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Religião

18/09/2017 | domtotal.com

Depois de quatro meses de cativeiro libertado Padre 'Chito'

Foram necessárias cinco horas de duros combates antes que as forças governamentais derrotassem os terroristas.

Padre Chito na coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira no quartel da cidade de Quezon, Filipinas.
Padre Chito na coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira no quartel da cidade de Quezon, Filipinas. (Reuters)

Padre Teresito “Chito” Suganob, refém do grupo terrorista filipino Maute desde 23 de maio, foi libertado pelo exército filipino na noite de 16 de setembro, segundo fontes governamentais, citadas pela Agência Asianews.

Junto com o sacerdote foi libertado outro refém, cujo nome as autoridades mantém em segredo. O cativeiro era próximo à Mesquita de Bato, um dos bastiões do grupo terrorista.

O sequestro ocorreu durante a tomada da cidade de Marawi em maio pelo grupo terrorista com ligações com o Estado Islâmico. Com o Padre “Chito” – Vigário da Catedral Maria Auxiliadora - foram levados como reféns dezenas de  paroquianos, libertados mais tarde.

A libertação do sacerdote ocorreu durante a tomada da mesquita e da Amaitul Islamiya Marawi Foundation (JIMF) pela força-tarefa conjunta de Marawi.

O Coronel Edgard Arevalo, responsável pelo Departamento dos Assuntos Públicos das Forças Armadas filipinas, afirmou que “foram necessárias cinco horas de duros combates antes que as forças governamentais derrotassem os terroristas, que estavam estrategicamente posicionados nos arredores da mesquita”.

A reação do episcopado

O Arcebispo Martin Jumoad de Ozamiz expressou alegria pela libertação do Padre Chito, afirmando que ela “é o resultado da nossa confiança na oração”. “Muitos rezaram pela sua libertação, explicou. Assim como tantas Missas foram celebradas nesta intenção. O poder da oração mostra mais uma vez como testemunha da nossa sólida fé em Deus”.

Em maio, os bispos católicos de Minadano haviam lançado um apelo pela libertação do sacerdote e dos paroquianos que haviam sido capturados, exortando as pessoas a rezarem pela sua libertação e pelas vítimas do conflito. Os prelados também haviam condenado os ataques terroristas, sublinhando que os terrorismo “distorce e falsifica o verdadeiro significado da religião”.

Para Dom Orlando Quevedo, Arcebispo de Cotabato, isso “destrói a harmonia entre as pessoas de diversas religiões” e “cria um mundo de desconfianças e preconceit0o, de ódio e hostilidade”

“Condenamos  com veemência o terrorismo nas suas várias formas. É uma ideologia que é totalmente contrária a todos os princípios de qualquer religião de paz. De modo particular, quando o terrorismo é perpetrado enquanto os nossos irmãos e irmãos muçulmanos se preparam para o mês sagrado do Ramadã”.

Vídeo com apelo

Em 30 de maio, um vídeo divulgado nas redes sociais mostrava Padre Chieto pedindo ao Presidente Rodrigo Duterte para que salvasse a ele a aos outros reféns. Na filmagem, ele afirmava estar sendo tratado como “prisioneiro de guerra”, ao lado de outros funcionários da igreja, um professor da Universidade estatal de Mindanao, alguns professores da Dandalan Colage Foundation Inc, carpinteiros, ajudantes domésticos, crianças, colonos cristãos e membros de diversas tribos.

 Balanço das vítimas

Em 14 de setembro, as autoridades haviam divulgado um balanço das vítimas dos combates desde a tomada da cidade em maio: 670 terroristas do grupo Maute, 47 civis e 147 funcionários governamentais mortos.

As violências também obrigaram a fuga de milhares de pessoas e causaram a destruição de amplas áreas da cidade.

Reconstrução

Após 4 meses de batalha entre o exército filipino e jihadistas, o conflito dá sinais de estar perto do fim. Funcionários governamentais estimam que para a reconstrução de Marawi serão necessários bilhões de pesos filipinos, bem além dos 50 bilhões (cerca de 820 mil euros)  previstos inicialmente pelo Presidente Duterte.


Rádio Vaticano

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