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Religião

10/01/2017 | domtotal.com

Freiras brasileiras ajudam haitianos vítimas do furacão

Religiosas que atuam na capital do país visitam ilhas remotas, que foram as mais afetadas.

Sem canoas, pescadores não têm de onde tirar seu sustento.
Sem canoas, pescadores não têm de onde tirar seu sustento. (Rádio Vaticano)

Porto Príncipe – Depois de três meses da passagem do furacão Matthew pelo Haiti, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e parceiros continuam levando ajuda humanitária para o país.

O representante do Fundo no Haiti, Marc Vincent, disse que "já se pode ver um progresso: aumentou a disponibilidade de água potável, a maioria das escolas está funcionando e também clínicas e hospitais".

Apelo

Segundo Vincent, as áreas de mais difícil acesso atingidas pela tempestade de categoria 4, também estão recebendo assistência. Mas para continuar as operações, o representante do Unicef afirmou que a agência precisa de 36,6 milhões dólares.

Mais de 2 milhões de pessoas, incluindo 900 mil crianças, foram afetadas pela tempestade, sendo que 1,4 milhão precisam de ajuda humanitária.

Vacinação

Além disso, a agência da ONU ajudou na campanha de vacinação contra o cólera que alcançou mais de 800 mil pessoas, sendo 309 mil crianças.

Para ficar mais perto da população e melhorar o serviço de entrega da ajuda humanitária, o Unicef abriu dois escritórios no sul do país.

A região mais afetada recebeu também a visita das missionárias que integram o projeto intercongregacional da Igreja brasileira. As religiosas deixaram a sede, Porto Príncipe, para com o Fr. Sérgio Defendi conhecer uma das ilhas mais atingidas pelo furacão. Ir. Goreth Ribeiro faz o seu relato:

"É uma ilha situada antes de chegar em Jeremias e Corail. As irmãs de Santa Catarina estão lá, trabalhando com o povo. A ilha foi quase toda destruida pelo furacão. Estivemos um dia lá, mas foi muito bom, uma missão muito bonita. Fizemos atividades com as crianças, visitamos os doentes, ajudamos a comprar algums telhas para ver se ajudávamos a  cobrir ao menos algumas casas. Ajudamos 5 pescadores com as canoas para que eles pudessem voltar novamente a pesca, que era o único meio de sobrevivência. Com o furacão, quase todos perderam suas canoas. Eles ficaram tão felizes! Foi como se estivéssemos dando um carrinho para uma criança. Foi um experiência muito bonita, muito linda! Sentimos a misericórdia e o amor de Deus nos tocando através dos pobres. E eles diziam: 'Deus não se esquece de nós. Deus lembra do seu povo'. Foi uma experiência muito bonita! A alegria das crianças, dos idosos... Foi uma coisa muito linda. E a gente pode perceber o amor e a presença de Deus no meio dos pobres. Mesmo sem ter nada, a gente via um povo com expressão de muita fé, de muita esperança que a realidade iria mudar. As bananeiras, os brotos, os verdes todos começaram a renascer. Acho que tudo isso começa a dar uma esperança no povo, parece que aumenta a fé. Através dos gestos de solidariedade que o povo brasileiro teve e a ajuda que outras pessoas enviaram, a gente pode ajudar esses pescadores, ajudar algumas famílias a cobrir suas casas. Em tudo isso eles percebem a mão de Deus, o jesto de Deus mesmo lá no fundo... É uma ilha longe! É de muito difícil acesso. Foi o fr. Sérgio que nos levou. A gente vai, praticamente, arriscando a vida. Para chegar lá a gente sobe uma montanha de pedra, no carro, como se estivesse numa escada de uns 300 degraus de pedra, pedra, pedra, pedra... e as irmãs moram lá. As irmãs de Santa Catarina de Alexandria moram lá e são essa presença de Deus que é amor, que é compaixão, que é misericórdia no meio daquele povo".


Rádio Vaticano

EMGE

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