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Esporte Copa 2018

23/06/2018 | domtotal.com

Neymar tira talharim e volta com miojo na cabeça

Seleção de novo prejudicada pelo árbitro de vídeo. VAR à pqp.

Ainda deu tempo para 2 a 0, com Neymar, que errou ao tirar o talharim-capilar e voltar com o cabelo-miojo.
Ainda deu tempo para 2 a 0, com Neymar, que errou ao tirar o talharim-capilar e voltar com o cabelo-miojo. Foto (Reprodução)
Ainda deu tempo para 2 a 0, com Neymar, que errou ao tirar o talharim-capilar e voltar com o cabelo-miojo.
Ainda deu tempo para 2 a 0, com Neymar, que errou ao tirar o talharim-capilar e voltar com o cabelo-miojo. Foto (Reprodução)
Ainda deu tempo para 2 a 0, com Neymar, que errou ao tirar o talharim-capilar e voltar com o cabelo-miojo.
Ainda deu tempo para 2 a 0, com Neymar, que errou ao tirar o talharim-capilar e voltar com o cabelo-miojo. Foto (Reprodução)
Ainda deu tempo para 2 a 0, com Neymar, que errou ao tirar o talharim-capilar e voltar com o cabelo-miojo.
Ainda deu tempo para 2 a 0, com Neymar, que errou ao tirar o talharim-capilar e voltar com o cabelo-miojo. Foto (Reprodução)

Por Marcos Caldeira*

Brasil, 2; Costa Rica, 0. Os canarinhos (hoje de azul) nada fizeram até os 25 minutos, depois melhoraram, mas a única boa chance de gol no primeiro tempo foi do adversário. No segundo só deu Brasil. Bola na trave, passando perto, pressão, mas nada de abrir o placar. Quarenta e cinco minutos, zero a zero. Empate nos dois jogos, pensava eu, já agarrando-me à história para manter o otimismo. “A Itália, na copa de 1982, empatou as três partidas da primeira fase, contra Polônia, Peru e Camarões, se classificou no sufoco e foi campeã”, eu soliloquiava, sozinho na sala. Aos 46, pimba, lá dentro, saco, barbante, véu da noiva, caixa, caçapa e – a metáfora de que mais gosto – “tá no filó”, como dizia o narrador da minha infância, finado Fernando Sasso. Ainda deu tempo para 2 a 0, com Neymar, que errou ao tirar o talharim-capilar e voltar com o cabelo-miojo. O primeiro corte caiu-lhe bem melhor, é muito mais massa. Acho bom a seleção passar dificuldade, imagino que possa acabar com o oba-oba e aumentar a concentração. Ademais, estou acostumado com sofrimento – sou atleticano. Eu acredito.

VAR à PQP

Pênalti. Com toda a certeza deste mundo, pênalti. De novo: pênalti. Repetindo: pênalti. Mais uma: pênalti. Agora é a última: pênalti. Mentira, há mais uma: pênalti. Neymar driblou a pessoa lá da Costa Rica e ia mandar um petardo para fazer 1 a 0, a uns cinco metros do goleiro Navas, mas foi barrado faltosamente.

Pênalti, como assinalou, no quente do lance, o árbitro de campo, mas acatou a sugestão do olho eletrônico e desmarcou a falta máxima. Corrigiu um acerto com um erro. O árbitro de vídeo prejudicou o Brasil nos dois jogos. VAR à puta que o pariu.

Marcelo, onde está você?

O futebol do ótimo globetrotter Marcelo, que joga demais no Real Madrid, ainda não apareceu. Estará escondido no cabelo?

Ronaldo comentarista, o conselheiro Acácio

Ronaldo – aquele que disse que passou fome no Cruzeiro, ou seja, cuspiu no prato em que não comeu – é sofrível como comentarista de futebol, mas a TV Globo não quer comentarista de futebol, quer audiência. Opina receoso, abafado, inseguro como quem tem certeza – e aí ele acerta – que nada tem a acrescentar naquele mister para o qual foi escalado. Sua conversa é sem cor e sabor. Fala sempre com medo, e o que ele fala? Anotei frases de hoje: “O povo brasileiro é muito criativo”; “os cavalinhos do Fantástico ficaram muito famosos”; “independente de camisa amarela ou azul, o Brasil tem de jogar bem e ganhar bem esse jogo”; “não há mais seleção boba no futebol”; “cada entrada dura que um jogador recebe é uma dor”; “o Real Madrid sempre busca os melhores jogadores para comprar”; “o jogo é para se conseguir uma vitória, é Copa do Mundo”. O eciano Conselheiro Acácio perde. Obrigado, Ronaldo, pelo que fez em campo.

Matéria-prima para os fazedores de piadas infames

A Costa Rica tem um jogador chamado Calvo, que não é o que o nome dele diz. Avante, Fernanda Gentil e Tadeu Schmidt. A TV Globo, logo após o jogo de hoje, mostrou um cavalinho com dinheiro na cacunda para evocar a Costa Rica. Nossa senhora!!! Fiquei imaginando eles – sala fechada, várias pessoas pensando, aquela tecnologia toda – criando essa piada.

A Holanda hein, como está mal!

O comunicador Mário Menezes disse hoje na rádio Itabira – programa Viver Itabira, exatamente às 13h29 – que a Holanda não está jogando nada na copa. Concordo com ele, está certíssimo, grande verdade, a Holanda não está jogando nada na copa mesmo. Aliás, a Holanda nem está na copa.

Complexo Lulu-da-Pomerânia

Nigéria, 2; Islândia, 0. Traí a Islândia, para quem vinha torcendo porque só tem 320 mil habitantes e cismei que esse dado a faz representar o interior. Optei pela vitória da Nigéria para aumentar a chance da Argentina, o que foi confirmado com dois gols bonitos. Só um jogador da Islândia, incluindo os reservas, não tem nome terminado em son, Frederik Schram. Com essa informação, tentei despistar o leitor, mas já o ouço pedindo explicações. Sim, sim, torço para a Argentina se classificar, apesar de um dado interessante: o Brasil venceu as três copas em que o país de Maradona caiu fora na primeira fase - 1958, 1962 e 2002. Essa tal rivalidade futebolística entre Brasil e Argentina é velhaco estratagema dos hermanos: criar antagonismo com a maior de seleção de todos os tempos para fazer de conta que é do mesmo tamanho, ou pouco menor. Nananinanão, não é de jeito nenhum!!! Sobre clubes, até aceito discutir, há o Boca Juniors e o Independiente, campeoníssimos da Copa Libertadores e tal e tais, mas, se o assunto é seleção, não tem papo, a superioridade do Brasil acha fácil amparo na história. Os argentinos, com duas copas, precisam ganhar mais três para ter direito de sentar à nossa mesa e puxar papo conosco. Emulação desesperada do outro lado, tanto é assim que frequentemente se vê brasileiro com camisa da Argentina, mas jamais argentino com camisa do Brasil. Somos tão maiores que vestimos a camisa deles. O Brasil, diante da Argentina, tem todo direito de sentir complexo de lulu-da-pomerânia.

Amarelo Raul Plasmann e preto Yasshin

Suíça, com goleiro vestindo preto-Yashin, 1; Sérvia, com goleiro trajando amarelo-Raul- Plassmann, 1. Nada conta a Sérvia, mas torci para a Suíça porque tenho um amigo itabirano (Antônio Ramos, Pité) morando lá, num lugar bacaníssimo chamado Vufflens-le-Château. Brasil e Suíça passarão.

Ainda bem que não apareceram os patrulheiros

Neymar aplicou num adversário hoje, no final da partida, um chapéu de lambreta, drible lindo e desmoralizante. Ainda bem que não foi censurado pelos patrulheiros do politicamente correto. “Isso é molecagem, é desnecessário, é querer humilhar o companheiro de profissão, todo mundo é pai de família”, costumam blablablar. Drible genial é arte. Arte do movimento, é Fred Astaire, é Dançando na Chuva, é Baryshnikov, é Michael Jackson deslizando no Moonwalker, é Ana Botafogo, é Garrincha, é mestre-sala na Marquês de Sapucaí...

*Marcos Caldeira é Diretor de Redação do jornal O Trem Itabirano, de Itabira, Minas Gerais.

EMGE

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