Brasil Política

11/01/2017 | domtotal.com

Presidente do TSE, Gilmar Mendes diz que não há conflito em viagem com Temer

Mendes conduzirá o julgamento de ação que pode cassar o mandato do peemedebista.

Gilmar disse que foi convidado a integrar a comitiva pelo próprio Temer, na condição de presidente do TSE.
Gilmar disse que foi convidado a integrar a comitiva pelo próprio Temer, na condição de presidente do TSE. (Divulgação)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, disse nesta terça-feira (10) não ver conflito de interesse em fazer parte da comitiva do governo que viajou a Portugal na segunda-feira (9) para acompanhar a cerimônia fúnebre do ex-presidente português Mário Soares.

Neste ano, o TSE julgará se a vitoriosa chapa de Dilma Rousseff e Temer nas eleições de 2014 cometeu abuso de poder político e econômico para conquistar a reeleição. Caso o TSE decida cassar a chapa, serão realizadas eleições indiretas para a escolha do novo presidente da República.

"O que é julgado é julgado publicamente. (A viagem na comitiva) Não tem nenhuma influência (no julgamento). No TSE, estamos conversando com todo mundo, organizando seminários, discutindo reforma política, conversando sobre reformas institucionais para o Brasil", disse o ministro.

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o ex-presidente José Sarney também viajaram com Temer. Apesar de ter viajado com a comitiva, no avião presidencial, Gilmar não compareceu ao funeral. Segundo ele, o motivo da ausência foi uma crise de labirintite. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o ex-presidente José Sarney também viajaram com Temer.

"Eu cheguei muito cedo (a Lisboa), tinha de estar lá (no local da cerimônia) às 7h30, e aí nesse frio e tal, eu não consegui chegar (devido à labirintite)", afirmou Gilmar Mendes.

Gilmar disse que foi convidado a integrar a comitiva pelo próprio Temer, na condição de presidente do TSE. "Tenho relações de companheirismo e diálogo com o Michel há mais de 30 anos, como tenho com muitas outras pessoas, de todas as colorações políticas. São relações institucionais", afirmou Gilmar.

Apesar de o presidente Michel Temer já ter embarcado de volta para Brasília, Gilmar decidiu permanecer em Portugal, onde deve ficar por mais dez dias. No final do ano passado, o ministro embarcou para Lisboa, mas acabou antecipando o retorno a Brasília devido a questões pessoais. Agora, retomará o período de descanso.


Agência Estado/DCM/DomTotal

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