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Brasil Eleições 2018

19/10/2018 | domtotal.com

WhatsApp diz que investiga suposto disparo de mensagens contra Haddad

Disparos de milhões de mensagens são comprados por empresas que apoiam o candidato por até R$ 12 milhões, revela reportagem da Folha.

WhatsApp afirmou que está comprometido em reforçar suas políticas para proteger a experiência do consumidor.
WhatsApp afirmou que está comprometido em reforçar suas políticas para proteger a experiência do consumidor. (Pixabay)

O aplicativo de mensagens WhatsApp informou nessa quinta-feira, 18, em nota, que investiga o suposto disparo em massa de mensagens contra o Partido dos Trabalhadores por empresários que apoiam o candidato Jair Bolsonaro (PSL). O caso foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo.

O aplicativo confirmou a abertura da investigação em nota enviada ao jornal O Estado de S. Paulo. O Whatsapp, ainda na nota, afirma que "tem proativamente banido centenas de contas durante o período das eleições brasileiras".

"Temos tecnologia de ponta para detecção de spam que identifica contas com comportamento anormal ou automatizado, para que não possam ser usadas para espalhar spam ou desinformação", diz a nota.

Segundo a Folha, os disparos de milhões de mensagens são comprados por empresas que apoiam o candidato por até R$ 12 milhões. A reportagem afirma que os preços variam de oito a doze centavos por mensagem para contatos de bases de dados fornecidas pelo candidato e das agências que prestam esse tipo de serviço.

Sobre o envio em massas de mensagens via o aplicativo, o WhatsApp afirmou que está comprometido em reforçar suas políticas para proteger a experiência do consumidor. "No mundo, o limite de membros para grupos é 256 pessoas. Para encaminhamento de mensagens, há um limite global de 20 mensagens (exceto na Índia, onde o limite são cinco mensagens)", diz a nota.

Na madrugada desta sexta, o WhatsApp emitiu a seguinte nota:

LEIA O COMUNICADO DO WHATSAPP:


Por Chris Daniels , VP, WhatsApp

Todos os dias, milhões de brasileiros confiam no WhatsApp com suas conversas mais particulares - seja conversando com amigos sobre problemas de trabalho, conversando com um professor sobre as notas de seu filho, recebendo orientação médica de um médico, discutindo política com suas famílias ou até denunciando um crime. polícia. As pessoas valorizam essa sensação de privacidade e intimidade - que trabalhamos duro para manter mesmo quando o WhatsApp cresceu.

Hoje, mais de 90% das mensagens enviadas no WhatsApp no Brasil são conversas individuais e individuais. A maioria dos grupos é de apenas seis pessoas - uma conversa tão particular e pessoal que caberia na sua sala de estar. Como limitamos o tamanho dos grupos, você precisa criar mais de 4.000 grupos individuais para alcançar um milhão de pessoas. Isso é muito diferente de outros aplicativos que são projetados como plataformas de transmissão (mais ou menos como um quadrado público global), onde você pode alcançar um público de milhões ao apertar de um botão.

Para manter essa sensação de intimidade no WhatsApp, começamos a testar um limite no número de mensagens que uma pessoa pode encaminhar para 20 pessoas no início deste ano. Anteriormente, você poderia encaminhar mensagens para todos em seu catálogo de endereços. Essa mudança foi baseada no feedback que as pessoas às vezes se sentiram sobrecarregadas pelo volume de mensagens, bem como preocupações com a desinformação viral.

Por isso, não foi surpresa que, quando alguns políticos declararam na semana passada que lutariam para aumentar o limite de mensagens do WhatsApp de 20 para 200 pessoas, outros conclamaram o WhatsApp a fazer exatamente o contrário: diminuir ainda mais o limite. Esse debate trouxe à tona uma tensão contínua que atualmente está se desenrolando no Brasil e que fala com uma realidade maior: quando você conecta mais de um bilhão de pessoas entre países e culturas, você verá tudo de bom que a humanidade pode fazer, bem como algum mau uso.

Embora o desejo de difundir e consumir informações sensacionais, às vezes prejudiciais, seja anterior à Internet, certamente torna isso mais fácil. E como as informações - boas e ruins - podem se tornar virais no WhatsApp mesmo com esses limites estabelecidos, temos a responsabilidade de amplificar o bem e mitigar o dano.

Isto é especialmente verdade quando se trata de eleições. Eleições livres e justas são o coração de toda democracia e a desinformação pode ser um verdadeiro desafio. E aqui está o que estamos fazendo para resolver isso:

  • Estamos removendo centenas de milhares de contas de spam. Maus agentes usam computadores para gerar isso em massa. Mas, com os avanços da inteligência artificial, agora bloqueamos milhares dessas contas todos os dias à medida que são criadas, para que não possam ser usadas para espalhar spam e notícias falsas.
  • Estamos etiquetando mensagens que são encaminhadas. Além dos limites que introduzimos no início deste ano, agora rotulamos mensagens para deixar claro quando uma mensagem foi encaminhada. Isso ajuda as pessoas a entender que o conteúdo não foi escrito pela pessoa que enviou para eles.
  • Estamos dando aos administradores muito mais controle sobre os grupos que eles criam. Por exemplo, os administradores agora podem decidir quem receberá as mensagens. Também fizemos alterações para impedir que as pessoas sejam adicionadas repetidamente aos grupos que deixaram.
  • Estamos trabalhando com verificadores de fatos no Brasil, como o Projeto Comprova, um consórcio de mais de 24 organizações de notícias, além de grandes editoras como Globo, Folha, Estadao e Aos Fatos. Mais de 100.000 mensagens foram recebidas, coletivamente, por verificadores de fatos durante o período eleitoral. Também estamos trabalhando com organizações como a Enois Conteudo, uma escola de jornalismo, para treinar estudantes a desbancarem boatos políticos em seus próprios grupos de amigos e familiares do WhatsApp.
  • Estamos aumentando a conscientização. Nossa campanha de educação pública em larga escala - “Share Facts. Não rumores ”- é projetado para atingir 50 milhões de brasileiros com dicas sobre como detectar notícias falsas e evitar sua disseminação. Também estamos trabalhando com o  InternetLab  para criar vídeos educacionais sobre como usar o WhatsApp de maneira segura e responsável, incluindo a etiqueta adequada em grupos familiares WA e pensando antes de compartilhar.
  • Estamos trabalhando com a aplicação da lei. Envolvemos 1.400 policiais, promotores e autoridades judiciárias em 10 cidades, e 600 autoridades em tribunais eleitorais, sobre os procedimentos corretos para solicitar informações durante suas investigações. Essas informações são limitadas e não incluem mensagens porque o WhatsApp é criptografado de ponta a ponta. No entanto, as informações limitadas que podemos fornecer ajudaram a polícia a prevenir e solucionar crimes. Também engajamos partidos políticos e todas as 13 campanhas presidenciais no Brasil sobre como usar o WhatsApp com responsabilidade durante a eleição.

Lutar contra a desinformação é um desafio contínuo para a sociedade. Levará todos nós - de empresas de tecnologia a sociedade civil, governo e usuários - a progredir. O WhatsApp está comprometido com esse desafio.


Agência Estado

EMGE

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