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11/11/2016 | domtotal.com

EMGE: formação completa e diferenciada

Escola inaugura Núcleo de Apoio à Prática de Estágios, coordenado por Luiz de Lacerda.

Luiz de Lacerda Junior, coordenador do NAPE.
Luiz de Lacerda Junior, coordenador do NAPE.

Focada nos preparativos para o início de suas atividades letivas, em fevereiro de 2017, a Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE) inaugura mais um diferencial: o Núcleo de Apoio à Prática de Estágios (NAPE). Além de coordenar o estágio obrigatório, previsto pela Lei 11.788/2008, o setor atuará de maneira ampla, fortalecendo a relação entre os alunos, empresas, instituições de ensino nacionais e estrangeiras, governo e comunidade.

“A necessidade de se extinguir a ruptura do processo de dissociação que ocorre entre a teoria e a prática nos cursos de graduação é extremamente necessária e urgente. Os ganhos resultantes desta interação são recíprocos: a Escola precisa aplicar seus conhecimentos e pesquisas e torná-los úteis à sociedade”, destaca o professor Luiz de Lacerda Junior.

Engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Luiz de Lacerda possui especialização em Estruturas e mestrado em Construção Civil. Foi Diretor Geral e professor da Faculdade de Engenharia e Arquitetura da Universidade FUMEC, ministrando as disciplinas Concreto Armado e Pontes. É Diretor Técnico e Administrativo da LPC – Lacerda Projetos e Consultoria Ltda. Neste mês, passou a integrar a equipe da EMGE, onde atuará como coordenador do NAPE e também como professor.

Em entrevista ao portal Dom Total, o professor analisa o mercado de trabalho atual, detalha a atuação do NAPE e fala sobre outros diferenciais da EMGE, como o foco na Engenharia Sustentável e a formação de vanguarda proposta pela Escola. Confira:

Dom Total: Como será a atuação do NAPE junto aos alunos da EMGE?

Luiz de Lacerda Junior: Sabemos que a integração dos alunos com o setor produtivo é, cada vez mais, fator decisivo que norteia a opção por uma instituição de ensino superior.

Dando cumprimento à lei 11.788/2008, que torna o estágio obrigatório, a EMGE criou o Núcleo de Apoio à Pratica de Estágios (NAPE) concebendo-o sobretudo enquanto um ato educativo, que visa proporcionar, de acordo com o currículo do curso, a oportunidade do aluno aperfeiçoar e enriquecer seu processo de aprendizagem. Através do exercício prático da profissão, o estudante poderá ampliar seu conhecimento técnico, científico, cultural, social e humano, assegurando assim uma experiência de integração entre teoria e prática durante as situações reais de vida e trabalho, que irão estimular seu desenvolvimento e aprimoramento pessoal e profissional.

Por ser uma atividade curricular de competência da escola, o estágio deve ser planejado, orientado, executado e avaliado em conformidade com os objetivos propostos pela instituição.

Dom Total: A EMGE nasce com o foco na Engenharia Sustentável. Qual é o diferencial dessa proposta?

Luiz de Lacerda Junior: Há muito nosso planeta vem dando claros sinais de que não suporta mais o ritmo acelerado de consumo de seus recursos. A degradação do ambiente e a poluição da terra, água e ar, chegaram a níveis tão preocupantes que têm levado a sociedade a repensar a forma de se relacionar com o planeta. Hoje, a necessidade de racionalizar o consumo de materiais e dos recursos naturais está diretamente ligada à questão da sobrevivência humana.

Sustentabilidade e desenvolvimento sustentável são as palavras de ordem neste século XXI. A sustentabilidade está em tudo que nos cerca e já deixou de ser apenas uma disciplina para virar uma área especifica da engenharia: a “Engenharia Sustentável”.

Ao nascer com o foco na Engenharia Sustentável, a EMGE adquire uma posição de vanguarda na comunidade acadêmica, forjando o perfil do profissional capaz de realizar processos, produtos, obras, pesquisas, estabelecendo uma relação de equilíbrio sustentável entre o econômico, o social e o ambiental.

O profissional imbuído destas convicções tende a ser visto como alguém responsável por apontar caminhos, reduzir desperdícios, buscar alternativas mais criativas e eficientes, enxugar custos preservando a qualidade e a produtividade nas organizações.

Entendo que o desenvolvimento sustentável deve se basear no tripé: meio ambiente (proteção ao meio ambiente), social (promoção de melhores condições de vida) economia (desenvolvimento econômico). Este tripé forma a base capaz de suprir as carências da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.

De forma ainda embrionária, mas já perceptível, entendo que temos um longo caminho a percorrer, para que a sustentabilidade seja de fato incorporada, enquanto um valor intrínseco nos processos produtivos e de gestão das empresas.

Neste sentido, a EMGE dá sua importante contribuição para a mudança de paradigmas que irão sustentar novas práticas profissionais.

Dom Total: O mercado de trabalho tem registrado altos níveis de desemprego, e ao mesmo tempo faltam profissionais qualificados. Como os estudantes da EMGE se inserem neste cenário?

Luiz de Lacerda Junior: Realmente estamos vivendo, no Brasil, uma grave crise política, econômica e institucional de intenso impacto em todos os setores produtivos, gerando alto nível de desemprego. Diante de tantas incertezas, surge uma questão: como sobreviver à crise?

Os estudantes que se identificam com as ciências exatas apresentam atualmente algumas dúvidas sobre a validade de ingressar no campo das engenharias. Os inúmeros campos de atuação e a grande quantidade de profissionais se formando (bem ou mal) fazem surgir questionamentos com este: a engenharia é ainda uma boa escolha?

A engenharia é um campo que sempre esteve em destaque no mercado de trabalho. A abrangência das engenharias possibilita solucionar desde os pequenos até os grandes problemas, e ao mesmo tempo produz conhecimento e soluções duráveis. Entretanto, diante dos novos desafios com os quais se confronta o mundo globalizado, novas necessidades na área da engenharia estão surgindo rapidamente e as chances de uma empresa prosperar são cada vez menores se ela não levar em conta os aspectos sustentáveis em sua organização.

Cabe aos engenheiros interpretar as inovações, engendrar grandes ideias e garantir a aplicação competente e ética de seus conhecimentos em sua área de atuação.

Toda crise deve ser entendida também como sinônimo de oportunidade e, para isto, é preciso ter os pés no chão e buscar aperfeiçoamento constante. Se nos momentos de crise a oferta de emprego é baixa, o nível de exigência quanto à qualificação do profissional é alta.

Daí a importância de uma boa formação, porque até um recém-formado sem experiência, pode se destacar dos demais. Os profissionais com uma formação diferenciada e mais sintonizados com os desafios e demandas de nossa época, reforçam o potencial das empresas, otimizam os processos, reduzem os custos e promovem a sustentabilidade das organizações e do mundo em que vivemos.

Dom Total: O senhor destaca a importância de relação Escola-Empresas-Comunidade. Quais medidas serão implementadas pela EMGE para favorecer essa integração?

Luiz de Lacerda Junior: A necessidade de se extinguir a ruptura do processo de dissociação que ocorre entre a teoria e a prática nos cursos de graduação é extremamente necessária e urgente. Os projetos de interação entre Escolas, Empresas e Comunidade, além de contribuir para uma sólida formação técnica, científica e profissional, capacitam o aluno a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulam sua atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, levando em consideração os aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, através de uma visão ética e humanística em relação à realidade na qual está inserido.

Os ganhos resultantes desta interação são recíprocos: a escola precisa aplicar seus conhecimentos e pesquisas e torná-los úteis à sociedade e suas comunidades.

As empresas buscam nas escolas e universidades subsídios para desenvolver novos projetos, processos e produtos. O aluno ao lidar com empecilhos e desafios reais, pode aprender com seus próprios erros, identificar suas deficiências e superá-las, buscar soluções, desenvolver habilidades técnicas, pessoais, a criatividade, a flexibilidade, o senso crítico e o espirito empreendedor.

Para que o estudante possa então abrir seus horizontes, adquirir mais segurança e experiência no seu campo de atuação, a EMGE através do NAPE, implementará, entre outras, as seguintes estratégias:

  • Criar um balcão de estágios junto às empresas na área das engenharias, incluindo os setores produtivos das indústrias, comércio, construção civil e outros que movem a economia.
  • Buscar parcerias com as entidades de classe.
  • Firmar convênios com instituições privadas e governamentais.

Desta forma, a EMGE busca cumprir uma das funções primordiais da educação que consiste em promover estratégias que efetivem a formação do cidadão e consequentemente a prática da cidadania. Por isso, o ambiente escolar e o meio social devem manter uma relação estreita de reciprocidade visando o bom andamento do processo educativo.


Redação Dom Total

EMGE

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