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15/04/2018 | domtotal.com

Desnutrição atinge nível emergencial em crianças rohingyas refugiadas

Um total de 269 crianças com entre seis meses e cinco anos foram examinadas no campo de refugiados de Kutupalong em outubro de 2017.

Mãe dá banho em seu filho no campo de refugiados de Kutupalong.
Mãe dá banho em seu filho no campo de refugiados de Kutupalong. (AFP)

A desnutrição e a anemia superam amplamente os níveis de emergência estabelecidos internacionalmente entre as crianças rohingyas nos campos de refugiados em Bangladesh, alertaram nesta terça-feira pesquisadores americanos.

Um total de 269 crianças com entre seis meses e cinco anos foram examinadas no campo de refugiados de Kutupalong em outubro de 2017, explicaram os pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Cerca de 700 mil rohinyas, uma minoria muçulmana apátrida, fugiram de Mianmar para Bangladesh para escapar de uma ofensiva militar conduzida desde agosto. A violência deixou um rastro de vilarejos incendiados, com denúncias de assassinatos e estupros por soldados e milícias budistas.

As autoridades birmanesas negam veementemente as acusações da ONU e dos Estados Unidos de limpeza étnica contra os rohingyas.

O trabalho dos pesquisadores americanos mostra que 24% das crianças sofriam desnutrição aguda, o que as expunha a um maior risco de adoecimento, fome e até morte.

A desnutrição crônica foi observada em 43% das crianças e 48% tinham anemia severa ou baixos níveis de ferro.

Os níveis de emergência global - ponto onde a situação é considerada um problema de saúde pública - para a desnutrição aguda foram superados em 15% e para a anemia em 40%, de acordo com os pesquisadores.

"A alta prevalência de anemia e escassa diversidade alimentar ressaltam a necessidade de fornecer rações familiares mais diversificadas, expandir a distribuição de alimentos fortificados complementares e apoiar a amamentação prolongada", aponta o estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA).

Os pesquisadores alertaram que seu estudo se limitava a um único campo de refugiados.

"Uma amostra pequena foi usada para fornecer resultados rápidos no contexto de uma emergência, os resultados nutricionais podem diferir em outros campos de refugiados", explica o relatório.


AFP

EMGE

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