Brasil Política

17/07/2017 | domtotal.com

Manifestantes protestam durante casamento da filha do ministro da Saúde

Noiva, que é deputada estadual, e os convidados deixaram o local escoltados por policiais que protegiam de ovos e outros objetos lançados pelos manifestantes.

Convidados também foram hostilizados durante casamento no Paraná.
Convidados também foram hostilizados durante casamento no Paraná. (AFP Vídeo)

Centenas de manifestantes contrários ao governo de Michel Temer protestaram do lado de fora da igreja onde uma deputada estadual celebrava seu casamento em Curitiba. Maria Victoria Barros é filha do ministro da Saúde, Ricardo Barros e de Cida Borguetti, vice-governadora do Paraná. Todos são politicos filiados ao Partido Progressista (PP).

A jovem parlamentar deixou o local escoltada por policiais que a protegiam de ovos e outros objetos lançados pelos manifestantes. O protesto teria sido apoiado por partidos e sindicatos contrários à candidatura da mãe da noiva ao governado do Estado.

Um dos motivos da insatisfação dos manifestantes é que a festa do casamento aconteceu no Palácio Garibaldi, que fica a alguns metros da igreja. O local é tombado tombado pelo Patrimônio Histórico do Paraná e recebeu uma estrutura metálica para acomodar os convidados, construída sem autorização.

Não é a primeira vez que os políticos no Brasil são alvo de manifestações ao participar de eventos sociais particulares. Em 2015, os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff foram recebidos com um "panelaço" na entrada de um casamento em São Paulo.

Polêmica

O pai da noiva, o ministro da Saúde Ricardo Barros, se envolveu numa polêmica no mesmo dia. O político insinuou que os médicos brasileiros não trabalham. . "Vamos parar de fingir que a gente paga médicos, e o médico parar de fingir que trabalha. Isso não está ajudando a saúde do Brasil", disse Barros em evento na presença de Michel Temer.

O Ministério da Saúde vai usar a biometria para controlar a jornada de trabalho dos médicos que atuam na rede pública. A ideia é adotar o sistema em todas as unidades básicas de saúde para acompanhar horas trabalhadas e, simultaneamente, criar um controle de produtividade, com metas de atendimento.
 


AFP

EMGE

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