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Religião

07/12/2017 | domtotal.com

Aviso divino

Jesus Menino quer nossa atenção aos seus sinais.

O presépio nos fala do indizível contexto daquela realidade sagrada de bondade e paz, no nascimento do Salvador da humanidade.
O presépio nos fala do indizível contexto daquela realidade sagrada de bondade e paz, no nascimento do Salvador da humanidade. (Reprodução/ Pixabay)

Por Geovane Saraiva*

O Filho de Deus se encarnou e entrou no nosso mundo, querendo que as pessoas percebessem que Ele carregou consigo uma profunda marca: a natureza divina do Verbo de Deus que se encarnou e veio se estabelecer entre nós (cf. Jo 1, 14). Neste tempo precioso do Advento, que precede o Natal do Senhor, somos chamados a nos voltar para a realidade misteriosa do Redentor da humanidade, que veio ao mundo como uma criança frágil, vivendo na sociedade de seu tempo. É o filho de Maria de Nazaré e do carpinteiro José que quer uma única coisa: neutralizar a montanha do orgulho e do egoísmo, amparado pela forte simbologia do manto da paz, da justiça, da ternura e da solidariedade.

Caminhamos, aos olhos da fé, ao encontro da incontestável “troca de dons entre o céu e a terra”, dentro de um ambiente nem sempre favorável, mas compreendido no aviso divino para os bons entendedores, no recado de Dom Helder Câmara: “Quando houver contraste entre a tua alegria e um céu cinzento, ou entre a tua tristeza e um céu em festa, bendiz o desencontro, que é um aviso divino de que o mundo não começa e nem acaba em ti”.

Jesus Menino quer nossa atenção aos seus sinais, colocando-nos à sua disposição, como colaboradores lúcidos e responsáveis, no ardente desejo de edificar seu projeto de amor, arma que elimina a intolerância, o preconceito e o ódio. Contamos com o tradicional presépio, que já se encontra em nossa Igreja de Santo Afonso e demais templos pelo mundo afora, constituído de figuras bíblicas, a revelar-nos o indizível contexto daquela realidade sagrada de bondade e paz, no nascimento do Salvador da humanidade.

Que não nos afastemos da tão sonhada e indissolúvel esperança, da terra se transformar em céu e do céu se transformar em terra. É Deus mesmo, tão pequeno na gruta de Belém, que, na sua infinita bondade e ternura, quer alegrar o mundo de verdade, pelas palavras luminosas e cheias de graças do Anjo no Evangelho: “Eis que anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo”. Assim seja!

*Geovane Saraiva é pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência Sacerdotal, integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com

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