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14/06/2017 | domtotal.com

Alunos da EMGE visitam Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear

O grupo conheceu o Reator Nuclear Triga IPR-R1, pioneiro no país.

O CDTN é uma das unidades de pesquisa da Comissão Nacional de Energia Nuclear.
O CDTN é uma das unidades de pesquisa da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Paulo Ney de Araújo, do Núcleo de Comunicação do CDTN, ministra palestra sobre energia nuclear.
Paulo Ney de Araújo, do Núcleo de Comunicação do CDTN, ministra palestra sobre energia nuclear. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Paulo Ney de Araújo, do Núcleo de Comunicação do CDTN, ministra palestra sobre energia nuclear.
Paulo Ney de Araújo, do Núcleo de Comunicação do CDTN, ministra palestra sobre energia nuclear. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Os alunos também conheceram o Laboratório de Irradiação Gama do CDTN.
Os alunos também conheceram o Laboratório de Irradiação Gama do CDTN. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
O funcionário Omar Félix fala sobre as principais atividades realizadas no laboratório.
O funcionário Omar Félix fala sobre as principais atividades realizadas no laboratório. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
O funcionário Omar Félix fala sobre as principais atividades realizadas no laboratório.
O funcionário Omar Félix fala sobre as principais atividades realizadas no laboratório. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Radiação é usada para induzir cores em gemas como a turmalina e o quartzo.
Radiação é usada para induzir cores em gemas como a turmalina e o quartzo. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Fechando a programação, os estudantes visitaram o Reator Triga IPR-R1.
Fechando a programação, os estudantes visitaram o Reator Triga IPR-R1. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
O operador Fausto Maretti Júnior recebe es estudantes na entrada do galpão que abriga o Triga IPR-R1.
O operador Fausto Maretti Júnior recebe es estudantes na entrada do galpão que abriga o Triga IPR-R1. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Alunos da EMGE visitam Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear.
Alunos da EMGE visitam Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
O Reator Triga IPR-R1 foi adquirido pelo governo do Estado de Minas Gerais em 1960.
O Reator Triga IPR-R1 foi adquirido pelo governo do Estado de Minas Gerais em 1960. Foto (CDTN)
Alunos da EMGE visitam Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear.
Alunos da EMGE visitam Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)

Alunos do curso de Engenharia Civil da EMGE visitaram, na última sexta-feira (9), o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), localizado no Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. O CDTN é uma das unidades de pesquisa da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A atividade foi proposta pela professora Aline Oliveira, da EMGE, que realizou o contato com a equipe do CDTN e acompanhou os estudantes durante a visita. 

Palestra 

A programação teve início com palestra ministrada pelo assessor Paulo Ney de Araújo, do Núcleo de Comunicação do CDTN, que apresentou aos estudantes um histórico da utilização da energia nuclear no mundo. “Ela ficou conhecida pela humanidade de uma forma terrível, com as bombas atômicas lançadas no Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Para muitas pessoas, ainda representa apenas algo perigoso, que mata e destrói. Mas com as pesquisas, foram desenvolvidos métodos, processos e normas para utilizá-la de forma segura”, afirmou Paulo. 

De acordo com o assessor, entre as áreas mais beneficiadas pela energia nuclear estão a indústria, a agricultura e a medicina. “Atualmente, uma das maiores contribuições para a humanidade é a utilização das radiações no diagnóstico e terapia de doenças. Uma das principais atividades do CDTN é o desenvolvimento e a produção de radiofármacos”, contou. 

Paulo falou também sobre a geração de energia nuclear e apresentou dados comparativos. Segundo o assessor, a energia produzida por uma pastilha de urânio (que pesa 3,0 gramas) é equivalente a três barris de petróleo ou uma tonelada de carvão. Enquanto os Estados Unidos possuem atualmente 112 plantas ativos de energia nuclear, o Brasil conta penas com as usinas de Angra 1 e 2. “A construção de Angra 3 já se arrasta há décadas, marcada pela falta de planejamento e também pela corrupção”, apontou Paulo, que abordou ainda a história do CDTN e do CNEN. 

Laboratório de Irradiação 

Após a palestra, o grupo conheceu o Laboratório de Irradiação Gama do CDTN, inaugurado em 2002. A visita foi acompanhada pelo funcionário Omar Félix, que falou sobre as principais atividades realizadas no local: o tratamento de alimentos, conservação de obras de arte pela eliminação de fungos e insetos, esterilização de produtos médicos e farmacêuticos, modificação ou indução de cores em gemas como a turmalina e o quartzo, e o tratamento de sangue e hemoderivados. 

Reator Nuclear 

Fechando a programação, os estudantes visitaram o Reator Triga IPR-R1, pioneiro no país. Ele foi adquirido pelo governo do Estado de Minas Gerais em 1960. De acordo com o operador Fausto Maretti Júnior, o reator foi utilizado para diversas finalidades ao longo dos anos, como a irradiação de iodo para aplicações em saúde, análise de amostras minerais, produção de radioisótopos para aplicações industriais e traçadores para estudos ambientais.

Os enfoques mais recentes têm sido na irradiação de amostras para análise pela técnica de Ativação Neutrônica, pesquisas de novas substâncias com potenciais usos em saúde e radiofarmácia, produção de fontes e educação em tecnologia nuclear. Após 40 anos supervisionando o funcionamento do Triga, Fausto Maretti Júnior anunciou sua aposentadoria durante a visita. Os alunos da EMGE foram o último grupo a receber as orientações e acompanhar a palestra do operador. 

"A tarde da EMGE no CDTN foi muito interessante e prazerosa, uma excelente oportunidade para desmistificarmos a energia nuclear. Sim, a tecnologia nuclear salva vidas, ajuda o meio ambiente e facilita vários processos industriais! No CDTN, os alunos tiveram contato com os profissionais mais experientes da área e puderam compreender melhor essa teoria. A visita ao reator nuclear foi o auge da tarde, gerou interesse de todos. Poucos sabiam da existência de um reator tão próximo, aqui mesmo em BH. Foi, sem dúvida, uma oportunidade única para despertar interesse pela pesquisa e por novas tecnologias", avalia a professora Aline Oliveira. 


Patrícia Azevedo/Redação Dom Total

EMGE

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