Religião

18/06/2017 | domtotal.com

Deus de Alianças

Comentário à liturgia do XI domingo do Tempo Comum.

Você pode ser veículo desta Aliança de Jesus.
Você pode ser veículo desta Aliança de Jesus. (Divulgação)

Por P. Antonio Rivero L.C.*

Ciclo A – Textos: Êxodo 19, 2-6; Romanos 5, 6-11; Mateus 9, 36 – 10, 1-8

Idéia principal: o nosso Deus é um Deus de Alianças porque quer nos oferecer a salvação.

Resumo da mensagem: Deus, para nos salvar, fez uma Aliança com o homem no Antigo Testamento, através de Moisés (primeira leitura). E com o sangue de Cristo fez a Nova Aliança (segunda leitura) começando com os doze apóstolos (evangelho). A palavra Aliança é oriunda do termo hebraico: BERIT, pacto, que significa as relações recíprocas entre as duas partes com todos os direitos e deveres que de tal reciprocidade se seguem; isto é, bem-estar, integridade total da pessoa e de quanto lhe pertence. Deus faz Aliança com o seu povo e promete buscar a sua felicidade total. Aliança que exige, da parte do homem, uma vontade, fé, obediência às suas cláusulas, uma reciprocidade de amor. Com a primeira Aliança Deus nos faz um reino de sacerdotes e uma nação santa (primeira leitura). Com a Nova Aliança em Cristo nos faz um povo missionário para sair às periferias (evangelho).

Pontos da idéia principal:

Em primeiro lugar, o Senhor disse na Aliança que fez com Moises no Antigo Testamento e que lemos na primeira leitura: “se me obedecerdes e guardardes a minha Aliança, sereis minha propriedade pessoal… e o meu reino de sacerdotes e uma nação santa” (primeira leitura). “Propriedade pessoal” de Deus, que privilegio! “Sacerdotes” mediadores da esperança e da alegria de Deus para com os demais. “Nação santa” para santificar os que estão ao nosso redor.

Em segundo lugar, na Nova Aliança, Jesus dá um passo mais: chama uns homens com nome e sobrenome- os apóstolos -, prepara-os e forma, e os envia no seu nome para levar a salvação a todos, especialmente para essas ovelhas sem pastor e a esses campos de messes que necessitam de mais braços para a colheita (evangelho). Salvação que supôs para Ele a entrega de todo o seu sangue para nos reconciliar com o seu Pai (segunda leitura).

Finalmente, Cristo quer continuar oferecendo a sua Aliança a tantos homens e mulheres que estão cansados, desorientados, como ovelhas sem pastor, buscando o sentido da vida. Estes irmãos nossos, que deveriam comover as entranhas do coração e nos lançar para anunciar a mensagem salvadora de Cristo, especialmente para os marginalizados da sociedade, para os que vivem nas periferias existenciais, pois “devemos sair da própria comodidade e ter a coragem de chegar a todas as periferias que necessitam a luz do Evangelho”(Papa Francisco, Evangelii gaudium, n.20). Por isso, Cristo necessita hoje de mãos, de bocas, de pés, de corações… para que a sua Aliança chegue a todos. “É vital que hoje a Igreja saia para anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões, sem demoras, sem nojo e sem medo” (Papa Francisco, Evangelii gaudium, n.23).

Para refletir: existem muitas messes, faltam braços. Por que você não oferece os seus braços? Tem muitos rostos para enxugar, por que você não oferece o lenço da sua ternura? Você pode ser veículo desta Aliança de Jesus.


Zenit

*P. Antonio Rivero L.C. é doutor em Teologia Espiritual, professor e diretor espiritual no Centro de Noviciado e Humanidades clássicas dos Legionários de Cristo em Monterrey (México) - arivero@legionaries.org.

EMGE

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