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13/02/2018 | domtotal.com

Acadêmicos do Tatuapé é bicampeã do carnaval de São Paulo

O enredo Maranhão, os Tambores vão Ecoar na Terra da Encantaria, contou a história do estado a partir das particularidades de seu povo, riqueza cultural e belezas naturais.

A capital São Luís mereceu tratamento especial, com destaque para a arquitetura singular, que une o casario colonial adornado de azulejos às habitações populares típicas.
A capital São Luís mereceu tratamento especial, com destaque para a arquitetura singular, que une o casario colonial adornado de azulejos às habitações populares típicas. (Divulgação/LigaSP)

A escola de samba Acadêmicos do Tatuapé foi a grande campeã do carnaval de São Paulo pelo segundo ano seguido. A escola apresentou na avenida o enredo Maranhão, os Tambores vão Ecoar na Terra da Encantaria, que contou a história do estado a partir das particularidades de seu povo, da riqueza cultural e das belezas naturais.

A capital São Luís mereceu tratamento especial, com destaque para a arquitetura singular, que une o casario colonial adornado de azulejos às habitações populares típicas.

Em seu desfile no sábado, dia 10, a escola da zona leste de São Paulo levou carros colossais e fantasias ricas em detalhes para a avenida. No fim do desfile, já era apontada como forte candidata ao bicampeonato.

A Mocidade Alegre ficou em segundo lugar, com sua homenagem à cantora Alcione, com um enredo marcado pelo clássico "Não deixa o samba morrer", gravado pela Marrom em 1975. Até a apuração da última categoria de notas, a escola da zona norte ficou com o mesmo número de pontos das escolas Mocidade Alegre, Mancha verde e Tom Maior. O resultado foi decidido por critérios de desempate.

No desfile da Mocidade, foi Alcione quem puxou seu próprio samba no começo do desfile ao lado dos intérpretes Tiganá e Ito Melodia, ainda no chão do Anhembi, e depois subiu no último carro da escola para ser homenageada como o enredo "A voz marrom que não deixa o samba morrer".

A bicampeã Acadêmicos do Tatuapé não recebeu patrocínio e apostou no reaproveitamento de penas, pedras e outros materiais para poupar cerca de R$ 800 mil este ano.

Com alas compactas e fantasias exuberantes, a Acadêmicos do Tatuapé fez um desfile técnico que também conseguiu empolgar o público com paradinhas da bateria e uma batida reggae, estilo musical que nasceu na Jamaica e é muito ouvido pelos maranhenses.

O investimento em grandes alegorias já apareceu no abre-alas da escola, formado por três carros que ressaltaram as belezas naturais do Estado do Nordeste e a influência dos franceses, que fundaram a capital São Luís no século XVII.

A escola surgiu em 1952, com o nome Unidos da Vila Izabel. Chegou ao terceiro lugar do carnaval em 1969 e 1970, mas em 1986 encerrou as atividades por cinco anos.

Em 1991, a escola iniciou um processo de resgate que incluiu a sucessiva promoção pelos diversos grupos do carnaval até retornar ao Grupo Especial em 2004. Caiu em 2006 e retornou à elite em 2013 para permanecer de vez.

Em 2017, a agremiação havia vencido o carnaval paulistano com o enredo Mãe África Conta a Sua História: do Berço Sagrado da Humanidade à Abençoada Terra do Ouro.

As notas foram lidas nesta tarde no Sambódromo do Anhembi.


Agência Brasil/Agência Estado

EMGE

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