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Economia

12/01/2018 | domtotal.com

Veja repercussão de rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela S&P

O governo enfraqueceu muito após as denúncias, afirma Rodrigo Maia.

Para Moreira Franco, o rebaixamento já estava no horizonte como uma possibilidade.
Para Moreira Franco, o rebaixamento já estava no horizonte como uma possibilidade. (Agência Brasil)

Por Patrícia Duarte, Aluísio Alves, Bruono Federowski e Lisandra Paraguassu

A agência de classificação de risco Standard & Poor‘s reduziu nesta quinta-feira (11) a nota de crédito da dívida soberana do Brasil para "BB-", ante "BB".

Ao mesmo tempo, a S&P elevou a perspectiva do rating brasileiro para "estável", ante "negativa".

Veja a seguir comentários sobre o rebaixamento da classificação de crédito do Brasil.

ALBERTO RAMOS, DIRETOR DE PESQUISAS PARA A AMÉRCIA LATINA, GOLDMAN SACHS:

"(O rebaixamento é um) desdobramento negativo, mas era esperado, particularmente depois que a reforma da Previdência foi adiada. Não é notícia nova para o mercado."

"O que precisamos após a eleição (para o Brasil retomar o grau de investimento) é continuidade de políticas, assim como governabilidade. Temos bons formuladores de políticas no momento, mas eles não conseguiram implementar a maior parte da consolidação fiscal."

RODRIGO MAIA (DEM-RJ), PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

"Vamos ver (se rebaixamento dará força à reforma da Previdência). A tentativa do governo de transferir a responsabilidade para o Parlamento não ajuda e não é correto. Precisamos unir esforços."

"O Brasil precisa de muitas reformas e, de fato, a previdenciária é a mais importante. O governo enfraqueceu muito após as denúncias."

JOSÉ FRANCISCO GONÇALVES, ECONOMISTA-CHEFE, BANCO FATOR:

"Não é uma surpresa. O que tem para acompanhar é se isso (rebaixamento) vai funcionar como um incentivo para aprovar a Previdência ou se será um ‘agora deixa pra lá‘. Acho que não é um incentivo."

"A S&P deve ter tido a percepção de que de sexta-feira para cá piorou (a cena política). O tema do PTB é importante."

"O mercado deve azedar um pouco no curto prazo, ainda tem gente que se emociona com esses rebaixamentos. Mas o grande efeito mesmo ocorre quando um país perde o grau de investimento."

ROBERTO PADOVANI, ECONOMISTA-CHEFE, VOTORANTIM CORRETORA:

"O cenário de mercado não muda muito. A fragilidade fiscal do país é enorme e a incerteza política só reforça esse cenário, que deixa o país absolutamente exposto a uma mudança do humor dos investidores globais.

Mas por enquanto o mercado está tão eufórico com o excesso de liquidez, que não deve ter resultado prático expressivo no mercado."

CARLOS MARUN, MINISTRO DA SECRETARIA DE GOVERNO:

"Muitos reclamam da minha dancinha, mas a verdade é que muitos brasileiros insistem em dançar de olhos vendados na beira do precipício... Recusar a Reforma é brincar com a tragédia."

MOREIRA FRANCO, MINISTRO DA SECRETARIA-GERAL DA PRESIDÊNCIA:

"Isto já estava no horizonte como uma possibilidade, em virtude do processo de votação da Previdência. Creio ser um alerta sobre as consequências econômicas e sociais que a não aprovação da Previdência trará."

ROBERTO TROSTER, CONSULTOR E EX-ECONOMISTA-CHEFE DA FEBRABAN:

"Essa decisão da S&P era mais ou menos esperada, porque houve uma piora nas contas públicas. Mas acho improvável que isso tenha um impacto muito grande nos mercados agora."


Reuters

EMGE

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