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13/02/2018 | domtotal.com

Morre na Venezuela manifestante ferido por tiro durante protestos em 2017


Um manifestante opositor ao governo de Nicolás Maduro, durante protesto em Caracas, em 24 de abril de 2017
Um manifestante opositor ao governo de Nicolás Maduro, durante protesto em Caracas, em 24 de abril de 2017 (AFP/Arquivos)

Um homem de 28 anos ferido por um tiro na cabeça durante os protestos do ano passado na Venezuela contra o presidente Nicolás Maduro faleceu na madrugada desta terça-feira (13) após sete meses de hospitalização, denunciou uma ONG.

"Lamentamos informar que nesta madrugada morreu o jovem ANYELO QUINTERO, (...) gravemente ferido em 28 de junho de 2017 durante os protestos em Ejido", estado de Mérida (oeste), publicou no Twitter a Associação Civil para Promoção, Educação e Defesa dos Direitos Humanos (Promedehum).

O homem, que desde então se encontrava no hospital, não conseguiu se recuperar.

Ao menos 125 pessoas faleceram entre abril e julho do ano passado em manifestações na Venezuela que exigiam a saída do poder de Maduro e que desembocaram em graves episódios de violência.

O governo e a oposição, que acusou militares e policiais de uma "repressão selvagem", assumiram a responsabilidade pelos tumultos.

Em um relatório sobre a Venezuela apresentado na segunda-feira em Washington, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) expressou sua "profunda preocupação" pelo que chamou de "resposta repressiva, arbitrária e contrária aos direitos humanos" do Estado a essa onda de manifestações.

O governo de Maduro, de acordo com a própria CIDH, rejeitou o documento por considerá-lo "claramente tendencioso".

O texto denuncia uma deterioração "alarmante" da institucionalidade democrática e do respeito aos direitos humanos no país caribenho.

Maduro aspira a ser reeleito nas eleições presidenciais de 22 de abril, convocadas após o fracasso de uma negociação entre governo e oposição para acordar sobre as condições do processo.

As eleições, tradicionalmente realizadas em dezembro, foram adiantadas por decisão da Assembleia Constituinte promovida por Maduro em resposta aos protestos de 2017 e que rege o país como um poder absoluto.

A oposição ainda não decidiu se irá participar.


AFP

EMGE

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