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15/06/2018 | domtotal.com

Palestras destacam possibilidades da inovação na área jurídica

Debates integraram o I Congresso de Tecnologias Aplicadas ao Direito, realizado pela Dom Helder em parceria com o RECAJ-UFMG.

I Congresso de Tecnologias Aplicadas ao Direito foi realizado pela Dom Helder Escola de Direito e  RECAJ-UFMG.
I Congresso de Tecnologias Aplicadas ao Direito foi realizado pela Dom Helder Escola de Direito e RECAJ-UFMG. Foto (Gilmar Pereira/ Dom Total)
Presença feminina foi destaque no debate científico do congresso.
Presença feminina foi destaque no debate científico do congresso. Foto (Gilmar Pereira/ Dom Total)
Professora Adriana Goulart Orsini, coordenadora do RECAJ e Desembargadora Federal do Trabalho do TRT 3ª Região, compôs a mesa de trabalhos no segundo dia do congresso.
Professora Adriana Goulart Orsini, coordenadora do RECAJ e Desembargadora Federal do Trabalho do TRT 3ª Região, compôs a mesa de trabalhos no segundo dia do congresso. Foto (Gilmar Pereira/ Dom Total)
Professora Christiane Costa Assis mediou o segundo painel do congresso.
Professora Christiane Costa Assis mediou o segundo painel do congresso. Foto (Gilmar Pereira/ Dom Total)
Christiane Costa Assis é professora de metodologia de Pesquisa e Teoria Geral do Estado e Ciência Política.
Christiane Costa Assis é professora de metodologia de Pesquisa e Teoria Geral do Estado e Ciência Política. Foto (Gilmar Pereira/ Dom Total)
Fábio Veras de Souza foi um dos debatedores do segundo painel do congresso.
Fábio Veras de Souza foi um dos debatedores do segundo painel do congresso. Foto (Gilmar Pereira/ Dom Total)
Fábio Veras é professore Direito e Tecnologia e coordena o FIEMGLab/Escola Superior Dom Helder Câmara.
Fábio Veras é professore Direito e Tecnologia e coordena o FIEMGLab/Escola Superior Dom Helder Câmara. Foto (Gilmar Pereira/ Dom Total)
Debatendo no segundo painel, a professora Luíza Couto Chaves Brandão.
Debatendo no segundo painel, a professora Luíza Couto Chaves Brandão. Foto (Gilmar Pereira/ Dom Total)
Luíza Couto Chaves Brandão é Fundadora, Diretora e Pesquisadora do Instituto de Referência em Internet e Sociedade.
Luíza Couto Chaves Brandão é Fundadora, Diretora e Pesquisadora do Instituto de Referência em Internet e Sociedade. Foto (Gilmar Pereira/ Dom Total)
Tema do segundo painel do congresso é
Tema do segundo painel do congresso é "Startups Jurídicas e Inovação". Foto (Gilmar Pereira/ Dom Total)
Dom Helder Escola de Direito e  RECAJ-UFMG promoveram I Congresso de Tecnologias Aplicadas ao Direito foi realizado pela .
Dom Helder Escola de Direito e RECAJ-UFMG promoveram I Congresso de Tecnologias Aplicadas ao Direito foi realizado pela . Foto (Gilmar Pereira/ Dom Total)

Por Patrícia Azevedo
Repórter Dom Total

Existem muitas oportunidades para o futuro profissional do Direito ligadas à inovação e ao empreendedorismo. A avaliação é do especialista Fábio Veras, professor da Dom Helder e gestor do programa FIEMGlab, que ministrou palestra na manhã desta sexta-feira (15) durante o I Congresso de Tecnologias Aplicadas ao Direito. “É uma área que ainda tem um espaço incrível. Os setores muito tradicionais, como a Saúde e o Direito, que são conservadores por processos de segurança e antiguidade, eles demoram mais a se integrar com as mudanças. Então existem muitas oportunidades”, afirmou Veras.

Este cenário, no entanto, demanda agilidade e empenho por parte dos profissionais. De acordo com o professor, o ciclo de transformações tecnológicas está cada vez mais curto e acelerado. “Se vocês não aprenderem a se atualizar com mais rapidez, serão profissionais com dificuldade para acessar o mercado e mesmo compreender como a tecnologia está impactando a doutrina e o mundo da vida, que é onde as pessoas circulam e tomam a decisão de contratar um advogado, por exemplo”, apontou.

Fábio Veras destacou ainda a satisfação em integrar o time de palestrantes do I Congresso. “A Dom Helder mais uma vez sai na frente, tendo essa percepção de que a transformação digital está impactando todos os setores, da Educação ao Direito. Ela se atualiza não só com equipamentos tecnológicos incríveis, mas promovendo este debate de altíssimo nível junto com a UFMG”, ressaltou o professor.

O evento contou ainda com a participação da pesquisadora Luíza Couto Chaves Brandão, fundadora e diretora do Instituto de Referência em Internet e Sociedade (IRIS) e mestranda em Direito pela UFMG. Antes de realizar sua palestra, Luíza conversou com a equipe do portal Dom Total. Veja abaixo os principais pontos:

Inovação x Direito

“A nova realidade social instiga, faz o Direito a buscar a inovação, apesar da resistência. O Direito é tradicionalmente visto como uma ferramenta de manutenção, e a realidade social implica ou provoca o Direito a utilizar novas tecnologias”.

Cenário atual

“No Brasil, a inovação e o empreendedorismo ainda podem avançar bastante. No exterior, se a gente for pensar principalmente nos Estados Unidos [as universidades de Stanford, o próprio MIT] já existem muitas iniciativas com a aplicação de tecnologia ao Direito. Aqui este movimento ainda precisa se fortalecer, mas já existem iniciativas, que são inclusive bem relevantes. Há plataformas que colocam juntos diversos atores, como advogados, pessoas que precisam de ajuda jurídica, e outros sistemas de automatização de documentos, que também já estão difundidos nos escritórios, além de mecanismos de tomada de decisão que têm sido implementados pelos próprios tribunais”.  

IRIS

“É um instituto independente, de cunho científico e acadêmico, sem fins lucrativos. Inclusive a minha primeira observação na palestra será: ‘o IRIS não é uma startup jurídica’. A nossa proposta é a trazer os debates sobre internet, tecnologia e inovação para a sociedade. Há uma produção acadêmica de papers e relatórios, participamos de alguns litígios estratégicos e temos também uma parte mais acessível, por meio de canais como o Youtube, que têm um tipo de informação mais fácil de ser difundida. Hoje são nossos principais parceiros são o Google e o Facebook, por meio de programas de financiamento dessas instituições, que acreditam no nosso projeto, especificamente nos estudos de Direito Internacional sobre a internet e seu impacto nas relações de Estado, de poder, entre outras”.

Universidades

“É muito importante, urgente e necessário trazer para as universidades, para a formação jurídica, essa base tecnológica, para que o Direito rompa esse isolamento tão tradicional da sociedade. Então trazer iniciativas de empreendedorismo, ou mesmo uma técnica em programação, é um diferencial muito importante”.

Novas portas

“Existe uma preocupação sobre a tecnologia, de que as iniciativas como as startups iriam substituir o exercício tradicional do Direito e de outras profissões. Não acredito que seja o caso. Toda vez que uma porta se fecha, outra se abre. Então o que precisamos fazer é nos preparamos melhor com essas iniciativas, principalmente na formação das novas gerações de profissionais para essas novas portas que vão se abrir”.

Grupos de Trabalho

O I Congresso de Tecnologias Aplicadas ao Direito prossegue na tarde desta sexta-feira (15), com a realização de oito Grupos de Trabalho. São eles:

GT 9 – DIREITOS HUMANOS, GÊNERO E DIVERSIDADE NA ERA TECNOLÓGICA

GT 10 – PENAL, PROCESSO PENAL, CRIMINOLOGIA E NOVAS TECNOLOGIAS

GT 11 – TECNOLOGIAS APLICADAS AO DIREITO AMBIENTAL E SOCIOAMBIENTALISMO

GT 12 – DIREITO, EDUCAÇÃO E METODOLOGIAS TECNOLÓGICAS DO CONHECIMENTO

GT 13 – TECNOLOGIAS APLICADAS AOS DIREITOS DA CRIANÇA, ADOLESCENTE, IDOSO E ACESSIBILIDADE

GT 14 – TECNOLOGIAS E AS RELAÇÕES DE CONSUMO

GT 15 – DEMOCRACIA, ELEIÇÕES E TECNOLOGIA

GT 16 – TECNOLOGIA, EMPRESA E TRIBUTAÇÃO


Redação Dom Total

EMGE

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