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Meio Ambiente

13/02/2018 | domtotal.com

Iniciativas abrem caminho para reverter o quadro negativo nas taxas de reciclagem

Já existem empresas que foram capazes de trocar quase 100% da matéria-prima por uma fonte reciclável.

O isopor é composto em 98% de ar, o que dificulta seu transporte em grandes quantidades por conta do espaço que ocupa.
O isopor é composto em 98% de ar, o que dificulta seu transporte em grandes quantidades por conta do espaço que ocupa. (Divulgação)

No mês de janeiro, o governo de Brasília encerrou oficialmente as atividades do lixão da Estrutural. O que poderia parecer um fato isolado ganha nova proporção se notarmos que o local fechado pela capital brasileira era, simplesmente, o maior lixão da América Latina. Sua operação data da fundação da cidade, em meados da década de 1960. Independente do novo destino para os resíduos de Brasília, os aterros sanitários por si só não resolvem a forma como encaramos o nosso lixo e a reciclagem de resíduos.

Já existem no Brasil empresas que foram capazes de trocar quase 100% da matéria-prima por uma fonte reciclável. A catarinense Santa Luzia, por exemplo, possui uma parceria com quase 140 cooperativas pelo Brasil para receber resíduos de poliestireno expandido (isopor) e poliuretano (muito usado no revestimento de geladeiras). Até 2016, a empresa reciclou mais de 30 milhões de kg de isopor – se a matéria-prima ainda fosse madeira, este valor equivaleria cerca de 100 mil árvores.

O isopor é composto em 98% de ar, o que dificulta seu transporte em grandes quantidades por conta do espaço que ocupa. A solução encontrada pela Santa Luzia foi criar pontos de compactação e distribuição deste material, reduzindo os resíduos em pequenas partículas para facilitar seu transporte. A rede, além da matriz, se distribui em Joinville (SC), Imbituba (SC), Taubaté (SP) e Bezerros (PE).

Além da Santa Luzia, empresas como Walmart, Williams Sonoma e NutriSystems adotaram iniciativas de reciclagem de poliestireno expandido difundidas. A Subaru implementou um programa internacional de reutilização de isopor, atingindo cerca de 20 reusos por unidade, economizando US$ 1 milhão em custos de embalagem.

Os dados que você precisa saber

• O Brasil possui 2.976 lixões em atividade;

• A BA é o estado com maior número ainda em operação, com 359 áreas; o MA vem em segundo, com 250 e MG é o terceiro, com 246;

• SP é o estado com maior volume de resíduos destinados aos seus lixões, com 14 mil toneladas diárias; a BA é a segunda, com 8.312 t/dia e MG, em terceiro, com 6.136 t/dia;

• Apenas 13% dos resíduos sólidos urbanos vão para a reciclagem;

• Apenas 18% dos municípios brasileiros possuem coleta seletiva de resíduos;

• Apenas 14% das embalagens de plástico são coletadas para reciclagem. Outros 14% são incinerados. Dos 72% não recuperados, 40% vão para aterros e 32% são perdidos, muito provavelmente por descartes ilegais;

• 34.5% do isopor pós-consumo no Brasil é reciclado.


Denise Delalamo Comunicação

EMGE

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