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Economia

09/08/2018 | domtotal.com

Vendas em livrarias e mercados têm semestre de crescimento

O acumulado deste ano mostra um crescimento de 5,2% em volume e quase 10% em faturamento em comparação ao mesmo período de 2017.

Os números positivos chegam no momento mais agudo da recente crise do setor com as livrarias, que têm enfrentado problemas com pagamentos para as editoras.
Os números positivos chegam no momento mais agudo da recente crise do setor com as livrarias, que têm enfrentado problemas com pagamentos para as editoras. (Ronaldo Silva/Estadão Conteúdo)

O varejo do mercado editorial brasileiro manteve o crescimento de 2017 no primeiro semestre de 2018. O acumulado deste ano mostra um crescimento de 5,2% em volume e quase 10% em faturamento em comparação ao mesmo período de 2017. Os números são do Painel das Vendas de Livros no Brasil, do Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel) e da Nielsen BookScan, que apura as vendas das principais livrarias e supermercados no país.

Os números positivos chegam no momento mais agudo da recente crise do setor com as livrarias, especialmente Saraiva e Cultura que têm enfrentado problemas com pagamentos para as editoras.

Segundo o gestor de Bookscan da Nielsen Brasil, Ismael Borges, uma questão é a crise macroeconômica, outra é a crise interna do setor livreiro. "A crise interna não faz com que as vendas caiam as quedas são frutos do ambiente macroeconômico", explica, se referindo especialmente à greve dos caminhoneiros em maio, e à Copa do Mundo, em junho.

"Editoras e distribuidoras podem cortar o fornecimento de livros para algumas livrarias, mas esse livro pode ser vendido por outra loja ou outro canal. O consumidor sempre terá oferta diante de si", afirma ainda Borges. "O que acontece é um desalinhamento, e isso atrapalha o jogo como um todo."

De acordo com o Snel, o resultado positivo é explicado pelo bom desempenho identificado nos cincos primeiros períodos da pesquisa deste ano, que apontavam para um crescimento no faturamento na casa dos dois dígitos. A sequência positiva foi interrompida pela crise nos transportes, que afetou a performance das vendas no 6º período, e pela Copa do Mundo e férias escolares, que influenciaram o resultado do 7.º período, o mais recente da pesquisa.

Esse período (18/6 a 15/7/2018) teve o pior desempenho do ano do setor, com queda de -9,2% nas vendas em volume e de -3,1% em faturamento, comparado ao mesmo intervalo no ano passado.

Para o presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Marcos da Veiga Pereira, a crise das principais redes de livrarias no Brasil tem feito o mercado se adequar, com a diminuição do número de lançamentos. "Precisamos continuar a trabalhar na valorização do livro para reverter esse quadro a médio prazo", afirma, em nota.


Agência Estado

EMGE

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