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Meio Ambiente

13/06/2018 | domtotal.com

Erupções e chuvas complicam resgate de vítimas de vulcão na Guatemala

Um deslizamento arrastou material vulcânico e pedras que encheram parte da estrada que atravessa a 'zona zero', impedindo que brigadas de socorristas regressem ao local da tragédia.

Uma freira segura a mão de um dos socorristas que procuram desaparecidos pela erupção do Vulcão de Fogo, em San Miguel Los Lotes.
Uma freira segura a mão de um dos socorristas que procuram desaparecidos pela erupção do Vulcão de Fogo, em San Miguel Los Lotes. (AFP)

As autoridades guatemaltecas suspenderam os resgates em San Miguel Los Lotes depois que o Vulcão de Fogo intensificou sua atividade e fortes chuvas provocaram deslizamentos de terra, mas os moradores seguem empenhados em encontrar seus familiares desaparecidos.

Um deslizamento provocado pelas chuvas de segunda-feira à tarde arrastou material vulcânico e pedras que encheram parte da estrada que atravessa a "zona zero", o que impede que brigadas de socorristas regressem ao local da tragédia.

Um pequeno grupo de moradores entrava na área devastada, apesar das advertências constantes, com a intenção de seguir cavando para encontrar rastros de algum familiar vítima desta tragédia, que deixou 110 mortos e 197 desaparecidos, nove dias depois de San Miguel Los Lotes ser sepultado pelo material expelido pelo vulcão.

Os moradores utilizaram maquinaria pesada emprestada por empresas privadas para remover a areia que permanece a altas temperaturas e encontraram os restos de uma pessoa.

"Foram verificadas as condições depois da descida de lahares e, se for possível, a busca no setor" por socorristas, explicou a jornalistas David de León, porta-voz da Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres (Conred), encarregado da Defesa Civil.

O instituto estatal encarregado de controlar a atividade do vulcão emitiu um relatório às 7h locais (10h em Brasília) dessa terça-feira, no qual informava da "descida de fluxos piroclásticos" e uma "cortina de cinzas" de até 6.000 metros de altura.

A entidade científica advertiu que a intensa atividade vulcânica pode se prolongar nas próximas horas e dias, de modo que recomenda à Conred "tomar as precauções necessárias e estabelecer o nível de alerta que considere necessário".

O organismo de Defesa Civil enfrenta duras críticas por não ter ordenado os moradores dessa zona abandonarem suas casas, segundo a versão de alguns sobreviventes. A Procuradoria informou que abriu uma investigação penal para determinar se houve negligência na gestão da tragédia.

O policial Donaldo Chután, de 45 anos, morreu na segunda-feira arrastado pela cheia de um rio, provocada pelas intensas chuvas na zona, entre as aldeias de Chuchú, Guadalupe e El Zapote.

No veículo da Polícia Nacional Civil viajavam também três moradores e outros dois agentes que realizavam trabalhos de ajuda humanitária em povoados que ficaram incomunicáveis pela erupção do vulcão há nove dias na vertente sudoeste do colosso.

A busca dos desaparecidos tem sido intermitente desde 3 de junho, o dia da catástrofe, pelo desprendimento de material vulcânico devido a uma fissura na cratera do vulcão.


AFP

EMGE

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