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14/09/2018 | domtotal.com

Fim do interstício

Aprendi de mim muito, aprendi muito de outros, com situações jamais imaginadas.

56 anos num átimo de tempo, patrimônio de vida formado em poesia, em sentido amoroso, generoso, em comunhão com outros.
56 anos num átimo de tempo, patrimônio de vida formado em poesia, em sentido amoroso, generoso, em comunhão com outros. (Reprodução)

Por Eleonora Santa Rosa*

Dia 15 de setembro do ano da graça de 2018, dia do natalício e de celebrar abertura de exposição de fé renovada na profissão, no caminho escolhido, na crença da arte e da cultura como diapasão da vida que vale a pena ser vivida.

Compromisso estendido para mais muitas jornadas em esperança de mudança de rumo que se avizinha, da construção de futuro decente, em dignidade e ética de conduta, em sintonia com valores humanos de inclusão, distribuição, educação e cultura para todos.

Pessoalmente, ciclo que encerra passado de duras provas de resistência e sobrevivência de mais de década, superação de persecução engendrada por seres que por razão maior, a vida, o destino, ou que mais seja, impuseram em desafio constante de capacidade de entendimento e superação, afiando o espírito para desafios outros.

56 anos em outras águas, MAR transmutando vida montanhosa em paisagem (re)descoberta de outros ângulos, cotidiano reinventado em nova rotina de mim, em garimpo de extração de pedraria distinta da terra das minas.

Aprendi de mim muito, aprendi muito de outros, com situações jamais imaginadas, em meio à dizimação de plantação de anos, de labuta de décadas, de patrimônio nominal formado tão-somente por trabalho árduo, sem padrinho, sem ‘pai’, só com o nome.

Manter-se íntegra e ter paciência até a chegada da boa nova, há muito esperada, em gozo de sanidade e inteireza de ser.  Fim de caso, fim de jornada angustiada, fim de passado sobrepassado.

Delícia o agora sentir o sopro diário da brisa que muda o vento, em clima ameno, trazendo esperança e “pequenas” felicidades. Encantos de alegrias aprendidas em situações cotidianas (a)d(i)versas longe do conforto de rotina conhecida.

56 anos num átimo de tempo, patrimônio de vida formado em poesia, em sentido amoroso, generoso, em comunhão com outros. Íntimo louvado desejo de despejo do passado, de presente que desafie o aprendido e de futuro em companhia de quem chegar em sintonia de afeto e harmonia, para repartição de fruto de amor maduro:

dos meus cabelos

a asa (arco)

os anos (íris)

(castanhos)

embranquecerão:

o coração não

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Poema de Haroldo de Campos - Opúsculo Goetheano 2 – Educação dos Cinco Sentidos.

EMGE

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