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05/10/2018 | domtotal.com

Nova ética e prática jurídica são debatidas em seminário sobre Direito Ambiental

O seminário apresentou e analisou os conceitos e princípios fundamentais da Filosofia do Ambiente.

Grupo de Pesquisa e palestrantes.
Grupo de Pesquisa e palestrantes. Foto (Cássia Maia/ Dom Total)
Os professores palestrantes Marcelo Rocha (Dom Helder), Edson Siqueira Jr. (FADILESTE), Émilien Reis (Dom Helder), Vinícius Thibau (Dom Helder) e Vânia Carvalho (UNIFAMINAS).
Os professores palestrantes Marcelo Rocha (Dom Helder), Edson Siqueira Jr. (FADILESTE), Émilien Reis (Dom Helder), Vinícius Thibau (Dom Helder) e Vânia Carvalho (UNIFAMINAS). Foto (Cássia Maia/ Dom Total)
O seminário apresentou e analisou os conceitos e princípios fundamentais da Filosofia do Ambiente.
O seminário apresentou e analisou os conceitos e princípios fundamentais da Filosofia do Ambiente. Foto (Cássia Maia/ Dom Total)
O coordenador do Grupo de Pesquisa
O coordenador do Grupo de Pesquisa "Por uma Justiça Ambiental" Prof. Émilien Reis. Foto (Cássia Maia/ Dom Total)
Os professores palestrantes Edson Siqueira Jr. (FADILESTE), Vinícius Thibau (Dom Helder), Émilien Reis (Dom Helder), Vânia Carvalho (UNIFAMINAS) e Marcelo Rocha (Dom Helder).
Os professores palestrantes Edson Siqueira Jr. (FADILESTE), Vinícius Thibau (Dom Helder), Émilien Reis (Dom Helder), Vânia Carvalho (UNIFAMINAS) e Marcelo Rocha (Dom Helder). Foto (Cássia Maia/ Dom Total)
Seminário 'Pensar uma Justiça Ambiental: contribuições filosóficas para um novo Direito Ambiental'.
Seminário 'Pensar uma Justiça Ambiental: contribuições filosóficas para um novo Direito Ambiental'. Foto (Cássia Maia/ Dom Total)
Os professores palestrantes Edson Siqueira Jr. (FADILESTE), Vinícius Thibau (Dom Helder), Émilien Reis (Dom Helder), Vânia Carvalho (UNIFAMINAS) e Marcelo Rocha (Dom Helder).
Os professores palestrantes Edson Siqueira Jr. (FADILESTE), Vinícius Thibau (Dom Helder), Émilien Reis (Dom Helder), Vânia Carvalho (UNIFAMINAS) e Marcelo Rocha (Dom Helder). Foto (Cássia Maia/ Dom Total)
Os professores palestrantes Edson Siqueira Jr. (FADILESTE), Vinícius Thibau (Dom Helder), Émilien Reis (Dom Helder), Vânia Carvalho (UNIFAMINAS) e Marcelo Rocha (Dom Helder).
Os professores palestrantes Edson Siqueira Jr. (FADILESTE), Vinícius Thibau (Dom Helder), Émilien Reis (Dom Helder), Vânia Carvalho (UNIFAMINAS) e Marcelo Rocha (Dom Helder). Foto (Cássia Maia/ Dom Total)

Por Bárbara Teixeira*

A filosofia do ambiente, além de tentar conectar o homem à natureza, se preocupa com os rumos que a industrialização está tomando, visto que a mesma sobrepõe o meio ambiente. Foi pensando nisso que grupos de iniciação científica e pesquisa da Dom Helder Escola Direito realizaram, nesta sexta-feira (5), o seminário ‘Pensar uma Justiça Ambiental: contribuições filosóficas para um novo Direito Ambiental’.

Participaram da organização do evento, além do Grupo de Pesquisa “Por uma Justiça Ambiental” (coordenado pelo professor Émilien Reis), e do Grupo de Iniciação Científica “Filosofia do Ambiente e Direito Ambiental” (orientado pelos professores Émilien Reis e Marcelo Rocha), a Pró-Reitoria de Pesquisa. Os palestrantes convidados foram Émilien Reis, Marcelo Rocha, Vinícius Thibau, Edson Siqueira Jr. (FADILESTE) e Vânia Carvalho (UNIFAMINAS).

Émilien Reis ressaltou a importância da questão ambiental dentro das instituições de ensino nos tempos atuais. “A questão ambiental é importante na sociedade porquê é uma questão de sobrevivência. Então, na academia não se trata só da prática, mas também de uma questão intelectual. E pensar em uma ética ambiental talvez seja um primeiro momento para que depois tenham-se práticas ambientais corretas”.

Conceitos

O seminário apresentou e analisou os conceitos e princípios fundamentais da Filosofia do Ambiente ao longo da história, bem como a influência que as diversas tradições culturais, religiosas e áreas do saber exercem sobre a maneira de nos relacionarmos com a natureza e o meio ambiente.

Professora da UNIFAMINAS e uma das palestrantes do seminário, Vânia Carvalho, foi orientanda de mestrado do professor Émilien Reis sobre a Filosofia do Ambiente. Em sua dissertação, abordou educação ambiental numa perspectiva da Paideia de Platão, o que gerou algumas polêmicas porque ela tentou inovar ao criar um certo hibridismo juntando filósofos que não se conversam. “Foi muito enriquecedor, tanto que hoje, dentro da pauta, que era Justiça Ambiental, a minha intenção era exatamente falar sobre a perspectiva da educação ambiental a favor da Justiça Ambiental para que se evitem as injustiças ambientais”, diz ela.

Os grupos de iniciação científica e de pesquisa da Dom Helder Câmara também desenvolveram um papel especial no seminário. Além de promoverem o debate, deixaram claro sua importância para a formação acadêmica.

“Quanto mais cedo os alunos da graduação tiverem contato com a pesquisa de qualidade, é uma possibilidade de eles virem a se tornar pesquisadores futuros no nosso país, então a iniciação científica é isso. Já o grupo de pesquisa é o lugar na instituição para se fazer pesquisa de ponta e outra vantagem do grupo de pesquisa é a relação que se pode fazer, por exemplo, da pós-graduação com a graduação”, diz professor Émilien.

Iniciação científica

“O grupo de pesquisa e o grupo de iniciação científica têm uma importância ímpar. Tanto que na instituição a qual eu sou filiada atualmente [UNIFAMINAS] ainda não tem e eu estou tentando implementar isso de uma forma um pouco mais efetiva. E eu percebi que de fato poucas instituições, principalmente no interior, têm esse espaço para o desenvolvimento de pesquisa, que é de suma relevância para abranger um pouco mais ou para estender essa parte acadêmica, não ficar preso só a prática, ou só a formação que nos é passada dentro da sala de aula. A mim foi extremamente enriquecedor, tanto que eu tenho tentado passar isso para frente”, ressaltou Vânia Carvalho.

O grupo de iniciação científica “Filosofia do Ambiente e Direito Ambiental” já publicou dois livros: Filosofia do Ambiente e Direito Ambiental. Renan Saraiva, estudante de graduação e um dos participantes do grupo, explicou um pouco sobre como funciona o projeto. “Os coordenadores do grupo nos designam um tema principal que é o que vai se tratar o livro e nós ficamos responsáveis por escrever capítulos para que juntos possam formar a obra. Então a gente fica responsável por encolher, dentre o tema geral, uma espécie de subtema. Nós também temos a prerrogativa de escolher um marco teórico que normalmente é um filósofo, por se tratar de um grupo de filosofia, e relacionamos com o meio ambiente. Ao final, damos uma opinião crítica acima daquilo que a gente juntou.”

Importância da pesquisa

Gabriela Rezende, também integrante do grupo de iniciação científica, ressaltou a importância do grupo para a formação acadêmica. “Nós ficamos mais críticos com o que a gente escreve, porque antes escrevíamos para nós. Dentro do grupo escrevemos para outras pessoas lerem. Então, temos que pesquisar direitinho sobre o assunto para não falarmos bobagem. O grupo também nos prepara para o TCC ou para um possível mestrado depois, para fazermos em menos tempo, para aprender a filtrar referências, coisas que você pode utilizar, coisas que não pode utilizar. Então eu acho que proporciona um senso crítico e uma agilidade na hora da escrita.”

Nathalia Siqueira, estudante e componente do grupo, comentou sua evolução desde a entrada no grupo. “A partir do momento em que eu entrei nele [grupo de iniciação científica ‘Filosofia do Ambiente e Direito Ambiental’], foi muito bom porquê eu tive um amadurecimento tanto na oratória, quanto na escrita. Então o grupo de iniciação permitiu, tanto esse amadurecimento, quanto a questão de que não tem ninguém melhor que ninguém. Estamos aprendendo e somos um grupo.”

Além da reflexão sobre o Direito Ambiental, dos grupos de iniciação científica e da relação com a Justiça Ambiental, o seminário criou um espaço de interação para que os seminaristas pudessem discutir sobre fundamentos teóricos, filosóficos e jurídicos, afim de propor uma nova ética ambiental e uma nova prática jurídica, partindo do pressuposto da conscientização quanto ao meio ambiente.


*Bárbara Teixeira é estagiária do Movimento ECOS e do Dom Total

EMGE

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