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Religião

28/04/2016 | domtotal.com

A identidade cristã no mandamento maior

Falta aprender o jeito do viver amoroso, didático e radical de Jesus.

Falta-nos aprender que Jesus viveu o amor como um comportamento ativo e criador.
Falta-nos aprender que Jesus viveu o amor como um comportamento ativo e criador. (Reprodução)

Por Geovane Saraiva*

Jesus desceu do céu e veio morar entre nós, no desejo de revelar a vontade do Pai, ao entrar em contato e conviver com a humanidade. Ele quis e quer não somente conversar conosco, mas demonstrar toda a força do seu amor divino e indizível, oferecendo-nos toda a sua amizade e vida pela nossa realização plena, condições indispensáveis para se edificar comunidades de fé, nas quais  se manifeste a fraternidade dos filhos de Deus, vida e salvação.

No mundo de hoje, fala-se muito sobre o amor; ouve-se muito falar em gestos e atitudes de compaixão e inclusão social. Falta, porém, aprender o jeito do viver amoroso, didático e radical de Jesus, no seu compromisso diuturno, indo contra tudo aquilo que machuca e fere a face do nosso bom Deus, ao desumanizar a criatura humana. Daí o desafio diante da exigência  de encarnar de verdade o amor, no sonho de vivenciá-lo com aquele mesmo espírito de Jesus.

É o amor-identidade de Jesus, aquele que caminha com a humanidade, revelando o sentido de sua morte e da vitória da vida, isto é, a ressurreição, que foi enviado ao mundo para que o homem possa salvar-se. A criatura humana precisa sempre mais compreender que o ressuscitado, caminhando conosco, quer sempre estar ao nosso lado, a partir das situações infra-humanas, exigentes e difíceis pelas quais passa o mundo.

Percebemos, em muitas circunstâncias, a pouca presença da Igreja em nossa sociedade contemporânea, quando se aprofundam as crises da sociedade hodierna e mesmo das instituições religiosas. Somos chamados a fazer valer, como comunidade dos seguidores de Jesus de Nazaré, a distinção da nossa capacidade de amar, levando adiante o mesmo amor por Ele proclamado, no dizer do Papa Francisco: “O amor é a carteira de identidade do cristão, é o único ‘documento’ válido para sermos reconhecidos como discípulos de Jesus”.

Falta-nos aprender que Jesus viveu o amor como um comportamento ativo e criador, propondo-nos a felicidade, grande e maior tesouro: “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos” (Jo 13, 34-35).
Como encontrar motivações para que o mandamento maior seja presente e concreto no meio de nós? Jesus quer dos seus irmãos e irmãs aquele amor proclamado e vivido por São Bernardo de Claraval: “A medida do amor é amar sem medida”. Só assim o projeto salvífico de Deus será instaurado entre nós.

EMGE

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