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12/08/2017 | domtotal.com

Artilheiro e mais maduro, Jô não descarta volta à Europa e mira seleção

Aos 30 anos, Jô é o artilheiro do Brasileirão com 11 gols em 19 partidas e disse viver o "melhor momento da carreira".

Jô acredita que faltou dedicação dele aos clubes ingleses.
Jô acredita que faltou dedicação dele aos clubes ingleses. (Divulgação)

Por Tatiana Ramil

Destaque do líder Corinthians no Campeonato Brasileiro, o atacante Jô quer outra chance na seleção brasileira e não descarta um retorno à Europa depois de, segundo ele, ter aprendido com erros cometidos em sua passagem pela Inglaterra.

Aos 30 anos, Jô é o artilheiro do Brasileirão com 11 gols em 19 partidas e disse viver o "melhor momento da carreira". Superior até mesmo a 2013, quando foi campeão da Copa Libertadores pelo Atlético e convocado para a Copa das Confederações. No ano seguinte, ele disputou o Mundial em casa sem ter muitas chances no time de Luiz Felipe Scolari.

"Eu realizei o sonho de participar de uma Copa do Mundo e agora eu tento batalhar para jogar. É o ápice do jogador brasileiro atuar pela seleção. Voltar a vestir a camisa da seleção será um prazer, tem que aguardar", disse Jô em entrevista à Reuters nesta quarta-feira, após treino do Corinthians.

O atacante voltou à equipe que o revelou no final do ano passado, quando iniciou os treinos depois de passagem pelo futebol chinês. Antes disso, atuou nos Emirados Árabes, destinos muito menos importantes no futebol do que a Inglaterra, onde ele atuou por Manchester City e Everton, porém sem muito brilho.

Jô acredita que faltou dedicação dele aos clubes ingleses. Contou que chegou a pedir liberação ao então técnico do Everton David Moyes para tratar de uma lesão no Brasil, mas, ao retornar ao país, não fez tratamento nenhum. "Fiz outras coisas, mas não tratei".

"Eu não estava concentrado e convicto daquilo que eu queria. Eu não me cuidava fora de campo, às vezes eu não descansava, não treinava direito. Não estava 100 por cento nos jogos. Agora eu sei que é meu trabalho e dependo do meu corpo. Foi imaturidade e falta de experiência, de saber que aquilo ali (Inglaterra) era muito importante, uma oportunidade gigantesca", afirmou.

Agora, ele até cogita uma volta ao futebol europeu para mostrar uma performance melhor, embora não seja uma prioridade.

"Não é meu objetivo hoje, mas não descarto porque futebol é muito dinâmico. Penso em fazer um bom trabalho pelo Corinthians, voltar à seleção brasileira e aí sim, se tiver oportunidade, voltarei", disse ele.

"Eu aprendi que para voltar para Europa você tem que estar bem tanto dentro quanto fora de campo, tem que estar com sua vida alinhada. Hoje eu alcancei a maturidade", completou.

Jô é uma das referências do Corinthians, líder invicto do Brasileiro após a disputa do primeiro turno e com 8 pontos de vantagem para o segundo colocado, num domínio nunca visto desde que o campeonato começou a ser disputado nesse formato.

Segundo o atacante, que passou a se movimentar mais em campo, o ponto forte da equipe é a organização imposta pelo técnico Fábio Carille, ex-auxiliar e novato na função.

"A organização tática, essa disciplina de cada um fazer sua função, está muito parecido com a Europa", disse ele, o mais jovem a marcar gol pelo Corinthians, aos 16 anos, e que busca ser o primeiro jogador do clube a terminar o Brasileiro como artilheiro.

"É lógico que a técnica sempre vai sobressair, o improviso vai existir, a gente vai prezar para o futebol brasileiro ter isso. Só que o futebol brasileiro fica um pouco distante das equipes europeias em termos de organização e qualidade de passe."

"A gente está sendo uma referência muito positiva para o futebol brasileiro", completou.


Reuters

EMGE

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