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14/02/2018 | domtotal.com

Beija-Flor é a grande campeã do carnaval do Rio de Janeiro

Completando 70 anos neste 2018, a Beija-Flor, que a cada ano se supera nos quesitos luxo e imponência, fez um desfile atípico.

A 'guerra santa brasileira', representando a religião na política no Brasil.
A 'guerra santa brasileira', representando a religião na política no Brasil. Foto (Mauro Pimentel/ AFP)
Crianças representando as vítimas da guerra as drogas, que frequentemente fecha as escolas no Rio.
Crianças representando as vítimas da guerra as drogas, que frequentemente fecha as escolas no Rio. Foto (Pilar Olivares/ Reuters)
Malas de dinheiro no desfile da Beija Flor.
Malas de dinheiro no desfile da Beija Flor. Foto (Mauro Pimentel/ AFP)
Performance da escola mostra mortos pela violência.
Performance da escola mostra mortos pela violência. Foto (Mauro Pimentel/ AFP)
Destaque representa o encarceiramento em massa nas prisões do Brasil.
Destaque representa o encarceiramento em massa nas prisões do Brasil. Foto (Mauro Pimentel/ AFP)

Completando 70 anos neste 2018, a Beija-Flor, que a cada ano se supera nos quesitos luxo e imponência, fez um desfile atípico. Crítica das mazelas brasileiras, a apresentação em alguns momentos remeteu o público que acompanha carnaval ao histórico "Ratos e urubus, larguem minha fantasia" (1989), do carnavalesco Joãosinho Trinta (1933-2011) - este tratava de luxo, lixo, pobreza e festa e até hoje é um dos mais lembrados da história do sambódromo.

A escola fez um paralelo entre o Frankenstein, de Mary Shelley, personagem que está completando 200 anos, e os "monstros nacionais": a corrupção, as agressões à natureza, o uso indevido de impostos, as disparidades sociais. A teatralização excessiva cansou. O carro da favela tinha traficantes "armados", briga de casal e até uma mãe velando um filho policial morto. A chamada "farra dos guardanapos", episódio do esquema criminoso do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB), foi encenada.

Componentes vestidos de pastores evangélicos, católicos e muçulmanos se juntaram contra a intolerância religiosa. Pabllo Vittar foi destaque no carro anti-LGBTfobia. No geral, a plateia comprou o discurso de indignação da escola de Nilópolis, na Baixada Fluminense, que encerrou sua passagem com a simulação de uma passeata popular, seguida pelo público saído de frisas e camarotes.

Veja o resultado final da apuração:

1º Beija-Flor de - 269,6

2º Paraíso do Tuiuti -  269,5

3º Salgueiro - 269,5

4º Portela - 269,4

5º Mangueira - 269,3

6º Mocidade - 269,3

7º Unidos da Tijuca - 269,1

8º Imperatriz  - 268,8

9º Vila Isabel - 268,1

10º União da Ilha - 267,3

11º São Clemente - 266,9

12º Grande Rio - 266,8

13º Império Serrano - 265,6


Agência Estado

EMGE

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