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14/09/2017 | domtotal.com

Cientistas conduzem debates sobre stress, educação e coaching

Enquanto os homens das cavernas lutavam contra ursos, tigres e raposas, os 'predadores' dos tempos modernos são outros e foram multiplicados.

Professora Doutora Sara de Pinho, graduada pela Georgetown University.
Professora Doutora Sara de Pinho, graduada pela Georgetown University. Foto (Larissa Troian / Dom Total)
Anacélia Santos (Pró reitora de ensino ESDHC) e Cácia Stumpf (Pró reitora administrativa ESDHC).
Anacélia Santos (Pró reitora de ensino ESDHC) e Cácia Stumpf (Pró reitora administrativa ESDHC). Foto (Larissa Troian / Dom Total)
Coordenador do NEP Rogério e Pró reitora administrativa Cácia Stumpf recepcionaram palestrante e convidada.
Coordenador do NEP Rogério e Pró reitora administrativa Cácia Stumpf recepcionaram palestrante e convidada. Foto (Larissa Troian / Dom Total)
Alunos lotaram o auditório da Dom Helder Escola de Direito.
Alunos lotaram o auditório da Dom Helder Escola de Direito. Foto (Larissa Troian / Dom Total)
Alunos lotaram o auditório da Dom Helder Escola de Direito.
Alunos lotaram o auditório da Dom Helder Escola de Direito. Foto (Larissa Troian / Dom Total)
Doutor Jô Furlan, Neurocientista, professor e pesquisador na área de Neurociência, palestrou sobre o comportamento humano.
Doutor Jô Furlan, Neurocientista, professor e pesquisador na área de Neurociência, palestrou sobre o comportamento humano. Foto (Larissa Troian / Dom Total)
Animado, Dr. Jô Furlan instigou os alunos a participarem do debate.
Animado, Dr. Jô Furlan instigou os alunos a participarem do debate. Foto (Larissa Troian / Dom Total)
Alunos participaram ativamente da palestra.
Alunos participaram ativamente da palestra. Foto (Larissa Troian / Dom Total)
Alunos participaram ativamente da palestra.
Alunos participaram ativamente da palestra. Foto (Larissa Troian / Dom Total)
O palestrante movimentou todos os participantes do evento.
O palestrante movimentou todos os participantes do evento. Foto (Larissa Troian / Dom Total)
A palestrante Marta Relvas e o Professor debatedor Adair Rocha (ESDHC) também entraram no clima.
A palestrante Marta Relvas e o Professor debatedor Adair Rocha (ESDHC) também entraram no clima. Foto (Larissa Troian / Dom Total)
O palestrante movimentou todos os participantes do evento.
O palestrante movimentou todos os participantes do evento. Foto (Larissa Troian / Dom Total)

Por Patrícia Azevedo
Repórter Dom Total 

Imagine a seguinte situação: você está no parque, caminhando tranquilamente, quando avista um cachorro da raça pit bull, solto e sem focinheira, vindo em sua direção. O que você faz? O exercício foi proposto pela professora Sara de Pinho Cunha Paiva, que abriu as palestras do Congresso do Conhecimento na manhã desta quinta-feira (14). 

“Bom, espero que não fique paralisado, porque não é uma boa”, brincou Sara, que é médica doutora pela Georgetown University e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “A resposta do organismo é clara, você pode lutar ou fugir. O sistema nervoso autônomo desencadeia a liberação de adrenalina, que por sua vez age em todo o organismo”, afirmou. 

O resultado é imediato: a boca fica seca, as pupilas dilatam, o coração bate mais depressa, o fluxo sanguíneo é direcionado para os grandes grupos musculares. “A respiração fica ofegante, para captar muito oxigênio, a reserva de glicose do corpo é bombeada para o sangue. O seu intestino vai paralisar, não é hora de ir ao banheiro! Tudo para que você esteja pronto para reagir. É um mecanismo muito importante, fez com que o homem sobrevivesse”, explicou. 

Enquanto os homens das cavernas lutavam contra ursos, tigres e raposas, os ‘predadores’ dos tempos modernos são outros, e foram multiplicados. “Raramente são ameaças físicas, como o pit bull no parque. Hoje nossos fatores de stress são muito mais emocionais”, apontou Sara. Trata-se da ansiedade para acabar trabalho da faculdade, o compromisso de levar e buscar o filho na escola, a mudança de casa ou emprego, as provas da próxima semana, a reportagem sobre o Congresso que precisa ser postada no Dom Total. “O quanto antes”, disse o chefe aqui do lado. 

“Corremos contra o tempo, somos cada vez mais ‘multitarefas’. Por vezes os problemas nem existem ainda, é a pré-ocupação. Estamos a todo o momento desencadeando o mecanismo de ‘luta ou fuga’, mas não saímos por ai correndo, como a zebra. A gente enfrenta, luta por dentro e vai acumulando essa energia”, comparou Sara. De acordo com a professora, o ciclo vicioso do stress pode trazer inúmeras consequências, como pressão alta, insônia, diabetes, úlceras e sobrepeso. 

“A chave é descobrir como lidar com os fatores de stress e reagir melhor. Ver que tem o stress bom, que te movimenta, motiva e faz melhorar, e o stress ruim, que paralisa e adoece. Precisamos também aprender a usar o outro braço do sistema nervoso, que produz a acetilcolina. Ela uma é substância contrária à adrenalina e age arrumando a bagunça, te coloca em equilíbrio novamente”, explicou Sarah.  

E como fazer isso? Segundo a professora, cada um deve encontrar atividades que provoquem o relaxamento e direcionem o foco para o momento presente. Para ela, cozinhar, cantar durante o banho e dispositivos do celular, como o ‘Não perturbe’ e ‘Hora de dormir’, são estratégias que têm funcionado. “Foram as minhas escolhas, busquem aquilo que faça bem para vocês”, recomendou. 

A grande aposta da professora, no entanto, é uma técnica geral, que pode ser usada por todos: o mindfulness. Trata-se de um estado mental que se caracteriza por manter a atenção voltada para a experiência presente. “Muitas vezes o corpo está aqui, mas a cabeça está lá no passado, relembrando algum fato, ou preocupada com o futuro. Uma forma de voltar a atenção para o momento presente é colocar a mão na barriga e focar na respiração”, apontou. 

A professora explicou também que o mindfulness não necessita de uma postura formal, como o lótus na meditação tradicional, podendo ser praticado deitado, sentado ou de forma ativa. “É uma mudança de hábito. Ter consciência que existe uma interação entre corpo e mente”, completou. 

Educação e Coaching 

A manhã desta quinta-feira (14) contou ainda com painel sobre ‘Educação e Coaching’, com a participação do professor e pedagogo Adair José, da Dom Helder, do neurocientista Jô Furlan, e da psicopedagoga Marta Relvas. 

Enquanto Marta ministrou uma palestra mais técnica, com tema ‘Diálogo entre a Neurobiologia da Aprendizagem e as Práticas Pedagógicas Inovadoras”, Jô Furlan optou por uma abordagem informal e interativa para discutir o tema ‘Como usar melhor o seu cérebro’, realizando dinâmicas com plateia. Por vezes, os participantes se viram de pé, dando bom dia ao colega do lado ou cantando ‘simplesmente o melhor’. 

O objetivo: gerar um ‘estado de excelência’, de alto grau de motivação e comprometimento. “Quando estamos mais motivados, mais energizados, ficamos mais criativos. Mais capazes de criar soluções e superar desafios. Tenham a disposição de desenvolver talentos e competências. ‘Ah, mas eu não sei’. Aprende!”, encorajou Furlan. 


Redação Dom Total

EMGE

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