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25/10/2017 | domtotal.com

Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017

Feira integra as atividades da Conferência Internacional Nuclear do Atlântico, que prossegue até sexta-feira (27), em Belo Horizonte.

Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017.
Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Danilo Moura Prata, Capitão-Tenente da Marinha, conversa com os estudantes.
Danilo Moura Prata, Capitão-Tenente da Marinha, conversa com os estudantes. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Modelo de reator nuclear é exposto na feira.
Modelo de reator nuclear é exposto na feira. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017.
Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
No estande da Eletrobras, os estudantes receberam informações sobre o funcionamento das usinas do tipo PWR.
No estande da Eletrobras, os estudantes receberam informações sobre o funcionamento das usinas do tipo PWR. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
No estande da Eletrobras, os estudantes receberam informações sobre o funcionamento das usinas do tipo PWR.
No estande da Eletrobras, os estudantes receberam informações sobre o funcionamento das usinas do tipo PWR. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Luiz Alberto Sant’anna, engenheiro da Eletrobras.
Luiz Alberto Sant’anna, engenheiro da Eletrobras. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017.
Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Vídeo sobre o CDTN é exibido aos visitantes.
Vídeo sobre o CDTN é exibido aos visitantes. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Vídeo sobre o CDTN é exibido aos visitantes.
Vídeo sobre o CDTN é exibido aos visitantes. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Luiz Leite da Silva, engenheiro do CDTN, professora Aline Oliveira e estudantes da EMGE.
Luiz Leite da Silva, engenheiro do CDTN, professora Aline Oliveira e estudantes da EMGE. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017.
Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Luiz Leite da Silva, engenheiro do CDTN, fala sobre o funcionamento de um reator nuclear.
Luiz Leite da Silva, engenheiro do CDTN, fala sobre o funcionamento de um reator nuclear. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Materiais expostos no estande do CDTN.
Materiais expostos no estande do CDTN. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017.
Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017.
Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017.
Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)
Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017.
Alunos da EMGE visitam a ExpoINAC 2017. Foto (Patrícia Azevedo/Dom Total)

Quais as diferenças entre um submarino nuclear e um submarino convencional? Como acontece o funcionamento de uma usina PWR? Por que o vaso de um reator nuclear é fabricado em aço-carbono? Na segunda-feira (23), alunos da Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE) visitaram a ExpoINAC, feira que integra as atividades da Conferência Internacional Nuclear do Atlântico (International Nuclear Atlantic Conference – INAC 2017).

A atividade foi proposta pela professora Aline Oliveira, coordenadora do curso de Engenharia Civil, que orientou os estudantes durante a visita. A cada estande, várias perguntas e curiosidades foram respondidas pelos expositores, proporcionando uma entusiasmada troca de conhecimentos.

O Capitão-Tenente Danilo Moura Prata, por exemplo, falou sobre as principais diferenças entre um submarino de propulsão nuclear e um submarino convencional. Graduado em engenharia mecânica, Danilo desenvolve projetos de modelagem, simulação e controle para sistemas dinâmicos no Departamento de Tecnologia de Combustíveis do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP).

“O submarino nuclear pode permanecer em baixo d’água por tempo indeterminado, tem uma velocidade maior. É também uma arma de dissuasão, você é capaz de garantir a paz estando preparado para a guerra”, apontou. De acordo com o Capitão-Tenente, a conclusão do primeiro submarino nuclear brasileiro está prevista para 2025. Ele será usado para garantir os interesses nacionais e a defesa das fronteiras. “Principalmente dos recursos do mar, que estão intimamente ligados ao pré-sal, e riquezas não exploradas da costa brasileira”, completou.  

Para o Capitão-Tenente, este projeto traz ainda segurança no campo diplomático, uma vez que o domínio da tecnologia nuclear permite também o desenvolvimento de artefatos de guerra. “Claro que o objetivo do Brasil com o submarino nuclear não é ameaçar nenhuma outra nação, mas também não podemos ficar à mercê da pressão externa”, afirmou Danilo.

Usinas PWR

No estande da Eletrobras Eletronuclear, os estudantes da EMGE receberam informações sobre o funcionamento das usinas do tipo PWR (Pressurized Water Reactor), tecnologia utilizada em Angra 1 e 2. Neste modelo, a fissão dos átomos de urânio dentro das varetas do elemento combustível aquece a água que passa pelo reator a uma temperatura de 320 graus Celsius. Para que não entre em ebulição, o que ocorreria normalmente aos 100 graus Celsius, esta água é mantida sob uma pressão 157 vezes maior que a pressão atmosférica.

As explicações foram conduzidas pelo engenheiro Luiz Alberto Sant’anna, da Eletrobras. Segundo ele, das 440 usinas nucleares em operação no mundo, em torno de 65% contam com reatores à água pressurizada (PWR).

CDTN

Os alunos da EMGE conversaram ainda com o engenheiro Luiz Leite da Silva, do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN). Ele trouxe para o debate perguntas que considera simples, mas de fundamental importância para a compreensão do assunto. “Qual é o tamanho do vaso de um reator? Aposto que ainda não contaram isso para vocês”, brincou Luiz.

Segundo o engenheiro, os reatores têm entre seis e nove metros de diâmetro, 15 metros de altura e paredes com espessura de 30 a 50 centímetros, feitas em aço-carbono. “E como os reatores são desligados? Eles possuem várias barras de controle na parte de cima, barras de boro. Esse elemento vai absorver os nêutrons e reduzir a fissão nuclear”, explicou.

Esta é a segunda vez que alunos da EMGE têm contato com os pesquisadores do CDTN. Em junho deste ano, foi realizada uma visita à sede da unidade, localizada no Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Saiba mais!

INAC 2017

A conferência prossegue até sexta-feira (27), no Dayrell Hotel & Centro de Convenções, em Belo Horizonte. Veja a página do evento!


Patrícia Azevedo/Redação Dom Total

EMGE

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