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Brasil Política

06/12/2017 | domtotal.com

Em 1º discurso na Câmara, Tiririca anuncia que não concorrerá à reeleição

'Subo nessa tribuna pela primeira vez e pela última vez. Não por morte. Porque estou abandonando a vida pública'.

Deputado federal Tiririca repete discurso de 2013
Deputado federal Tiririca repete discurso de 2013 (Agência Câmara)

Em seu primeiro e provável único discurso na tribuna da Câmara desde que foi eleito pela primeira vez em 2010, o deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), anunciou nesta quarta-feira, 6, que não vai concorrer à reeleição. Em rápida fala, ele disse que vai abandonar a vida política por ter se decepcionado com o trabalho parlamentar. Em agosto passado, ele anunciou sua intenção de deixar a política.

"Subo nessa tribuna pela primeira vez e pela última vez. Não por morte. Porque estou abandonando vida pública. (...) Saio decepcionado mesmo", declarou Tiririca. Ele afirmou que, após o segundo mandato, percebeu que "não dá para fazer muita coisa". "Costumo dizer que parlamentar trabalha muito e produz pouco", disse, elencando "mordomias" que parlamentares têm direito, como um salário líquido de R$ 23 mil.

Em entrevista ao Estadão em 4 de agosto, Tirica já tinha dito que estava propenso a encerrar a carreira parlamentar em 2018, quando acaba o seu segundo mandato, por estar desiludido com a política. Na entrevista, ele criticou o Congresso Nacional e que não tem "jogo de cintura" exigido para ser político. "Não vai mudar. O sistema é esse. É toma lá, dá cá", afirmou.

Não é a primeira vez que Tiririca diz que vai largar a política. Em 2013, ele disse que não seria candidato em 2014 e que voltaria a ser apenas um palhaço. "Eu sou artista popular. Aqui me prende muito. A procura pelos shows é enorme e não dá para fazer", afirmou ele na época. No entanto, se candidatou e foi eleito com mais de 1 milhão de votos, levando com ele vários candidatos do partido.

Tiririca disputou o primeiro mandato em 2010, quando foi o deputado mais votado do País, com 1,3 milhão de votos. À época, usou o slogan "pior que está não fica". Em 2014, foi reeleito com 1,016 milhão de votos. No segundo mandato, ele votou tanto a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) quanto a favor das duas denúncias contra o presidente Michel Temer.


Agência Estado/Redação

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