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11/02/2018 | domtotal.com

Carnaval de BH tem 480 blocos e deixa de exportar foliões para outros estados


Blocos arrastam milhares de foliões pelas ruas de Belo Horizonte
Blocos arrastam milhares de foliões pelas ruas de Belo Horizonte (Rádio Itatiaia)

Se animação de carnaval for medida por blocos de rua, o de Belo Horizonte já está entre os melhores do País. Nada mal para a população de uma cidade que, oito anos atrás, era fornecedora de foliões para outras capitais e interior do Estado. Somente neste domingo (11), estão previstos os desfiles de 75 blocos. Nesta segunda, serão mais 40 blocos saindo às ruas, conforme a programação oficial da prefeitura. Ao todo são 480 blocos. São Paulo, com cinco vezes mais moradores que Belo Horizonte, e onde o carnaval de rua também se consolida, tem cerca de 600.

O carnaval na cidade começa bem cedo. Há concentrações que começaram às 5h30, como a do "Então Brilha", um dos maiores de Belo Horizonte, que saiu no sábado, no centro da capital. Outro bloco, o "Todo Mundo Cabe do Mundo", saiu neste domingo, na Região Centro-Sul da cidade.

Uma das folias era a psicóloga Ana Resende, de 31 anos. Grávida e com o pé quebrado, a moça contou com a ajuda de amigos para chegar ao bloco. "Por causa da fratura, não consigo ir a todos os blocos. Tenho que escolher um ou outro", disse Ana, sentada em um pequeno banco trazido de casa.

A concentração do "Então, Brilha" aconteceu no Centro, em área da chamada "zona boêmia" da capital. Não houve divulgação da estimativa de público, pela PM, ou Belotur, a estatal municipal organizadora do carnaval belorizontino. A visão, no entanto, era de um mar de gente.

Entre os milhares de foliões do "Então, Brilha" estava o funcionário público Wederson Santos, de 34 anos, morador de Brasília. Veio para Belo Horizonte com mais sete pessoas. No bloco, usou uma camiseta que brincava sobre a eleição para presidente da República, em outubro. Com quadrinhos para assinalar, ao lado dos nomes de Jair Bolsonaro, Luciano Huck, Aécio "Never", Batman e Anitta, ficou com a cantora. "É a única coisa que tem dado certo no País", ironizou. Ainda no tom político da apresentação, uma enorme faixa foi colocada em passarela sobre o trajeto do trio elétrico, em que se lia: "carnaval sem Lula é fraude" e "Moro juiz imoral parcial".

O secretário municipal de Cultura de Belo Horizonte, o baiano Juca Ferreira, que participou da administração de Fernando Haddad como prefeito de São Paulo, afirma que a receita para um carnaval de rua de sucesso é a profissionalização de tudo o que envolve a festa. "Setores de limpeza, saúde, segurança e mobilidade precisam funcionar bem", diz. "As pessoas na vida precisam se divertir, e não apenas voltar à noite para casa e repor força produtiva", acrescenta o secretário.

Para Juca Ferreira, que assumiu o cargo na Prefeitura de Belo Horizonte em junho do ano passado, a capital mineira é uma das cidades do Brasil que participam do momento de cristalização do carnaval do País, com blocos. O secretário diz ainda que a tendência da festa na capital mineira é crescer ainda mais. "O carnaval daqui será um dos maiores, junto com os que já são conhecidos. Não ainda não chegamos ao ápice", disse. A expectativa da Belotur é que 3,6 milhões de pessoas participem do carnaval de Belo Horizonte em 2018, entre moradores e turistas. No ano passado, o total foi de 3 milhões de pessoas.


Agência Brasil

EMGE

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