Economia

16/07/2017 | domtotal.com

Metade dos profissionais considera reforma trabalhista ruim ou péssima

O estudo "Reforma Trabalhista" foi realizado em junho deste ano.

O estudo 
O estudo "Reforma Trabalhista" foi realizado em junho deste ano. (Agência Brasil)

Metade dos profissionais considera a reforma trabalhista ruim ou péssima. É o que aponta pesquisa realizada pela VAGAS.com, empresas de soluções tecnológicas para recrutamento e seleção. De acordo com o levantamento, outras propostas também foram mal avaliadas (ruim ou péssima), como terceirização em qualquer atividade (57%), trabalho intermitente (60%), rescisão contratual de comum acordo (67%) e rebaixamento de cargo (67%).

O estudo “Reforma Trabalhista” foi realizado em junho deste ano, por e-mail, para uma amostra da base de currículos cadastrados no portal de carreira VAGAS.com.br. Dos 3011 respondentes, foram abordadas questões relacionadas ao nível de conhecimento e de interesse da reforma, além da avaliação de algumas propostas contempladas no projeto. Essa base é composta, em sua maioria, por homens (57%), com idade média de 34 anos e formação superior (61%), sendo 78% da região Sudeste e 30% empregados.

Quando questionados sobre o conhecimento do tema reforma trabalhista, apenas 12% disseram conhecer a proposta na íntegra, 3% desconheciam o assunto e a grande maioria (85%) disse conhecer um pouco: somente por manchetes, notícias e comentários. No entanto, 63% afirmaram ter muito interesse sobre o tema e 30% “algum interesse”. Avaliam como boa ou muito boa, 41%, enquanto 6% consideram indiferente as propostas apresentadas e 3% não têm opinião sobre o assunto.

“Essa pesquisa é uma contribuição da VAGAS.com a um debate tão importante como esse para toda a sociedade, uma vez que impacta diretamente empresas, categorias profissionais, prestadores de serviços e outros tantos segmentos. Ao desmembrar as principais questões na pesquisa, acreditamos que muitos profissionais passarão a ter mais consciência do que está sendo votado no Congresso” avalia Rafael Urbano, especialista em pesquisa da VAGAS.com.

Entre as propostas de alteração mais bem avaliadas, que contemplam as opções “Boa” e “Muito boa”, estão o fim da Contribuição Sindical (com 81%) e a regulamentação do teletrabalho, mais conhecido como homeoffice, com 80%. Destaca-se nesses itens, os respondentes pós-graduados (87%) que são os que mais apoiam essa mudança. Com grande destaque encontra-se também o item férias parceladas, com 47% de avaliações positivas, onde 61% dos respondentes possuíam alto nível de escolaridade.

As horas extras, que passaram do limite de duas horas para até quatro horas diárias, chegando a uma jornada de 12 horas por dia, surpreendentemente foi avaliada como positiva por 76% dos participantes. 

Paradoxalmente, diante da rejeição da Contribuição Sindical, a proposta de representação por empresa, que pode ser uma alternativa à organização sindical, também foi avaliada positivamente por 56% dos participantes da pesquisa.

“Outro dado relevante da pesquisa, é a percepção para 58% dos respondentes que as propostas beneficiarão mais as empresas; para 27% beneficiarão ambos (empresas e funcionários) e 13% que não possuem opinião formada. Somente 2% alegam que os trabalhadores ganharão mais que as empresas com as mudanças”, observa Urbano.

As alterações que sofreram maior rejeição foram Rebaixamento de cargo e Rescisão contratual de comum acordo, com as opções ’’ruim” e “muito ruim” somando 67%, seguida por Trabalho intermitente e Terceirização em qualquer atividade, com 60% e 57%, respectivamente. Vale destacar os respondentes de nível superior para o quesito terceirização em qualquer atividade (58%) e o alto índice de mulheres com menções negativas nestes itens: Rebaixamento de cargo (67%), Rescisão contratual de comum acordo (72%), Trabalho intermitente (57%) e Terceirização em qualquer atividade (62%)

“No geral, quando olhamos esta avaliação, vemos que os mais escolarizados com pós-graduação, idade a partir de 40 anos e, principalmente homens, acreditam que as medidas são positivas. Em contraponto, os respondentes com menor escolaridade (ensino fundamental e médio) e as mulheres possuem uma visão contrária das propostas”, conclui Urbano.


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