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23/09/2018 | domtotal.com

Fundação Clóvis Salgado apresenta 4º palco de encontro vozes femininas

Em apresentação inédita, cantoras e instrumentistas celebram o brado feminino na música brasileira.

A Fundação Clóvis Salgado realiza o Palco de Encontro, programa que celebra o trabalho de artistas mineiros e valoriza a música produzida no estado. Neste ano, o destaque é a produção musical feminina, com uma apresentação organizada e apresentada por mulheres. Para compor essa edição especial, sobe ao palco a banda mineira DOLORES 602 – composta por Débora Ventura(voz, violão, guitarra), Camila Menezes (baixo, ukulele, voz, charango e viola caipira), Isabella Figueira (bateria, gaita, escaleta) eTáskia Ferraz (guitarra, vocais) – que recebe em grande estilo as convidadas Aline Calixto, Marina Machado, Josi Lopes, Tamara Franklin, Bia Ferreira e Bia Nogueira (que assina a direção cênica do show).

As integrantes da banda também dividem o palco com a percussionista Analu Braga, a multi-instrumentista Verônica Zanella e a violoncelista Vanilce Peixoto. Nos bastidores do show, na parte técnica, também está presente uma equipe feminina. Flávia Mafra, que já trabalhou com a banda Dolores 602, será responsável pela iluminação do show – espaço muito importante e representativo, por se tratar de um ambiente majoritariamente masculino. “Com esse show, queremos transmitir que o mundo é de todos nós. É para ser compartilhado, sentido e vivido com harmonia, sem exclusões”, comenta a cantora Camila Menezes.

Representatividade importa – Se apresentando pela primeira vez no Grande Teatro, a banda Dolores 602 convidou as cantoras e instrumentistas em um processo horizontal e conjunto com a Fundação Clóvis Salgado. Segundo Camila Menezes, o grupo ficou muito feliz com o resultado. “São artistas que admiramos muito, com estilos diferentes e que trazem muita personalidade no som e no discurso. Além disso, estamos muito honradas e empolgadas com o convite para uma apresentação no Grande Teatro. É uma grande realização estrear nesse palco ao lado de tantas artistas maravilhosas”, conta Camila.

 Ao falar sobre a experiência de fazer parte de um evento totalmente produzido por mulheres, Camila afirma a importância da apresentação. “Somos uma banda formada só por mulheres e herdamos um acúmulo histórico de engajamento político de nossas antepassadas, que lutaram pela mudança social que queremos. Colocar no principal palco de Minas Gerais um show produzido por mulheres é parte dessa história que estamos construindo e um marco para todas nós”.

A apresentação também conta com mais uma novidade para o público: as quatro mineiras convidaram três outras instrumentistas para subirem ao palco com elas. “Essa união nos possibilita experimentar novos arranjos e sonoridades. Estaremos muito bem acompanhadas por musicistas que atuam em diferentes projetos na capital”, conta Camila. As cantoras convidadas, com importantes trajetórias e que contemplam uma diversidade de estilos, do samba ao hip-hop, do rock à MPB, também tem muito a dizer reunidas em um só palco.

A cantora e compositora Marina Machado em seus 25 anos de carreira já se apresentou inúmeras vezes no Grande Teatro e diz se sentir em casa. “Lancei cada um de meus discos no Palácio das Artes, além de ter feito shows com Milton Nascimento, Hermeto Pascoal, Caetano Veloso e outros grandes nomes da música brasileira. O Grande Teatro faz parte da nossa história”, conta a cantora.

Machado fez parte da primeira edição do programa Palco de Encontro, em 2015, e volta com alegria para compor um show somente com mulheres. “Tenho dado grande importância a eventos assim. Aprendo com mulheres mais novas a importância de nos posicionarmos firmemente, de permanecermos unidas diante de tanto preconceito e discriminação. Quero cada vez mais participar desses shows, que fortalecem o poder das mulheres – as matrizes do mundo”, destaca a cantora, que já se apresentou com a banda Dolores 602 e diz ser muito fã das demais convidadas.

Já a multi-instrumentista Verônica Zanella, se apresenta pela primeira vez no Grande Teatro. “É uma experiência única e a realização de um sonho. Já me apresentei no Palácio duas vezes, mas nunca neste palco, e com uma formação tão especial. Estou muito feliz em poder tocar com mulheres que tanto admiro”, conta a artista, que participa de duas bandas formadas apenas por mulheres.

Além de ressaltar o valor do evento como ambiente de troca de experiências, Zanella destaca a importância do convite feito não só para cantoras, mas para mulheres instrumentistas. “É de extrema importância o espaço dado para as mulheres que tocam instrumentos, quebrando o conceito de que a música é apenas um destaque para cantoras. Um evento como esse, com essas particularidades – formação, organização e produção feita por mulheres – fortifica o nosso trabalho e nossas lutas. Estou representando e sendo representada por cada uma das participantes”, comemora.

Sobre as convidadas:

DOLORES 602

Composta pelas mineiras Débora Ventura (voz, violão e guitarra), Camila Menezes (baixo, ukulele e voz), Isabella Figueira (bateria, gaita e escaleta) e Táskia Ferraz (guitarra e vocais). Em 2014, lançaram o primeiro EP “Dolores 602” e em 2018 o álbum “Cartografia”, que as levaram a circular por diversos palcos e festivais de música independente pelo Brasil. As composições da banda já receberam oito premiações em festivais de canção.

Tamara Franklin

Cantora, compositora, pesquisadora da cultura popular/afro-brasileira e MC. Fundou o grupo Ideologia Feminista H2S2 (Hip Hop Sobre o Salto) e foi a primeira mulher mineira a cantar no Festival HÚTUS (2009). Em 2014, lançou o primeiro videoclipe, que deu origem no ano seguinte ao CD de mesmo nome, Anônima. Compôs e dirigiu o projeto de artistas negros de Minas Gerais – “Nós Temos Um Sonho”, junto com Vander Lee, Sergio Pererê e Maurício Tizumba.

Josi Lopes

Atriz, percussionista, cantora e compositora que traz em seu trabalho cênico e musical as fortes referências de sua ancestralidade, em um hibridismo de música étnica. Começou a trajetória nos batuques do Tambor Mineiro em 2008. Se destacou como atriz principal de grandes musicais e lançou o EP “Essência do Tambor” em 2017. Integra a banda ICONILI como vocalista e gravou a 5ª temporada do programa Cantoras do Brasil (Canal Brasil), em parceria com Anna Tréa.

Bia Nogueira

Artista cuja formação e atuação se divide entre o teatro e a música. Junto com sua companhia, o Grupo dos Dez, tem se dedicado à pesquisa estética envolvendo o teatro musical. Participou de inúmeros espetáculos musicais negros, entre eles Madame Satã, Galanga-Chico Rei, Clara Negra, Elekô: Guerreiras, entre outros. É uma das realizadoras do Sonora-Ciclo Internacional de Compositoras, do Mulheres Criando e do IMuNe (Instante da Música Negra). Seu álbum Diversa” conta com oito canções que intercalam composições próprias e releituras de compositores diversos.

Aline Calixto

Carioca que se mudou para Minas Gerais ainda criança, lançou o primeiro disco em 2009. Logo no álbum de estreia, ganhou o prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), além de concorrer ao PMB (Prêmio da Música Brasileira). Em 2014, estreou seu bloco de carnaval, Bloco da Calixto. Já dividiu palco com artistas das mais variadas gerações e realizou turnês internacionais para Austrália, França, Espanha, Portugal, Argentina e Itália. Lançou em 2015 seu terceiro trabalho, “Meu Ziriguidum”, e em 2017, seu quarto disco de carreira, “Serpente”.

Bia Ferreira

Multi-instrumentista, compositora, cantora de jazz, blues e soul. Artista do ghetto e voz no mundo negro musical, escreveu “Cota não é esmola” e “Não precisa ser Amélia”. A temática social, especialmente relacionada ao feminismo negro, torna-se uma importante característica do seu trabalho. Tocou no mesmo palco com o rapper Criolo, além de realizar parcerias com rappers nacionais como Preta Rara e Luana Hansen.

Vanilce Peixoto

Violoncelista e arranjadora, integra o duo de violoncelos Du’Orin Cello, onde dedica-se à pesquisa da música popular brasileira. Como integrante da Orquestra Opus, tocou com artistas renomados. Atuou no projeto “Orquestrando Brasil”, gravou e participou como arranjadora do segundo disco entitulado “Tão Tá”, do grupo ‘Luiza Brina e o Liquidificador’. Graduada em Licenciatura em Música pela UFMG em 2013, hoje aperfeiçoa-se no curso de bacharelado em violoncelo na mesma instituição.

Verônica Zanella

Multi-instrumentista, iniciou seus estudos na música aos 5 anos. Posteriormente, estudou violão clássico, arranjo, contrabaixo, guitarra, canto e produção musical. De 2002 a 2007 fez parte do Grupo Clave de Sol, tocando músicas folclóricas. Integrou também uma Banda Católica, realizando diversos shows em Minas Gerais. Atualmente, trabalha com as “cantautoras” Maíra Baldaia e Nath Rodrigues. Acompanhando Maíra, fez três turnês em Portugal.

Marina Machado

Cantora e compositora, participou do álbum de Milton Nascimento "Pietá”, e por cerca de três anos participou da turnê mundial do cantor. Foi a primeira cantora a ser lançada pelo selo de Nascimento, com seu CD “Tempo Quente” (2008). Antes disso, Marina gravou dois álbuns solo e assinou três parcerias fonográficas com o compositor Flávio Henrique. Produziu um álbum experimental com a cantora Regina Souza e a fotógrafa Márcia Charnizon. Criou a Companhia Burlantins, uma parceria com Regina Souza e Maurício Tizumba. Participou de shows e CDs com orquestras e fez parcerias com vários compositores renomados. Atualmente, circula com o musical Mari & Celi estão na Cidade!, em parceria com a cantora Celinha Braga.

Analu Braga

Regente e instrumentista, fez oficinas relacionadas à cultura brasileira com diversos mestres da cultura popular. Como integrante do grupo Sarandeiros, participou de diversos festivais de danças folclóricas, tocando em países como Canadá, Espanha, Itália, Bulgária, Peru, Cuba e Argentina. Formou-se no curso de Licenciatura em Educação Musical e ministra aulas e oficinas como arte-educadora, além de puxar a bateria de alguns blocos de carnaval.

4º PALCO DE ENCONTRO – VOZES FEMININAS

Data: 24 de setembro (segunda-feira)

Horário: 20h30

Local: Grande Teatro do Palácio das Artes

Endereço: Av. Afonso Pena, 1537 – Centro

Entrada: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)


Fundação Clóvis Salgado

EMGE

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