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Brasil Ciência e Tecnologia

12/12/2017 | domtotal.com

Indústria 4.0 deve atingir 21,8% das empresas brasileiras em uma década

Novas tecnologias influenciarão as áreas de relacionamento com fornecedores, desenvolvimento de produto, gestão da produção, relacionamento com clientes e gestão de negócios.

Entre os desafios para alcançar essa  expectativa expressa pelos empresários, está a questão da mão de  obra qualificada.
Entre os desafios para alcançar essa expectativa expressa pelos empresários, está a questão da mão de obra qualificada. (Jeek.jp/Reprodução)

A digitalização do processo produtivo industrial deve atingir 21,8%  das empresas brasileiras em uma década, mostra pesquisa, divulgada hoje  (12) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Atualmente, o  percentual é de 1,6%.

A sondagem, que faz parte do Projeto  Indústria 2027, avalia a expectativa de 759 grandes e médias indústrias  brasileiras e multinacionais em relação à adoção de tecnologias 4.0. O  projeto é uma iniciativa da CNI e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), em  parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a  Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Para a CNI, a atualização  da mão de obra será um desafio.

 Os números referem-se ao nível  mais elevado de conexão da produção – Geração 4 –, com “tecnologias da  informação e comunicação (TIC) integradas, fábricas conectadas e  processos inteligentes, com capacidade de subsidiar gestores com  informações para tomada de decisão”.

 A pesquisa estabeleceu  classificações de quatro gerações de tecnologias digitais para o  desenvolvimento da sondagem. O primeiro nível refere-se a produção  pontual de TICs, a segunda geração envolve automação flexível com o uso  de TICs sem integração ou parcialmente integradas e a terceira consiste  no uso de tecnologias integradas e conectadas em todas as áreas.

 “Passaremos  os próximos dez anos em um processo de transformação industrial muito  intenso, com as empresas, de fato, buscando trazer essa tecnologia  disruptiva e implementando essas práticas dentro do seu modo de  produção”, avaliou Paulo Mól, superintendente nacional do IEL. Ele  avalia que essas transformações tecnológicas servirão para aumentar a  produtividade, reduzindo o custo de produção e tornando as empresas  brasileiras mais competitivas.

 De acordo com os pesquisadores, a  indústria 4.0 é também conhecida como a quarta revolução industrial.  “[Ela] resulta do uso integrado de tecnologias avançadas da automação,  do controle e da tecnologia da inovação em processos de manufatura”.  Tais mudanças envolvem questões como o uso de robótica, de novos  materiais, de biotecnologia, de armazenamento de energia, big data,  entre outros.

 A expectativa dos empresários é de que os estágios 3  e 4 de uso de tecnologia avancem na próxima década. O nível 3 passará  de 20,5% para 36,9%. Os demais níveis recuariam, abrindo espaço para  empresas mais conectadas. Atualmente, o estudo indica que 77,8% das  empresas brasileiras ainda estão nas gerações tecnológicas 1 e 2. O  maior percentual, em dez anos, estaria concentrado nos níveis 3 e 4, com  58,7% das indústrias.

 A pesquisa avaliou ainda como as  tecnologias 4.0 influenciarão as áreas de relacionamento com  fornecedores, desenvolvimento de produto, gestão da produção,  relacionamento com clientes e gestão de negócios. No relacionamento com  fornecedores, por exemplo, 77,3% dos entrevistados disseram que a  probabilidade é alta ou muito alta de as tecnologias digitais serem  dominantes nessa relação.

 Entre os desafios para alcançar essa  expectativa expressa pelos empresários, Mól destaca a questão da mão de  obra qualificada. “Quando eu falo que o Brasil deve passar por uma  transformação industrial muito forte, como os dados estão mostrando,  isso vai reequerer um país muito apto para ser parceiro nessas  transformações”, disse o superintendente. Ele lembra a necessidade de  parcerias com universidades e de políticas públicas de incentivo à  indústria.


Agência Brasil

EMGE

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