utilizada por toda vida útil do veículo.

NOVAS PLACAS

A nova placa padrão Mercosul foi formalizada em 2014. Somente em 2018 que começou a ser emitida no Brasil. A identificação tem uma aparência que lembra a utilizada na União Europeia. Diferentemente das tradicionais de cor cinza, essa é azul e branca e possui quatro letras e três números. Ela virá com um código único que conterá todos os dados de confecção da placa, como fornecedor, data, ano e modelo de fabricação.

A placa também é rastreável por meio de um aplicativo que ainda será disponibilizado pelo Denatran. De imediato, o objeto virá com o QR Code, mas possui outros itens de segurança que poderão ser ativados posteriormente, como o chip de dados variáveis.

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A mudança é necessária apenas para os carros novos, que ainda serão emplacados, e para os veículos com troca de propriedade, de domicílio e de alteração de categoria. Entretanto, quem desejar já pode adquirir o novo modelo voluntariamente.

Além do QR Code, outro item de segurança da nova placa é a marca d´água, que evita a falsificação e praticamente impossibilita a clonagem. Os novos itens inseridos na placa auxiliarão o trabalho das polícias nas fiscalizações e fraudes.

A categoria dos veículos será indicada pela cor da combinação alfanumérica: particular (preta), comercial/aprendizagem (vermelha), oficial (azul), especial (verde), diplomático (amarela) e colecionador (prateada). O tamanho continua o mesmo com 40 cm de largura e 13 de altura.
Confira o decreto estadual na íntegra:

DECRETO Nº 47.551, DE 7 DE DEZEMBRO DE 2018.

Revoga o Decreto nº 47.368, de 6 de fevereiro de 2018, e o Decreto NE nº 29, de 19 de janeiro de 2018, e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS, no uso de atribuição que lhe confere o inciso VII do art. 90 da Constituição do Estado, e considerando:

a publicação do Decreto nº 47.523, de 6 de novembro de 2018, que institui a Comissão de Transição e, com isso, a necessidade de deixar que o Governador eleito defina quais órgãos serão competentes para conduzir o processo de implantação e execução da Inspeção Técnica Veicular e do Sistema de Placas de Identificação de Veículos no padrão disposto na Resolução Mercosul do Grupo Mercado Comum nº 33, de 2014,

DECRETA:

Art. 1º – Fica revogado o Decreto nº 47.368, de 6 de fevereiro de 2018, que dispõe sobre o credenciamento e a contratação de Empresas Credenciadas para Vistoria de Veículos, Empresas Operadoras de Tecnologia da Informação e Empresa de Controle de Qualidade Especializado, todas para operação de vistorias de identificação veicular no Estado, e o Decreto NE nº 29, de 19 de janeiro de 2018, que cria grupo de trabalho para realizar estudos e propor o plano de implantação e execução da Inspeção Técnica Veicular, nos termos da Resolução Contran nº 716, de 30 de novembro de 2017.

Parágrafo único – O Poder Executivo criará, no prazo de quarenta e cinco dias, novo grupo de trabalho para realizar estudos e propor o plano de implantação e execução da Inspeção Técnica Veicular, nos termos das Resoluções Contran nº 466, de 11 de dezembro de 2013, e nº 716, de 2017.

Art. 2º – O grupo de trabalho de que trata o parágrafo único do art. 1º também ficará responsável por realizar estudos e propor o plano de Implantação e execução do Sistema de Placas de Identificação de Veículos no padrão disposto na Resolução Mercosul do Grupo Mercado Comum nº 33, de 2014.

Parágrafo único – Ficam suspensas todas as ações de implementação do Sistema de Placas de Identificação de Veículos no padrão disposto na Resolução Mercosul do Grupo Mercado Comum nº 33, de 2014, sendo vedado ao Departamento de Transito de Minas Gerais – Detran – a edição de normas complementares que visem referida implementação, até que se concretizem as ações previstas no caput, bem como no parágrafo único do art. 1º.

Art. 3º – Este decreto entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos a 6 de fevereiro de 2018, relativamente ao disposto no caput do art 1º.

Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, aos 7 de dezembro de 2018;
230º da Inconfidência Mineira e 197º da Independência do Brasil
FERNANDO DAMATA PIMENTEL

Sandero R.S. é um legítimo hot hatch com preço acessível. Fotos: Thiago Ventura

Teste | Renault Sandero RS Racing Spirit 2019: para quem gosta de acelerar

Série especial incrementa ainda mais a versão esportiva do Sandero RS. Motor 2.0 garante diversão nas pistas, mas proprietário precisa amigo do posto de gasolina!

Sandero R.S. é um legítimo hot hatch com preço acessível. Fotos: Thiago Ventura
Sandero R.S. é um legítimo hot hatch com preço acessível. Fotos: Thiago Ventura


Por Thiago Ventura e Amintas Vidal

Entre os hatches compactos fabricados no Brasil, o Sandero seria o menos provável a ganhar uma versão esportiva de verdade. Largo e alto por fora, espaçoso por dentro, suas medidas combinam muito mais com a variante aventureira do modelo, a Stepway. Como sua plataforma também serve de base para o sedan Logan, a picape Oroch e os SUVs Duster e Captur, a versão esportiva do Sandero, a RS, pôde receber o motor 2.0 16V Flex que equipa algumas opções da picape e dos dois SUVs.

Coube à RS, Renault Sport, divisão de competição da marca francesa, preparar esse “esportivo nacional” ao trabalhar o motor 2.0 para chegar aos 150 cv de potência e acertar o modelo para as pistas. Foi a primeira vez que essa equipe desenvolveu um carro de pegada esportiva para um país fora da Europa.

No Brasil existe a tradição das montadoras lançarem versões esportivas dos seus modelos, principalmente dos hatches, mas, ultimamente, elas não passam de esportivos de adesivo, isto é, edições com algumas modificações estéticas, mas nenhum ganho mecânico que altere o comportamento em relação às demais versões. Antes existiam modelos que ganhavam motores de capacidade volumétrica maior, alterando o desempenho em relação às versões “normais”.

Ao adotar o motor maior e modifica-lo para um melhor desempenho, retrabalhar o conjunto de suspensões, freios e escapamento, e ainda redesenhar peças e trocar revestimentos, a Renault não só resgatou os bons tempos dessa tradição como elevou a prática a um novo patamar.

Espírito de corrida

O Sandero RS tem um novo para-choque dianteiro, totalmente redesenhado. Ele ganhou DLR (luzes de posicionamento diurno), spoiler destacado, abertura inferior ampliada e com recortes mais angulados. Essa área recebeu tela de proteção em forma de colmeia e uma moldura saliente que contorna e atravessa o para-choque de ponta a ponta. Na série Racing Spirit ela é pintada em vermelho, tornando-se o elemento mais marcante desta edição especial.

Já o para-choque traseiro teve apenas o extrator redesenhado para receber a ponteira dupla do escapamento e ele também foi pintado nessa cor característica da série. Capas dos retrovisores, adesivos alusivos à série e as pinças das pastilhas de freio completam o conjunto de peças destacado com a mesma cor vermelha. Ela está tão associada à Racing Spirit que a Renault só disponibiliza as cores branca, prata e preto para a carroceria, pois a cor vermelha disponível para o RS “normal” inviabilizaria a aplicação destes detalhes em vermelho sobre a mesma.

Internamente o Sandero RS Racing Spirit se difere pelas cores das faixas que decoram os bancos, pequenos detalhes em vermelho no painel e colunas, teto e puxadores das portas em preto. No mais, manopla do câmbio e volante revestidos em material que imita couro com costura em linha vermelha e pedais com acabamento em alumínio e travas em borracha são comuns a todas as versões RS do Sandero.

Contudo, o carro peca em duas falhas graves no ambiente interno. O  Sandero RS Racing Spirit não tem banco traseiro bipartido, nem encosto de cabeça para o passageiro do meio. Mesmo considerando que é uma versão esportiva, são pecados imperdoáveis. Além disso, o acabamento do painel de portas é muito espartano.

Além destes elementos estéticos que destacam a série, a Racing Spirit já sai de fábrica com o conjunto de rodas de 17’’ Grand Prix com os pneus PS4 Michelin. Este item pode ser comprado como opcional para a versão RS pelo valor de R$ 1.000, mas os outros diferenciais mencionados acima são exclusivos da série especial.

O preço sugerido da Racing Spirit é R$ 69.690 e do RS é R$ 66.790. Tirando as rodas, único opcional disponível, ambos saem de fábrica com os mesmos equipamentos. Os principais são: alarme, duplo air bag, freios ABS, freio a disco nas 4 rodas, ESP / HSA (controle eletrônico de estabilidade / assistente de arrancada em subida), isofix e alerta do cinto de segurança do motorista. Bancos dianteiros esportivos, ar-condicionando automático, direção eletro-hidráulica, comando de satélite no volante, sistema multimídia Media NAV com tela touchscreen 7’’ e navegação GPS, computador de bordo, sensor e câmera de marcha à ré, retrovisores elétricos com repetidores, entre outros.

O motor 2.0 16V flex preparado pela RS sofreu pequenas alterações: novos dutos de admissão e sistema de escape mais largos que resultaram em um ganhos de 2 cv em relação ao modelo original usado nos outros modelos da marca. Sua potencia subiu para 145/150cv às 5.750 rpm e o torque manteve-se em 20,2/20,9 kgfm às 4.000 rpm, sempre com gasolina e etanol respectivamente. Entretanto, o Sandero pesa 1.161kg, o mais leve dos modelos sobre essa plataforma e a relação peso potência dessa versão ficou em bons 7,74Kg/cv. Com 100% de etanol no tanque ele atinge os 100 km/h em 8 segundos e chega aos 202 km/h de velocidade máxima engrenado na sexta marcha.

Sim, ao contrário de diversos carros que atingem a velocidade máxima na penúltima marcha, pois a última é propositalmente longa para uso em estradas com baixa rotação do motor, as relações das marchas e do diferencial do Sandero RS visam apenas o desempenho, sem nenhuma preocupação com o consumo. Elas são curtas e muito próximas umas das outras. Aos 110km/h e em sexta marcha, o motor já está trabalhando às 3.250 rpm e o seu ruído invade a cabine. Nesta mesma marcha o freio motor já começa a prender o carro aos 70km/h, outro momento em que se percebe o quanto as relações de marchas são curtas. Além do desconforto acústico em estradas o consumo também não é animador, ficou entre 10 e 11 km/l com etanol, mesmo andando de forma econômica. Em cidades ele fica relativamente melhor, algo entre 5 e 6 km/l.

O trabalho de acerto da Renault Sport não visou o consumo e sim o desempenho, contudo, foi na pista do Mega Space que o Sandero RS mostrou a que veio. Seus 26 mm a menos na altura da carroceria, o que resultou em um centro de gravidade mais baixo e uma cambagem mais esportiva das rodas, molas mais rígidas, barras estabilizadoras mais grossas e buchas em poliuretano, material que deforma menos, o modelo devorou as curvas do travado miolo do circuito.

Tamanho o acerto, foi difícil levar o carro ao limite da aderência, aquele momento em que o controle de estabilidade começa a intervir. As acelerações também foram surpreendentes. As marchas curtas e próximas fazem a rotação do motor atingir o limite rapidamente e o carro acelera de forma bruta, uma diversão para quem gosta de velocidade. Os freios a discos ventilados de 280 mm de diâmetro na dianteira e a discos sólidos de 240 mm de diâmetro na traseira desaceleram o carro de forma segura. Acertos no sistema de assistência a vácuo reduziram o curso do pedal de freio e também contribuíram para a eficiência das frenagens e o desempenho do “piloto”.

Em resumo, o Sandero RS é um carro para quem gosta de acelerar, trocar as marchas mais constantemente, fazer curvas rapidamente e não está preocupado com o consumo e nem mesmo com o conforto de marcha. Para quem tem acesso a pistas, ele já está pronto para começar a correr em track days, pois a Renault Sport fez um ótimo trabalho, um carro realmente esportivo e oferecido em uma faixa de preço sem concorrentes.

FICHA TÉCNICA: SANDERO R.S. 2.0

Arquitetura Carroceria monobloco, 2 volumes, 5 passageiros, 4 portas
Motor Quatro tempos, bicombustível (gasolina e/ou etanol),

quatro cilindros em linha, 16 válvulas

Tração   Dianteira
Cilindrada 1.998 cm³
Diâmetro x curso                                                82,7mm x 93,0 mm
Taxa de compressão 11,2:1
Potência máxima (ABNT) 145 cv (gasolina) @ 5.750 rpm / 150 cv (etanol) @ 5.750 rpm
Torque máximo (ABNT) 20,2 kgfm (gasolina) @ 4.000 rpm / 20,9 kgfm (etanol) @ 4.000 rpm
Alimentação Injeção eletrônica multiponto sequencial
Pneus/rodas 195/55 R16 (opcional 205/45 R17)
Suspensão dianteira MacPherson, triângulos inferiores, amortecedor hidráulicos

telescópicos com molas helicoidais.

Suspensão traseira Rodas semi-independentes, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos verticais com efeito estabilizador.
Freios Dianteiros: discos ventilados de 280 mm de diâmetro e 24 mm espessura.

Traseiros: discos com 240 mm de diâmetro

Direção Eletrohidráulica, diâmetro giro 10,6 m
Câmbio Manual, 6 velocidades e marcha ré
Relações de marcha 1ª…………………. 3,73:1

2ª…………………. 2,10:1

3ª…………………. 1,63:1

4ª…………………. 1,29:1

5ª…………………. 1,02:1

6ª…………………. 0,81:1

Ré……………….. 3,54:1

Diferencial……… 4,12:1

Tanque de combustível 50 litros
Porta-malas 320 litros
Carga útil 458 kg
Peso (em ordem de marcha) 1.161 kg
Entre-eixos 2.590 mm
Comprimento 4.068 mm
Altura 1.499 mm
Largura (sem retrovisores) 1.733 mm
Aceleração 0 a 100 km/h 8,4 segundos (gasolina) / 8,0 segundos (etanol)
Velocidade máxima 200 km/h (gasolina) / 202 km/h (etanol)

 

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Sandero R.S. é um legítimo hot hatch com preço acessível. Fotos: Thiago Ventura
Sandero R.S. é um legítimo hot hatch com preço acessível. Fotos: Thiago Ventura
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Startup alemã cria motocicleta elétrica com impressora 3D

Moto elétrica Nera teve os seus componentes confeccionados por impressoras 3D , inclusive as rodas e o sistema de amortecimento!

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Por Thiago Ventura

As possibilidades de aplicação de novas tecnologias como a impressão 3D não param de crescer. A startup alemã BigRep, especializada nesse tipo de tecnologia revelou a moto-conceito Nera: trata-se da primeira moto elétrica feita totalmente em impressora 3D!

O veículo, de 190 cm de comprimento e 90 cm de altura, possui todos os componentes de carroceria e carenagem impressos. Partes elétricas, motor e bateria, contudo são ‘convencionais’. São apenas 15 componentes: rodas, quadro, assento e até os pneus – que não usam câmaras de ar – foram impressos! Além disso, utiliza amortecedores flexíveis em vez de suspensão.

O design futurista da moto foi criado pela empresa alemã. Contudo, o veículo não deverá ser produzido em série. Trata-se de um estudo das possibilidades da tecnologia A empresa pontua que a Nera ilustra os enormes benefícios que a impressão 3D oferece para a produção de peças de uso final, particularmente para tamanhos de lote entre um lote e outro, reduzindo prazos e custos, otimizando cadeias de suprimentos e limitando a dependência de redes de fornecedores.

Na construção da NERA, os engenheiros não adaptaram simplesmente os projetos de motocicletas existentes, mas imaginaram uma moto para a tecnologia FFF (fabricação por filamento fundido) de grande formato, estabelecendo uma referência para um design verdadeiramente criativo, quebrando os limites da engenharia mecânica tradicional.

“A Nera combina várias inovações desenvolvidas, como o pneu sem ar, a integração funcional e a tecnologia de sensores incorporados”, explica Daniel Büning, co-fundador e diretor administrativo da NOWLAB, que pertence à BigRep. “Esta motos e nossos outros protótipos aumentam os limites da criatividade de engenharia e reformularemos a tecnologia AM (Additive Manufacturing) como a conhecemos. ”

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Novo padrão de placas Mercosul será implantado até 31 de dezembro de 2018. (Foto: Lúcio Távora/Min.Cidades)

Placas Padrão Mercosul: confira as novas datas para início em cada estado

Rio de Janeiro segue como único estado que já utiliza as novas placas de veículos. Detrans estaduais têm até 31/12 para iniciar a emissão

Novo padrão de placas Mercosul será implantado até 31 de dezembro de 2018. (Foto: Lúcio Távora/Min.Cidades)
Novo padrão de placas Mercosul será implantado até 31 de dezembro de 2018. (Foto: Lúcio Távora/Min.Cidades)


Por Thiago Ventura

Previstas para iniciar em todo o Brasil no último sábado (1/12), as novas placas padrão Mercosul foram mais uma vez adiadas.  Foi o que decidiu o Conselho Nacional de Trânsito, na Resolução 748, publicada nesta segunda-feira. Mas, pelo que parece,  de dezembro não passam!

O adiamento acontece devido mudanças feitas na última semana: o brasão do município e a bandeira do estado foram retirados da placa. Pelo texto anterior, apenas veículos oficiais teriam tais elementos; agora nem esses terão! Os Detrans estaduais reclamaram do curto prazo aplicar as mudanças.

Como falamos no último post a respeito, isso vai ser benéfico para o proprietário. Sem tais elementos, a placa poderá ser utilizada durante toda vida útil do veículo. Numa transferência de propriedade ou domicílio o comprador não terá que providenciar uma nova placa. Óbvio que, numa mudança de categoria de veículo (por exemplo de comercial para particular), o item deverá ser trocado.

Veja como ficou a escala:

– Até 03/12/2018 para o RJ;

– Até 10/12/2018 para AM, ES, GO, PE e RO;
– Até 17/12/2018  para BA, RN e RS

– Até 24/12/2018  para AC, AL, MA, PR e PI;

– Até 31/12/2018 para AP, CE, DF, MT, MS, MG,PA, PB RR, SC, SP, SE e TO.
Definido em 2014 com os países do Mercosul, novo sistema só começou em 2018 no Brasil. Lúcio Távora/ MCidades
Definido em 2014 com os países do Mercosul, novo sistema só começou em 2018 no Brasil. Lúcio Távora/ MCidades

E quem já está com a nova placa padrão Mercosul? Segundo a resolução,  não será necessária a substituição nos veículos já equipados com o novo modelo quando em processo de transferência de município ou de propriedade.

Contudo, o texto da Resolução 748 deixa um brecha: “comprovada a falta de integração entre o sistema do órgão ou entidade executivo de trânsito e o sistema nacional, o DENATRAN poderá, excepcionalmente, alterar o cronograma previsto”. Ou seja, pode acontecer novos adiamentos…

DICA:

– Se você NÃO QUER a nova placa, antecipe a compra do carro novo/usado antes do calendário acima.

– Se você QUER a nova placa, deixe para fazer negócio em janeiro.

Sem a identificação de estado e município, placa poderá ser utilizada por toda vida útil do veículo.
Sem a identificação de estado e município, placa poderá ser utilizada por toda vida útil do veículo.

NOVAS PLACAS

A nova placa padrão Mercosul tem uma aparência que lembra a utilizada na União Europeia. Diferentemente das tradicionais de cor cinza, essa é azul e branca e possui quatro letras e três números. Ela virá com um código único que conterá todos os dados de confecção da placa, como fornecedor, data, ano e modelo de fabricação.

A placa também é rastreável por meio de um aplicativo que ainda será disponibilizado pelo Denatran. De imediato, o objeto virá com o QR Code, mas possui outros itens de segurança que poderão ser ativados posteriormente, como o chip de dados variáveis.

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A mudança é necessária apenas para os carros novos, que ainda serão emplacados, e para os veículos com troca de propriedade, de domicílio e de alteração de categoria. Entretanto, quem desejar já pode adquirir o novo modelo voluntariamente.

Além do QR Code, outro item de segurança da nova placa é a marca d´água, que evita a falsificação e praticamente impossibilita a clonagem. Os novos itens inseridos na placa auxiliarão o trabalho das polícias nas fiscalizações e fraudes.

A categoria dos veículos será indicada pela cor da combinação alfanumérica: particular (preta), comercial/aprendizagem (vermelha), oficial (azul), especial (verde), diplomático (amarela) e colecionador (prateada). O tamanho continua o mesmo com 40 cm de largura e 13 de altura.