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11/07/2018 | domtotal.com

Mineiros chilenos pedem que meninos tailandeses tenham cuidado com fama repentina


Mineiro chileno Luis Urzua, em imagem de 13 de outubro de 2011.
Mineiro chileno Luis Urzua, em imagem de 13 de outubro de 2011. (Ivan Alvarado/ Reuters)

Por Aislinn Laing

Enquanto o mundo assistia ao resgate de 12 meninos tailandeses e seu técnico de futebol das profundezas de uma caverna inundada, do outro lado do planeta um grupo de mineiros chilenos acompanhava o drama ansiosamente.

Os 33 ex-mineiros foram o foco da mídia internacional há oito anos, quando foram resgatados após passarem 69 dias presos debaixo da terra na mina San José, no norte do Chile.

Desde o resgate comandado por autoridades chilenas e especialistas internacionais, muitos dos mineiros passaram por crises de relacionamento, problemas psicológicos, dificuldades financeiras e desemprego, disseram membros do grupo.

O ex-contramestre dos mineiros, Luis Urzúa, pediu que as crianças resgatadas permaneçam próximas de suas famílias e não se deixem levar por ofertas financeiras. Os últimos meninos foram resgatados na terça-feira, e todos os 12 estão internados para realização de exames.

Urzúa descreveu sua própria experiência de ser levado a superfície encontrando os holofotes da mídia, advogados oferecendo contratos de direitos autorais e políticos ansiosos para tirar proveito da situação.

"Eles e suas famílias não terão a capacidade de lidar com esse tipo de coisa. Nós não conseguimos lidar e éramos adultos", disse Urzúa, agora com 62 anos, que foi responsável por manter seus colegas unidos debaixo da terra.

Urzúa elogiou o cuidado das autoridades tailandesas na abordagem da situação. Os oficiais não identificaram os meninos, que têm entre 11 e 16 anos, e os então mantendo em quarentena no hospital devido ao risco de infecções.

"Isso é importante para que essas crianças possam se reintegrar aos poucos em seus antigos ambientes, porque elas estarão muito traumatizadas e vulneráveis", disse Urzúa à Reuters na terça-feira.

Ele disse que rezou todos os dias pelos meninos junto com sua família e pediu que eles contem suas histórias apenas quando estiverem prontos.

"Espero que um dia, em alguns anos, eles sejam capazes de contar sua história porque, como a nossa, é uma história de fé e esperança", disse.


Reuters

EMGE

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